Para muitos, o ensaio de uma equipe de louvor é uma experiência maravilhosa – alegre, encorajadora, desafiadora, voltada para a comunhão e agradável a Deus. Para outros, entretanto, a noite de ensaio pode representar um momento repleto de sentimentos de medo, imperfeição e até mesmo solidão – está claro que não é nada disso o que Deus pretende. O dilema da equipe de louvor Numa perspectiva musical, uma equipe de louvor representa um interessante dilema. Talvez seja o único contexto em que um grupo tão diverso de músicos se reúne e espera produzir um som apropriado ao consumo das multidões. Uma equipe de louvor pode, e geralmente é assim, representar uma larga mistura de forças e habilidades musicais – desde o profissional experiente até àqueles que acabaram de aprender alguns poucos acordes.
Se considerarmos a idéia de que os músicos naturalmente tendem a gravitar ao redor daqueles que compartilham níveis de habilidades semelhantes, esta integração pode, fora desta perspectiva, produzir alguns efeitos devastadores na experiência de participar de uma equipe de louvor. O fato é que muitos pastores, muito freqüentemente, relacionam intimamente o crescimento da igreja com o som da equipe de louvor. Daí você tem o ambiente propício para a divisão e a desordem. Esta é a má notícia. A boa notícia é que nós podemos crer no modo maravilhoso que Deus tem nos chamado, e providenciado os meios pelos quais nós podemos interagir tanto no mundo espiritual como no musical. Se isso soa bastante como algo que vem do Reino de Deus. então realmente é!
A técnica nunca isenta o músico de ter uma vida que busca ardentemente a justiça e o caráter de Jesus. A personalidade artística é responsável! Além de tudo, o ensaio deve ser um ambiente de verdade – um lugar de repouso, de baixar a guarda e desenvolver a música juntos. Para encerrar, existem algumas poucas sugestões que eu gostaria de passar a respeito das normas de comportamento no ensaio.
Boas maneiras no ensaio
Um dos erros mais comuns acontece quando permitimos que alguns músicos fiquem tocando sem propósito antes do ensaio começar. Embora muitos vejam isso como algo alegre, e até inocente, isso pode trazer implicações infelizes. Imagine só por um momento que o músico se sente travado, ou acanhado. Só o fato de passar pela porta pode ser suficiente para fazer com que ele pense em desistir. Ao percebermos sentimento de incapacidade, o nosso trabalho é encorajar e envolver os membro da equipe com verdade e amor. Os líderes de louvor podem agendar um momento para uma “jam” interativa – talvez depois que o ensaio acabar, quando todos estiverem se sentindo mais seguros.
Deveríamos gastar algum tempo para que os músicos e cantores pudessem interagir sem os seus instrumentos. Embora os retiros semestrais e encontros periódicos possam ser eficazes, um momento semanal de comunhão proporciona um bom caminho para a construção de relacionamentos baseados na confiança e aceitação.
Outro ponto negligenciado é a maneira de permitir que alguém possa contribuir e perceber qual será a sua função na música. Uma idéia simples é dividir o grupo em instrumentistas e vocalistas. Ensaie a banda por um período controlado de tempo e encoraje os vocalistas a ouvirem, a cantarem com o microfone desligado e a basicamente se sentirem confortáveis com a sensação da música. Depois, dê uma pequena folga aos instrumentistas enquanto os vocalistas passam sua parte. Chame os músicos e passe a música com todos juntos. “O mesmo exercício pode ser aplicado aos instrumentistas que não tocam o tempo é importante e nós temos um tempo de ensaio específico para vocês”. Segundo, ela força a banda a priorizar e gerenciar bem o já limitado tempo do ensaio.
Uma das maneiras maravilhosas de quebrar as barreiras dentro do contexto de uma equipe de louvor é fazer perguntas aos outros. Ao invés de mostrar o que você sabe, tente descobrir o que os outros sabem. Não existe um gesto maior de aceitação musical do que um baterista se aproximar de um tímido flautista e perguntar sobre o seu instrumento, procurando saber como ele funciona. Ao levar em consideração a habilidade e a experiência de alguém, uma coisa é certa – temos nos doado a um instrumento, e ninguém melhor do que nós para falarmos sobre ele. Seja você a pessoa que faz essas perguntas primeiro.
Um último pensamento nos faz lembrar da questão da afinação. Eu creio firmemente no afinador eletrônico e, particularmente, sugiro que um afinador seja parte integral do orçamento do equipamento de som de uma igreja. Por que estou trazendo este assunto à tona? Embora seja verdade que muitos possam afinar perfeitamente “de ouvido”, criar a cultura de usar o afinador leva tempo. Primeiramente, outros não se sentirão intimidados em usar os seus próprios afinadores. Em segundo lugar, existe um clima de união quando todos se reúnem ao redor do afinador. Isto pode soar estranho, mas a questão é que nem todos percebem quando há alguém destoando na equipe de louvor. Em terceiro lugar, até mesmo a pessoa que tem um senso mais perfeito de afinação pode estar em um dia ruim. Finalmente, a música só pode soar melhor quando todos estão musicalmente e espiritualmente afinados. Você vai se surpreender ao ver o quanto o seu ensaio vai melhorar se você gastar alguns poucos minutos com essa importante tarefa.
Batalhando pelo trabalho em equipe
Enquanto a nossa musicalidade simplesmente nos dá um contexto de adoração, é a nossa mentalidade espiritual que nos capacita a adorar e a liderar outras pessoas. Saber que esses princípios de ensaios podem ser aplicados hoje, pode facilitar o “tocar bem juntos” – o objetivo principal da maioria das equipes de louvor.
Bruce Ellis é o pastor de adoração da Cambridge Vineyard em Ontario, Canadá. Ele também é compositor, produtor e músico professional e vive em Cambridge, com sua esposa Laura e seus quatros filhos: Sam, Abby, Noah e Sally.
Fonte: www.vineyarmusic.com.br
Por Everson Barbosa | Gospel+
O Senhor sabe que o meu maior sonho é nunca parar de escrever, mas, o que motiva-me essa atitude é que as palavras ficam registradas, não se vão ao ar dos barulhos da poluição sonora. Entretanto, o que desejo mesmo é nunca se desapegar da edição 102 da Revista Vida Simples quando tratou de um assunto, mais que importante, porque irá ajudar muitas pessoas refletirem o seu modo de viver. Por fim não me desapego do título “por que acumulamos demais”.
São inúmeras classes sociais que estão aprendendo a viver melhor em seu habitat, perceberam que é pouco espaço para viver, as salas, os quartos levam e são carregados de quinquilharias, algumas cheias de mofo, outras não conseguem mais receber um lustre, o brilho acabou, alguns casos engraçados contados na matéria foi o do chapeu de uma senhora que com sessenta anos ela lembrava o motivo de receber aquele chapéu, ela vivia preso no passado, e, engraçado a briga com seu esposo era chato, porque, o chapeu já não comportava mais no novo guarda-roupa, e, aquele chapéu foi, algumas vezes, o motivo de desavenças, porque, segundo àquela senhora quem não valorizasse o chapéu não tinha carinho verdadeiro por ela. E essas e outra aberrações percebemos que a senhora certo dia foi iluminada e deu-se o fim no chapéu depois de uma terapia.
O Evangelista Marcos conta-nos uma história de uma mulher da elite romana, bem próxima das intimidades e regalias do Rei Herodes, nada mais era a mulher do Procurador do Rei. Cuza, advogava os interesses de Herodes, e nesse ambiente a sua mulher Suzana fora acometida com algumas enfermidades, inclusive, devido a carga de responsabilidade de Cuza a jovem Suzana sofria de complexo de rejeição por que Cuza dava mais atenção aos afazes de Herodes que cuidar dos afetivos momentos com sua esposa Suzana. O que narra a história no Evangelho de Lucas 8, inclusive o único discípulo médico grego, Lucas dá ênfase as enfermidades daquelas mulheres que foram curadas por Jesus, e, em contrapartida, elas se despreenderam das coisas materiais, deixaram de lado a estética facial, os perfumes luxuosos e a regalias do luxo e conforto que o palácio de Herodes promovia.
As mulheres seguiam Jesus de aldeia a aldeia, cidade a cidade, em sol escaldante, em pleno ambiente não propício, descobriram que “se o teu olho te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros e não seja teu corpo lançado ao inferno”, Mt.5:29. Claro que o Evangelista não determinava a mutilação de órgãos do corpo humano integralmente falando, o que se chama atenção é despreender-se de objetos e, até mesmo, sentimentos, costumes que só fazem mal. Nesse caminho poderíamos chamar atenção para a mudança de paradigmas, os padrões psicológicos dos antepassados nem sempre são referência para o presente, ainda que bonitos são, devemos reformar a nossa concepção, a nossa visão de mundo, a nossa perspectiva de vida deverá passar por uma catárse.
E em se falando de visão de mundo, lembro-me agora, que no meu segundo livro intitulado “cosmovisão”, chamei, atenção por demais, quanto a concepção primordial do monoteísmo, a crença em um só Deus. Quando adeptos e seguidores do monoteísmo se divergiam entre si, o grupo de Fariseus – acreditavam na ressureição de mortos, anjos e milagres, todavia, o outro grupo do monoteísmo conhecido com Saduceu não acreditavam em nenhuma das ideias e concepçãos dos Fariseus. Estava ali o apego, mais uma vez, em voga, o apego a ideia rígida, e, enriquecido de orgulho, devido, e provocado, por uma problema antigo de uma mesma família os descentes de Abraão, uns ligado a casta de Izaque e outros de Isamel, ambos filho do patriarca Abraão, a diferença que o último era da concubina. E, por este motivos, os tais apegos foram e contribuíram para o derrame de sangue, para o ambiente interpessoal de grupos, instituições e etnicas não viverem de bem com a vida.
Por Angelo Almeida | Gospel+
Ângelo Almeida, é cantor, compositor e escritor, Teólogo com seu livros publicados e CD´s gravados em estilo gospel. Site pessoal www.angelogospel.com.br
Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão. Gl 2.21
Nestes últimos dias tenho acompanhado com pesar algumas das mais novas Teologias implantadas no meio gospel.
Lembro-me de quando surgiu a “revelação” da Nova Era na década de 80 e 90, o Slogan adotado era: Nova Era, a velha mentira, por se tratar de uma filosofia que já existia a muito tempo. Hoje quando vejo os absurdos pregados e vou à Bíblia vejo que os mesmos já eram problemas desde as épocas de Paulo, Pedro, João e tantos outros.
Desta vez não quero falar da Teologia da Prosperidade não. Muitos já sabem minha opinião, quero me deter a algo que tem me tirado o sono… “A Justificação pela Lei”.
Parece loucura que isso seja verdade, pois vivemos num tempo de Graça e a Lei é coisa do passado, certo? Errado! Pelo menos é o que tem sido visto em muitos lugares… A Justificação tem sido feita e computada mediante a atos, obras e ações, ou seja, Lei.
Uma das maiores dificuldades que tenho é criar a linha que separa a graça de Deus, da permissividade dada pelos homens, e vejo que Paulo também pensava nisso quando dizia: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” Rm 6.1. Como evitar os extremos?
Há aqueles que usam a graça para justificar tudo. Podem fazer tudo, pois afinal foram justificados e isso não veio deles, foi dom de D-us. Isso banaliza a Graça de D-us… Isso banaliza o sacrifício vigário e doloroso da cruz, que nos fez livres e não libertinos. A graça nos aprisiona sim, mas nos aprisiona por amor e não por medo. E, quando há amor há de se querer agradar ao amado.
Quando falo em justificação pela lei o faço vendo hoje as agruras que andam por ai…
Tenho visto bênçãos sendo alcançadas por mérito, mediante a pagamento (indulgencias?) de dízimos e ofertas. Tenho visto penitências sendo estipulada com jejuns mecânicos e ofertas vazias, mas o pior que tenho visto é a crueldade com que se tratam àqueles que, fracos na fé, tropeçam e caem. A estes pedras são arremessadas me fazendo relembrar os tempos bíblicos vetero-testamentarios das condenações da lei.
Se enchemos a boca para pregar o evangelho aos de fora, tentando convertê-los e oferecemos o perdão dos pecados para aqueles que estão atolados na lama, e somos tão complacentes com o fato de receber aqueles que se achegam tão machucados, por que quando alguém que já está entre nós, no circulo da fé, cai não merece clemência e é logo abandonado e lançado fora? Levamos tanto tempo buscando os de fora e quando os temos dentro somos tão implacáveis e acusadores. Por que as pessoas perdem tanto o valor quando já pertencem ao rol de membros e são tão facilmente excluídas?
Lei, lei, lei… temos que cumprir a lei, certo? Não, temos que AMAR!!!
Amar, cuidar, oferecer ajuda, principalmente aos da casa! (Gl 6.10).
Este desabafo serve para a reflexão de como estamos tratando aqueles que precisam de ajuda e estão dentro das nossas igrejas.
Paulo me informa algo muito interessante quando diz: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Rm 7.19,20 e 24.
Este é um convite ao amor, a graça, pois se a justiça é mediante a lei, segue-se que Cristo morreu em vão.
Por Felipe Heiderich | Gospel+
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”
Mateus 24.12
A centenas de anos o mundo já tem vivido guerras e rumores de guerras. Vemos o “ser humano” sendo reduzido a condição de coisa, objeto.
Qual seria o valor do ser humano hoje? Ou qual seria o preço pra ser um humano?!
A profecia liberada por Jesus no texto supra citado, nos diz que o amor de MUITOS, mas não o amor de TODOS. É sua função, é sua obrigação, faz parte da sua identidade aquecer o amor dentro de você.
Nestes dias vimos aqui no Rio de Janeiro, umas das maiores atrocidades dos últimos tempos: Uma criança sendo assassinada pela amante de seu pai, a sangue frio, sem remorso ou culpa alguma.
Os jornais assim o noticiaram:
“A mulher que confessou ter assassinado a menina Lavínia, de seis anos, se revelou uma pessoa fria e “muito dissimulada” nas duas vezes em que prestou depoimento à polícia, segundo afirmou nesta quinta-feira (3) o delegado substituto da delegacia de Campos Elíseos (60ª DP), Luciano Zahar.
Horas após ter asfixiado Lavínia até a morte em um quarto de hotel no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Luciene Reis, de 24 anos, chorou ao negar que jamais teria coragem de sequestrar uma criança.”
“Luciene, que é mãe de três meninas de dois, quatro e sete anos, confessou na última quarta-feira (2) à polícia ter sufocado Lavínia por cerca de oito minutos com um travesseiro. Como a criança ainda se mexia, Luciene a enforcou com um cadarço de tênis para se certificar de que estava morta.”
Fonte: Noticias.r7.com
Uma mulher simplesmente entrou em uma casa, sequestrou uma criança, levou a um motel, asfixiou-a a ponto de a deixar irreconhecível. Tudo isso por que? Dinheiro? Ciúmes? Loucura?
Quanto vale um ser humano? Quanto vale uma vida?
Quanto vale a vida de seus familiares que você não vê ou continua evitando por causas de erros e dores passadas? Quanto vale a vida do seu vizinho que só te causa problema? Quanto vale a vida do motorista de ônibus que você pega e sempre reclama?
Quanto vale a sua vida?
É hora de pensarmos, pois Jesus pagou muito por cada uma delas.
É hora de avivarmos o amor dentro de nós.
A profecia liberada por Jesus no texto supra citado, nos diz que o amor de MUITOS, mas não o amor de TODOS. É sua função, é sua obrigação, faz parte da sua identidade aquecer o amor dentro de você.
NEle, o mestre e maestro do AMOR.
Por Felipe Heiderich | Gospel+
Segundo o dicionário Aurélio, Protestar significa: v. tr. 1. Prometer terminantemente, publicamente. 2. Afirmar solenemente. 3. Declarar formalmente que se tem uma coisa por ilegal.
Com convicção, esses adjetivos, estavam presentes e marcaram a história do século XVI onde culminada em Martinho Lutero a voz de uma inquietação e inconformidade veio à tona e ecoou. A sociedade estava corrompida. Os valores estavam corrompidos. A Igreja estava corrompida. O grito liberado da garganta foi transliterado em 95 Teses afixadas por Lutero na Abadia de Westminster a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente “Contra o Comércio das Indulgências”. Movido em prol do esclarecimento da verdade, sua revolução foi apelidado de Protestantismo, pelo seu protesto contra aquilo que inquiria ele ser incorreto.
Quase 500 anos se passaram. O mundo mudou, as pessoas mudaram, os valores mudaram, a Igreja mudou.
O final do século XX e início do nosso século tem se mostrado como o período negro do movimento protestante. O período inquisitório da idade média foi menos prejudicial à Igreja do que o momento atual.
A Inquisição foi marcada por vendas de indulgências e de terrenos no céu. No atual momento, os fiéis são ludibriados pelos seus líderes, mas não por terrenos no céu. O auge da Teologia da Prosperidade é marcado por escândalos financeiros na Igreja, e a promessa de muitos, que enganados por uma falsa expectativa de fortuna na Terra, compram sua esperança de emergência financeira dando muitas vezes mais do que possuem.
Ora, se pudesse ser escolhido um destes momentos como o menos prejudicial, se daria o fato de que é melhor ser enganado por querer o céu do que por querer a Terra.
O Protestantismo atual está cada vez mais recuado, a invasão mundana conquista territórios dias após dias. Lobos furiosos, carreiristas, profissionais do púlpito, marqueteiros ardilosos e sutis dilapidam as Escrituras, destronam Cristo do centro da Igreja. O Neo-Evangelicalismo tornou o culto um produto de consumo, uma terapia de grupo bem remunerada.
Há de que ser erguer um protesto contra o protestantismo atual.
O ISMO deve ser abolido e o ANTE restaurado. ISMO indica uma relato que aconteceu, mas que virou história. ANTE indica ação a ser realizada no presente. ISMO mostra o que os outros foram e fizeram, ANTE declara a realidade do que somos e faremos.
Pode-se ter sido fruto de um protestantISMO corrupto, mas se tornar aquele que grita e luta por ser um protestANTE que não se conforma com o cenário atual é o papel de cada um, porque afinal protestante tem que protestar.
Por Felipe Heiderich | Gospel+
“O Senhor é o meu pastor nada me faltará.” (Salmo 23.1)
A figura do pastor é essencial na vida das ovelhas, pois elas dependem dele para tudo, Para guia-las aos pastos, para leva-las ate a água, para defende-las das feras etc.
Nós não somos diferentes das ovelhas em relação as nossas necessidades, somos inteiramente dependente do nosso pastor Jesus para tudo, pois sem ele o que será de nós ? Nas horas mais difíceis de nossas vidas ele se faz presente, e supre nossas necessidades não deixando nada faltar, nas enfermidades ele nos socorre coloca-nos em seus braços e sara nossas feridas, às vezes nos desgarramos mais ele vem e resgata para junto de se, nos momentos que as feras (pecado tenta destruir-nos ele vai e as enfrentam e livra-nos da morte (ver. Jo. 10.11) ele foi disposto a da sua própria vida para que não perdêssemos a nossa.
Nada nunca faltara para todo aquele que confiar no Senhor Jesus cristo, que em suas mãos entregar os seus problemas. (ver Fp. 4.11-13).
Quando nada nos falta tudo nos contenta, quando as faltas são preenchidas com a presença do bom pastor (Jesus), aprendemos a conviver com a fartura e com a falta de ter o que comer, com a saúde e com as doenças, pois temos em nossa frente o bom pastor que ira suprir toda a nossa necessidade, que nos faz sentirmos fortes mesmo quando estamos fracos, que nos faz vencer, pois somos vencedores, ovelhas protegidas pôr Jesus Cristo o bom pastor. (ver Jo. 10.11;14-16).
Valmir 02/2011
Humanidade desviada de Deus caminha para ruína! Apostasia!
“O Espírito diz expressamente que, nos últimos tempos, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas,de hipócritas e impostores que, marcados na própria consciência com a infâmia,” (1Tm 4,1-2)
Uma das marcas fundamentais dos últimos dias é a apostasia, o afastamento de Deus , o desvio da palavra e da vontade do Senhor e na atualidade muitos tem seguido este caminho baseando-se em erros, engano, mentiras apregoadas na terra, que apregoa que este mundo é eterno e os bens permanentes ou até o ser humano imortal, porém tudo é perecível e passa, mas os homns não se apercebem disso e gastam sua vida sem darem a glória devida a Deus e sem solidificarem-se espiritualmente.
A estratégica do materialismo ser apregoado como algo de importância superior ao senhor é antiga, proede de faraó, que quando convocado por Deus para liberar o povo para oferecerem cultos ao Senhor, prontamente alegou que aquilo era falta do que fazer, pois uma pessoa ocupada jamais se preocuparia com estas coisas, e passou a impor escravidão maior aos israelitas visando ocupá-los e cansa-los a ponto de desgastados desistirem de buscar pela vida espiritual, porém percebam que o culto era somente um ponto baseado na grande obra que o /senhor iria fazer, pelo culto prestado Deus ia trazer a grande libertação ao povo, pelo louvor, adoração, ofertas dedicadas iria ocorrer obra eterna sobre eles, pois deus queria levá-los a uma terra que mana leite e mel, levá-los a usufruir de uma condição e de oportunidades que eles nunca experimentariam se não fosse pela benção do Senhor em suas vidas.
Exodo 5
1. Depois disso, Moisés e Aarão dirigiram-se ao faraó e disseram-lhe: “Assim fala o Senhor, o Deus de Israel: deixa ir o meu povo, para que me faça uma festa no deserto”.
3. Eles prosseguiram: “O Deus dos hebreus nos apareceu. Deixa-nos ir ao deserto, a três dias de caminho, para oferecer sacrifícios ao Senhor, para que não nos fira ele pela peste ou pela espada”.
4. O rei do Egito disse-lhes: “Moisés e Aarão, por que quereis desviar o povo do seu trabalho? Ide às vossas ocupações”.
5. E ajuntou: “O povo é, atualmente, numeroso, e vós o faríeis interromper seus trabalhos!”
6. Naquele mesmo dia, deu o faraó ao inspetor do povo e aos vigias esta ordem:
7. “Não fornecereis mais, como dantes, a palha ao povo para fazer os tijolos: irão eles mesmos procurá-la.
8. Entretanto, exigi deles a mesma quantidade de tijolos que antes, sem nada diminuir. São uns preguiçosos. É por isso que clamam: queremos ir oferecer sacrifícios ao nosso Deus.
9. Que sejam sobrecarregados de trabalhos ocupem-se eles de suas tarefas e não dêem ouvidos às mentiras que se lhes contam!”
10. Os inspetores e os vigias do povo foram dizer-lhes:
11. “o faraó manda-vos dizer que já não vos fornecerá palha; e que vós mesmos devereis procurá-la onde houver, mas nada se diminuirá de vosso trabalho”.
12. Espalhou-se, pois, o povo por todo o Egito para ajuntar restolhos em lugar de palha.
13. Os inspetores instavam com eles, dizendo: “Aprontai vossa tarefa diária, como quando se vos fornecia palha.”
14. Açoitavam até os vigias israelitas que os inspetores do faraó tinham estabelecido sobre eles. Diziam-lhes: “Por que não terminastes, ontem e hoje, como antes, o que se vos havia fixado de tijolos a fazer?”
15. Os vigias israelitas foram queixar-se ao faraó: “Por que, perguntaram eles, procedes desse modo com os teus servos?
16. Não se nos fornece mais a palha e se nos diz: fazei tijolos. E chegam até a nos açoitar (como se) teu povo estivesse em falta”.
17. O faraó respondeu: “Vós sois uns preguiçosos, sim, uns preguiçosos! É por isso que dizeis: queremos ir oferecer sacrifícios ao Senhor.
18. E agora, ao trabalho! Não se vos fornecerá a palha, mas deveis entregar a mesma quantidade de tijolos.”
O trabalho é uma benção de deus , mas a priorização do senhor é fundamental para gerar o milagre, a provisão, um sustento abençoado e a prosperidade para os filhos de Deus, porém a apostasia tem tomado conta da terra, e os homens ja nem se importam com o afastamento de Deus, com a ausencia por meses dos cultos de adoração, pela falta de dedicação, não se apercebem da negligencia, abandono e desmazelo que tem tratado a obra de Deus, mas ao contrário ensandecidos e enganados ainda se gloriam pelas suas muitas ocupações que não os permite ir a casa de Deus. Colocam-se como pessoas superiores e elevadas por não terem tempo para cultuar ou participar da obra de deus, não vendo que são enganados e iludidos escravos deste mundo perecível que nada vai lhes acrescentar senão por um período mas certamente os decepcionará:
“O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,17)
O ensino de Deus para a humanidade é, busque a deus primeiro e tudo será acrescentado na sua vida, pois na verdade tudo que você fizer depois da benção recebida é certamente vitória e conquista para sua vida, aquilo que você se desgastaria para colher por causa de Deus você abençoadamente será honrado, e o seu trabalho nunca será vão, mas para isso priorize Deus, não entre na apostasia apregoada pela terra:
“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo”. (Mt 6,33)
De ao Senhor o que lhe pertence, entegue a ele o louvor eo culto pois é Deus o teu criador e aquilo que compete ao mundo virá nas suas mãos:
“De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. (Mt 22,21)
A apostasia tem tomado conta da terra e tem gerado deformações terríveis no ser humano, deformações espirituais, morais e éticas irreparáveis e a cada geração o grau de decomposição moral é maior, pois há um desgaste total dos valores, uma total desvalorização dos conseitos sagrados, santos e divinos, veja o perfil dos habitantes da terra nos últimos dias:
“Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil.
Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons,traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus,ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tm 3,1-5)
Perceba é muito claro a apostasia, o afastamento de Deus gera consequências, e o mundo está preparado para o anti-Cristo, e este só poderá se manifestar quando esta apostasia tiver tomado grandes proporções como na verdade já tem tomado, pois somente desta forma ele será aceito e venerado:
“Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição,” (2Ts 2,3)
O Senhor tem convidado os seus para , se alimentarem do Pão que é a Palavra a Palavra gera fé , transformação, todavia os homens recusam tal grandiosidade, pois cegos por este mundo falível preferem ocupar-se com o que é perecível e destrutível:
Salmos 48 Bíblia Católica
Salmos 49 Bíblia Comum
7. Eles confiam em seus bens, e se vangloriam das grandes riquezas.
8. Mas nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate.
9. Caríssimo é o preço da sua alma, jamais conseguirá
10. prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte,
11. porque ele verá morrer o sábio, assim como o néscio e o insensato, deixando a outrem os seus bens.
12. O túmulo será sua eterna morada, sua perpétua habitação, ainda que tenha dado a regiões inteiras o seu nome,
13. pois não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate.
14. Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias.
15. Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada.
16. Deus, porém, livrará minha alma da habitação dos mortos, tomando-me consigo.
17. Não temas quando alguém se torna rico, quando aumenta o luxo de sua casa.
18. Em morrendo, nada levará consigo, nem sua fortuna descerá com ele aos infernos.
19. Ainda que em vida a si se felicitasse: Hão de te aplaudir pelos bens que granjeaste.
20. Ele irá para a companhia de seus pais, que nunca mais verão a luz.
21. O homem que vive na opulência e não reflete é semelhante ao gado que se abate.
Por isso Não haja como estes convidados , cheio de desculpas para não irem a presença do Senhor, um alegou que comprou um terreno, outro carros de boi e outro casamento, porém o Senhor da casa indignado mandou chamar mais e mais gente para festejarem com ele, todavia mesmo chamando muitos ainda ficou sobrando lugares, assim ocorre no reino de Deus, o Senhor tem festa, tem espaço , tem prosperidade e bençãos para o seu povo, porém estes preferem afastarem-se, orgulhosamente e astutamente envolverem-se em muitos embaraços, não se importam de estarem ausentes, de não buscarem , de não zelarem pela vida espiritual e a verdade é vai sobrar espaço, pois Deus tem lugar para todos os seus mas muitos ficarão de fora, pois preferiram amar este mundo, e não amaram a Deus:
“A estas palavras, disse a Jesus um dos convidados: Feliz daquele que comer o pão no Reino de Deus!”
Respondeu-lhe Jesus: Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas.
E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado.
Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado.
Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado.
Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir.
Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.
Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar. (Luc.14:15-22)
pois como loucos, acham que viverão eternamente e tudo lhes ira bem, mas enganam-se pois este muito é traiçoeiro e os dias são maus, no momento em que menos esperam são pegos de surpresa , por isso muitos desmaiariam de terror nos últimos dias (Luc.21) por isso tanta depressão, suicídio, mortes, assassinatos, crises pois a humanidade esqueceu-se de Deus e optou por contruir num terreno frágil e instável que é o mundo, e quando seus castelos de areia caem, eles não tem em quem se apegar, pois estão muito longe de Deus ou melhor muitos nem O conheceram, ababdone as justificativas, dÊ lugar para Deus em sua vida, pare de desculpas, honre ao Senhor e afirmo sua casa não será erquiga sobre a areia frágil, mas tudo que tiveres, estará debaixo da benção e não te atingirá, pois sua riqueza eterna estará sempre guardada e preservada com Deus, seu amor próprio, fé, amor e esperança…
“15. E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.
16. E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito.
17. E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita.
18. Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens.
19. E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te.
20. Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?
21. Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.” (Lc 12,15-21)
Todo aquele que wse prende a este mundo, ama-o mais do que a Deus, vai sofrer muito, pois este mundo é corruptível, não é estável somente Deus é eterno:
“Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida – não procede do Pai, mas do mundo”. (1Jo 2,15-16)
Não deixe para amanhã, busque a Deus agora, se posicione com o senhor hoje, amanhã pode ser tarde demais, ao invés de permaneceres bem hoje e amanhã mal, faça o contrário garanta um bom futuro na sua vida, pois ainda que hoje os dias estejamm dificeis mas com Deus presente no seu barco, a maior tempestade será detida e o mal não te destruirá, e no teu porvir viverás dias de graça e calma pela presença de Jesus:
“Mas, lembra-te de teu Criador nos dias de tua juventude, antes que venham os maus dias e que apareçam os anos dos quais dirás: Não sinto prazer neles;” (Ecl 12,1)
Dê glórias ao Senhor agora, antes que venham os dias maus, antes que venham as trevas e o mal te pegue de surpresa, ainda que Deus te ame muito ele assistirá em lágrimas a tua queda, pois foi opção tua, é o teu livre árbitrio, que lhe trará retorno , o egoísmo, orgulho, apostasia, frieza impossibilitou que ouvisses a voz de deus te dirigindo para um futuro melhor, levante-se agora e busque ao Senhor, adore-o, invoque-o e ele satisfará o desejo do seu coração:
“Dai glória ao Senhor, vosso Deus, antes que venham as trevas, e antes que tropecem os vossos pés nos montes tenebrosos. A luz que esperais será transformada em escuridão, pois que ele a converterá em noite profunda”. (Jr 13,16)
“Se não prestardes ouvidos, a minha alma derramará lágrimas em segredo por vosso orgulho, e meus olhos se fundirão em pranto, por causa da deportação do rebanho do Senhor”. (Jr 13,17)
“Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto”. (Is 55,6)
Raquel Camargo Fragoso
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2010
Código do texto: T2641945
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (‘Citar a autoria de Raquel Camargo Fragoso e o blog raquelfragoso.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas
Não prenda-se ao passado, Deus te oferece um novo tempo
Depois do anoitecer vem o amanhecer
Depois do temporal vem à bonança
Depois do choro vem a paz
Percebemos que sempre foi assim,
depois de grandes e aparentes catástrofes,
vem um tempo de refrigério,
porém só vê quem vive para isto,
pois o desespero tende a tomar conta dos corações
tentando levá-los a precipitações e agonias sem fim,
mas quem persevera e confia em Deus viverá o novo tempo
de uma força plena e oposta a tanta “judiação”.
O termo judiar veio realmente depois de tantas tentativas de extermínio impiedoso do povo judeu e vemos Mordecai enviando cartas ao povo depois de terem superado a primeira inquisição ou o primeiro Hitler?? embora houve antes de Hamã outras tentativas de massacres, porém foram fracassadas.
Depois de mais uma tentativa de destruição do povo judeu, veio a oportunidade de Deus trazendo liberação de um novo tempo e Mordecai, um bom e fiel homem, soube bem o que significava sobreviver ás nuvens escuras e sombrias da vida… e declarou que a superação daquela fase tão difícil tinha alguns significados e deveria trazer algumas marcas na vida daquelas pessoas vitoriosas:
Ao contrário do que imaginamos, não eram marcas de medos, agressões, angústias, pavores ou tormentos mas marcas de maturidade, vejamos:
1) Sossego dos inimigos
O tempo de afronta, perseguição, humilhação e opróbrio tinha sido vencido e agora a nova fase significava paz e tranquilidade, sossego dos inimigos o fim de toda perturbação mental, emocional, espiritual.
2) Mudança de Tristeza em alegria
O tempo do choro e amargura tinha findado, agora para todos os que venceram e superaram haveria uma transformação de tristeza em alegria, de silêncio em cântico, de prostração em folguedo.
3) Mudança de luto em dia de festa
Acabara a pressão de morte, ameaças, afrontas e opressão findou este tempo agora o sentimento de morte seria transformado em festa, haveria festejos, comemoração, alegria e bem estar pois Deus lhes proporcionara vida ao invés de todo o mal que viam levantar-se contra si.
4) Dias de banquetes e de alegria
O tempo de escassez, falta e medo havia passado agora eles deveriam banquetear-se muitos após superarem suas dores e tormentas muitos ficam transpassados e olhando para trás gemem pelo que passaram , porém a ordem era banqueteiem-se de alegria, é assim que deve ser, não ficar chorando o tempo da dor mas festejar diante do novo tempo.
5) Dias de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres.
Além de poderem viver a fartura ao invés da escassez, deveriam partilhar desta libertação e alegria, deveriam comemorar e atingir as pessoas ao redor com este novo sentimento e alegria, não era só para que eles vivessem a cura, mas transbordassem este bem estar para todos que estivessem ao redor.
6) Dar dádivas aos pobres
Novo tempo chegou, e a todos pobres de espírito, todos os miseráveis que viviam sem vigor e força deveriam dar-lhes do alimento que tinham , e este alimento vai além do natural é o alimento espiritual.
Lembre-se que todas estas ordens de Mordecai vieram depois de um grande espanto, ameaça de destruição, muitas vezes poderíamos justificar a nossa apostasia, prostração, passividade, baseando-se em traumas, dores e marcas do passado, porém maior ameaça e afronta que este povo viveu é impossível, porém mesmo depois de tudo , não olhavam para trás, superaram , venceram os inimigos e comemoravam a nova fase.
Não prenda-se ao passado, ‘viva a cada dia’, não compormeta o teu hoje por causa do seu ontem, viva o presente e se já houve o fim do sofrimento e vitória se alegre em Deus e como Mordecai saiba que Deus te dá sossego dos inimigos, pare de buscar problemas, viva em paz, e fique em paz, mude a tristeza em alegria, pois o que passou passou e ficou para trás, mude o luto em festa, o tempo da opressão , do sentimento de fim, tragédia e morte serão vencidas agora regozije em Deus que tudo pode fazer, banqueteie-se, alegre-se e partilhe com todos ao seu redor deste momento bom e quanto aos pobres de espírito envolva-os com o teu amor, paz, prosperidade, proporcionando-lhes dias de cura.
Ester 9:21 ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos,22 como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres.
Guarde esse exemplo no seu coração, independente da dura batalha que tenhas que suportar, se sobreviveste é porque agora tens que se levantar e vive o novo tempo, os judeus entendiam isso, e depois de cada grande luta criavam uma nova festa comemorativa, a fim de agradecerem a Deus e ainda festejarem o poder a resistência e novidade de vida proporcionada pela chance de superarem a crise…
então levante-se não fique lamentando mais o passado, viva o hoje com alegria, e se o teu presente é de dor , seja forte e firme para vencê-lo afim de poderes comemorar a sua vitória amanhã, agora se já passante o vale da sombra da morte, se já superaste tua maior batalha não tenhas medo de ser feliz…
Haverá para ti paz, alegria, vida e prosperidade se creres.
Deus te abençoe !
Raquel Fragoso
Amo a Deus sobre todas as coisas e defendo as verdades bíblicas de forma incondicional. raquelfragoso.blogspot.com
Raquel Camargo Fragoso
Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2010
Código do texto: T2644937
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (‘Citar a autoria de Raquel Camargo Fragoso e o blog raquelfragoso.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. (Mateus 11.28-30)
Esta é uma das mais belas promessas de Jesus que a Igreja do Senhor tem proclamado aos necessitados. Oramos por cura e libertação porque é a vontade de Deus socorrer o homem. Ministramos em outras áreas de necessidade porque está claro que Deus quer intervir assim na vida do homem.
Nossa ênfase neste estudo não é diminuir a importância dos milagres e nem tampouco atacar as igrejas que proclamam esta mensagem. Eu particularmente acredito e pratico esta ênfase. Amo ministrar cura às pessoas. Amo ministrar libertação. Amo proclamar a fé que rompe e nos leva à vitória em todas as áreas. A Igreja recebeu esta comissão de Jesus Cristo:
“A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel; e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai”. (Mateus 10.5-8)
Quando o Evangelho chega a alguém, deve trazer juntamente com a pregação do Reino de Deus a demonstração do amor e do socorro de Deus aos homens agindo em outras áreas de necessidade. O apóstolo Paulo classificou a importância dos sinais como “demonstração de Espírito e poder” para que a fé das pessoas não se apoiasse em palavras persuasivas de sabedoria humana (1 Co 2.4,5).
DUAS PROPOSTAS DISTINTAS
Mas apesar de tudo isto, percebo em nossos dias uma ênfase desequilibrada na pregação de Mateus 11.28-30. Os pregadores de uma forma geral, só baseiam suas mensagens na primeira proposta de Jesus. Contudo, este texto apresenta duas propostas distintas:
1) Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei;
2) Tomai sobre vós o meu jugo e encontrareis descanso para as vossas almas;
Mais do que o alívio prometido para aqueles que vão a Jesus, há uma dimensão de descanso para aqueles que tomam o seu jugo. Ou seja, por mais clara que seja a ênfase bíblica de se acentuar a mensagem de intervenção divina nas necessidades humanas, nunca podemos perder de vista que isto está ligado à chegada ou aproximação das pessoas ao evangelho. Depois, temos uma mensagem de compromisso, simbolizada na troca de jugos que Jesus propôs. E para todo aquele que adentra a dimensão de compromisso, há uma medida maior de manifestações de Deus, que foi chamada de descanso para a alma.
Qual a diferença entre alívio e descanso?
Numa certa ocasião precisei empurrar um carro que não funcionava, e tive que fazer muita força por não dispor de outros para ajudarem. Quando parei de empurrar o carro tive o alívio; como foi bom parar de fazer tanta força. O coração tinha vindo na boca! Minhas pernas estavam moles e terrivelmente afadigadas. Mas o descanso mesmo levou uns dois dias para acontecer; foi quando as dores das pernas passaram e eu me recompus de verdade.
Em outra ocasião, vi alguém se afogando no mar e me atirei na missão de salva-lo. O mar puxava tanto que já seria difícil voltar nadando sozinho, quanto mais com alguém a tiracolo! Me esforcei muito consegui fazer metade do trecho de volta à praia, até que os bombeiros que haviam sido chamados para socorrer o afogado chegaram, e acabaram tirando nós dois… quando saí da água não conseguia sequer ficar de pé, foi uma verdadeira exaustão. E deitar naquela areia nos próximos quinze minutos foi o que chamo de alívio. Mas o descanso mesmo levou uns três dias para se manifestar por inteiro. Foi quando as dores musculares foram embora e consegui me imaginar nadando novamente.
VINDE A MIM
Ao dizer “vinde a mim todos os que estão cansados e oprimidos”, Cristo mostrou a necessidade de levarmos as pessoas a Ele com uma proposta de solução dos problemas. Portanto, é bíblico enfatizar os milagres e intervenções de Deus ao pregarmos a Cristo.
Infelizmente há muitas igrejas que parecem querer fazer com que as pessoas acreditem que o alívio é proporcionado por elas. Dizem: “venha para a (nossa) igreja tal, e você será mudado, abençoado, curado, etc”. Mas o verdadeiro alívio só ocorrerá quando a pessoa for a Cristo, independentemente de onde o encontre. É claro que há igrejas que atraem as pessoas a si para depois leva-las a Jesus, mas o que não podemos perder de vista é que não há proposta evangelística sem alívio.
O Senhor Jesus prometeu isto e se incumbirá de fazer com que seja assim. Não é errado enfatizar isto, mas o que freqüentemente fazemos de errado é omitir o restante da proposta de Jesus.
EU VOS ALIVIAREI
Como já afirmamos, o alívio é uma dimensão de socorro. É o toque inicial de Jesus na vida de alguém. É depois deste toque, que normalmente vemos alguém falando de mudança de vida, do abandono dos vícios e pecados, da restauração do casamento, da cura recebida ou da libertação efetuada.
O alívio são o que podemos chamar de primeiros socorros, mas não englobam tudo aquilo que Deus deseja fazer na vida de alguém. É um excelente começo, mas não a obra completa.
A Igreja do Senhor em nossos dias tem amargado a triste experiência de um grande número de crentes que nunca chegam à plenitude do que Deus tem para suas vidas justamente por nunca ter oferecido uma proposta que os leve além do alívio.
O alívio se experimenta quando a pessoa vai a Cristo. Mas o descanso, aquela dimensão mais profunda do que Deus tem, só se recebe quando a pessoa decide tomar sobre si o jugo proposto por Jesus.
Portanto, a única forma de ir além do alívio, é aceitando o jugo de Jesus. É fazendo a troca. Deixamos aos pés d´Ele o nosso e tomamos sobre nós o jugo d´Ele.
TOMAI SOBRE VÓS O MEU JUGO
O que é tomar o jugo nesta mensagem de Jesus? Como ilustração natural (de um paralelo espiritual) o jugo fala de união. O jugo era uma peça de madeira usada pelos agricultores da época para unir dois animais que puxavam o arado. Com um boi puxando o arado o trabalho tinha um ritmo mais lento, mas com dois agilizava. Alguns usavam várias juntas de bois, como é o caso de Eliseu, antes de seu chamado ao ministério (1 Re 19.19-21). O jugo obrigava os animais a caminharem juntos na hora do trabalho. Era uma forma de prender um ao outro e força-los a andarem juntos, no mesmo compasso e direção. As Escrituras usam a expressão “jugo” para falar de união, vínculo e sociedade:
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (2 Coríntios 6.14-16)
Ao usar o termo “jugo desigual”, a Bíblia está dizendo que assim como não se usava um jugo entre animais diferentes, como um cavalo e um boi, ou um jumento e um cavalo, por exemplo, assim também há uniões que estão fadadas a não darem certo entre os homens. Um jugo com animais diferentes não se encaixava direito, não permitia igualdade de altura e nem de compasso entre os animais.
O apóstolo Paulo emprega vários outros termos sinônimos para jugo ao fazer a comparação de união entre crentes e incrédulos: sociedade, comunhão, harmonia, união, ligação.
O próprio termo “cônjuge” que usamos para se referir ao marido ou mulher, quer dizer “companheiro de jugo”, alguém que anda com o mesmo jugo.
Muitas vezes, por ser uma ferramenta que prendia o animal, a expressão pode aparecer na Bíblia se referindo não só a compromisso, mas a uma carga ou peso, ou ainda a algo que prende alguém:
“E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção”. (Isaías 10.27)
Quando o Senhor Jesus fala do jugo, está falando de tudo isto. Ele se refere a alguém que vêm com uma carga nos ombros, oprimido pelo peso e cansado. Então promete alívio, ou seja, se compromete a tirar a prisão e o peso de quem quer que o procure.
Mas a proposta de Jesus não é deixar os ombros e o pescoço de ninguém livre. Ele se propõe a tirar nosso jugo para que a gente consiga carregar o dele. Na verdade, Ele está propondo uma troca: deixe o seu e leve o meu.
Talvez alguém se questione: qual é a vantagem de trocar os jugos?
A resposta foi dada pelo próprio Jesus: “o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. O que Ele nos propõe também é uma prisão e uma união. Porém, diferente da prisão e união com o pecado e as coisas mundanas, seu jugo nos abençoa. O Senhor está falando de compromisso.
ACHAREIS DESCANSO PARA A VOSSA ALMA
O alívio é uma espécie de selo e aval de Deus para a mensagem evangelística que foi pregada. A Palavra de Deus sempre é acompanhada de sinais:
“E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”. (Marcos 16.20)
Além deste relato de Marcos, encontramos o mesmo princípio em Hebreus:
“como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade”. (Hebreus 2.3,4)
Mas o compromisso das pessoas em corresponder com Deus e seus milagres gera um ciclo de milagres, onde seremos levados a provar manifestações maiores ainda. É a dimensão de descanso prometida por Jesus.
É quando nosso caráter realmente passa por mudanças; não só naquelas áreas de “grandes erros” mas também nos pequenos detalhes.
É quando o casamento recebe mais do que os primeiros socorros e passa por um momento de profunda reforma e restauração.
É quando vencemos o pecado, em vez de só receber perdão por eles.
É quando caminhamos em vitórias constantes e vemos milagres maiores.
Tanta coisa podia ser dita desta dimensão de intervenção de Deus! Mas a que talvez mais mereça a nossa atenção é o fato de que, com tudo o que provamos na dimensão de alívio, nosso coração ainda tem fome e sede por mais. Fomos desenhados e planejados por Deus desde a criação para andarmos na sua abundância, e nada contentará nosso coração enquanto não rompermos de fato neste nível.
Vemos este ciclo progressivo acontecendo também a Éfeso, mediante o ministério do apóstolo Paulo. Quando o apóstolo Paulo chegou em Éfeso e começou a pregar o evangelho, os sinais estavam acompanhando-o. No primeiro batismo que realizou, foram todos batizados no Espírito Santo e profetizaram (At 19.5,6). Os sinais estavam indicando o caminho. Paulo continua pregando na sinagoga, mas não existe correspondência por parte da maioria do povo, e nada mais parece ter acontecido nos próximos três meses. Então Paulo chama os comprometidos e investe em suas vidas para firmá-los ainda mais:
“Durante três meses Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo, com respeito ao reino de Deus. Visto que alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo, apartando-se deles, separou os discípulos, passando a discorrer diariamente na escola de Tirano.” (Atos 19.8)
Durante dois anos este grupo foi diariamente ministrado, e a correspondência deles gerou o ciclo progressivo de milagres, e eles entraram numa dimensão aparentemente inédita tanto para eles como para o apóstolo Paulo. A Bíblia chama de milagres “extraordinários” o que este grupo de irmãos de Éfeso passou a experimentar e, com isto define dois tipos de milagres: o ordinário e o extraordinário. Milagre ordinário é aquele que pertence ao cotidiano da igreja e das pregações. Trata-se daquele tipo de manifestação que é mais frequente e comum. Há, porém, um outro nível de manifestação do sobrenatural que é classificada como incomum, ocasional. Não é aquele tipo de milagre que se vê com frequência, está num nível mais elevado, por assim dizer. O ciclo progressivo de milagres em Éfeso os levou a esta dimensão depois do compromisso com o caminho:
“E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas e os espíritos malignos se retiravam.” (Atos 19.11,12)
Se conscientizarmos a Igreja do Senhor em nossos dias a voltar-se para Deus em compromisso genuíno e verdadeiro com Jesus (e seu jugo), entraremos numa dimensão ainda maior de milagres. Muitas curas, milagres, libertações e manifestações do poder de Deus tem sido provadas na igreja brasileira e também ao redor do mundo. Mas não podemos parar por aqui. Senão, além de desperdiçarmos o mover de Deus, ainda impediremos os milagres extraordinários de terem seu lugar em nosso meio.
PORQUE MEU JUGO É SUAVE
Compromisso é compromisso, e o que Jesus está propondo é isto. O compromisso nunca é totalmente agradável; sempre terá um caráter de jugo, porém diferente de qualquer outro, pode ser chamado de leve e suave.
Não há como fugir do senhorio de Cristo. Não como querer uma vida vitoriosa, na plenitude de Deus, sem obediência a Ele. O apóstolo João falou sobre isto em sua primeira epístola:
“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. (1 João 5.3,4)
Ao falar que os mandamentos de Deus não são penosos, o apóstolo está enfatizando que, embora haja uma dimensão de compromisso, ela não chega a ser pesada. E que podemos ter uma fé firme que vence o mundo e nos guarda em obediência à verdade.
Vale a pena se comprometer com Deus. A recompensa para quem permanece firme e compromissado com Cristo, é muito maior do que a recompensa que aquele que vai a Ele pela primeira vez chega a desfrutar.
Deus não é injusto. O descanso para aquele que se firma é uma dimensão muito mais rica e profunda do que o alívio que recebem os que estão se chegando a Cristo agora.
Que isto lhe sirva de estímulo à medida que você se consagra e se compromete mais e mais com o Senhor Jesus!
Por: Luciano Subirá
Fonte: Orvalho.com
No ano de 2008, começamos em Curitiba, Paraná, um evento anual direcionado especificamente a pastores e líderes, com o nome “Casa de Zadoque”. O evento nasceu e foi denominado a partir da mensagem que eu compartilharei aqui. A essência desta mensagem é a relação entre a conquista e a consagração. Ao instruir o profeta Ezequiel sobre um novo Templo e sobre como deveria ser feita a distribuição da herança ao redor do lugar de adoração (o novo Templo), o Senhor deu honra e herança especial aos que Ele mesmo chamou de “sacerdotes santificados”.
Há uma herança especial, reservada aos ministros comprometidos com Deus. Através do profeta Ezequiel, vemos o Senhor destacando uma linhagem sacerdotal que cumpriu o seu dever e não se extraviou – os filhos de Zadoque:
“Será para os sacerdotes santificados, para os filhos de Zadoque, que cumpriram o seu dever e não andaram errados, quando os filhos de Israel se extraviaram, como fizeram os levitas.” (Ezequiel 48.11)
Tudo o que alcançamos em nosso relacionamento com Deus (e também no ministério) está direta e proporcionalmente ligado à dimensão do nosso compromisso e entrega. A nossa santificação determinará não apenas quão longe iremos e o quanto conquistaremos, mas também o que conseguiremos manter e preservar depois dessas conquistas.
Os integrantes desta linhagem sacerdotal – os filhos de Zadoque – foram destacados por Deus como “sacerdotes santificados” (poderíamos ainda chamá-los de “ministros comprometidos” com o Senhor). Para compreendermos esta linhagem e o seu valor aos olhos de Deus, é preciso retroceder muito no tempo desta narrativa bíblica para entendermos um processo que teve início com a palavra de juízo que o Senhor pronunciou contra a casa do sumo sacerdote Eli.
A PROMESSA DE UMA CASA FIRME
As Escrituras Sagradas nos revelam alguns princípios importantíssimos com relação à maneira como Deus Se relaciona com os Seus ministros. Ao estabelecer um ministério, o Senhor não apenas determina o que o mesmo deve fazer e como deve agir, mas também deixa claro que um dia haverá uma prestação de contas e uma recompensa (boa ou não) de tudo o que ele fez.
No entanto, alguns ministérios podem ser julgados pelo Senhor, até mesmo antes da futura prestação de contas. O apóstolo Paulo declarou a Timóteo que há um juízo imediato e um não-imediato: “Os pecados de alguns homens são notórios e levam a juízo, ao passo que os de outros só mais tarde se manifestam” (1 Tm 5.24). Ou seja, alguns pecados somente serão revelados e julgados no futuro, mas outros podem ser revelados e julgados já. Foi exatamente o que aconteceu com o sumo sacerdote Eli.
Por causa dos seus contínuos pecados contra o Senhor (bem como de seus filhos), depois de muita expressão da longanimidade de Deus (o que me parece óbvio pelo fato de Eli ter chegado à velhice), o Altíssimo, por meio de um profeta, declarou uma dura palavra de juízo contra Eli:
“Veio um homem de Deus a Eli e lhe disse: Assim diz o Senhor: Não me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando os israelitas ainda no Egito, na casa de Faraó? Eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para ser o meu sacerdote, para subir ao meu altar, para queimar o incenso e para trazer a estola sacerdotal perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel. Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei que me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel? Portanto, diz o Senhor, Deus de Israel: Na verdade, dissera eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos. Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais velho nenhum em tua casa. E verás o aperto da morada de Deus, a um tempo com o bem que fará a Israel; e jamais haverá velho em tua casa. O homem, porém, da tua linhagem a quem eu não afastar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e todos os descendentes da tua casa morrerão na flor da idade. Ser-te-á por sinal o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e Finéias: ambos morrerão no mesmo dia. Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente; edificar-lhe-ei uma casa estável, e andará ele diante do meu ungido para sempre. Será que todo aquele que restar da tua casa virá a inclinar-se diante dele, para obter uma moeda de prata e um bocado de pão, e dirá: Rogo-te que me admitas a algum dos cargos sacerdotais, para ter um pedaço de pão, que coma.” (1 Samuel 2.27-36)
Algumas coisas muito claras foram anunciadas nesta profecia:
1) Foi o Senhor que escolheu e levantou a Casa de Eli para o ministério.
2) O Senhor não Se agradou de Eli e de sua casa, que O desonraram com o pecado.
3) O Senhor decidiu julgá-los (e à sua descendência), removendo-os do ministério.
4) O Senhor prometeu levantar um sacerdote fiel e edificar-lhe uma casa estável (outras versões bíblicas usam a expressão “casa firme”) no local de habitação desta família.
Estas verdades devem estar no coração de todos os que foram chamados ao ministério. O pecado atrairá juízo (e até mesmo a substituição da posição ministerial) dos que foram chamados e levantados pelo próprio Deus!
A promessa divina de juízo e de substituição da família sacerdotal de Eli também nos mostra algumas verdades importantíssimas com relação ao ministério:
1) Até mesmo com uma declaração anteriormente feita, que expressava que a vontade divina era que a Casa de Eli permanecesse sempre no ministério, isto não se concretizou pela falha do próprio sacerdote.
2) Sempre que alguém falha em cumprir o propósito divino, outro é levantado em seu lugar (Et 4.14; At 1.20).
3) O critério principal da nova escolha de Deus é encontrar alguém que não falhe da mesma forma que falhou o que foi substituído (1 Sm 13.14).
Como é triste saber que alguém que o Senhor escolheu para Si foi rejeitado e substituído! Mas o juízo divino declarado contra a Casa de Eli não é algo exclusivamente dele; o mesmo princípio é aplicado a qualquer ministério que “zombe” de Deus, como Eli e seus filhos fizeram, pois a Escritura declara:
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6.7)
O cumprimento da profecia feita a Eli aconteceu anos depois, envolvendo dois sacerdotes distintos: Abiatar e Zadoque. Na pessoa de Abiatar, vemos o cumprimento da destruição da família de Eli. Na pessoa de Zadoque, encontramos o cumprimento da promessa a um sacerdote fiel.
Observemos primeiramente a história de Abiatar. Depois analisaremos a história de Zadoque. O profeta Samuel ainda estava vivo quando começou a acontecer o juízo sobre a casa de Eli:
“Respondeu o rei: Aimeleque, morrerás, tu e toda a casa de teu pai. Disse o rei aos da guarda, que estavam com ele: Volvei e matai os sacerdotes do Senhor, porque também estão de mãos dadas com Davi e porque souberam que fugiu e não mo fizeram saber. Porém os servos do rei não quiseram estender as mãos contra os sacerdotes do Senhor. Então, disse o rei a Doegue: Volve-te e arremete contra os sacerdotes. Então, se virou Doegue, o edomita, e arremeteu contra os sacerdotes, e matou, naquele dia, oitenta e cinco homens que vestiam estola sacerdotal de linho. Também a Nobe, cidade destes sacerdotes, passou a fio de espada: homens, e mulheres, e meninos, e crianças de peito, e bois, e jumentos, e ovelhas. Porém dos filhos de Aimeleque, filho de Aitube, um só, cujo nome era Abiatar, salvou-se e fugiu para Davi; e lhe anunciou que Saul tinha matado os sacerdotes do Senhor.” (1 Samuel 22.16-21)
A Bíblia nos mostra que esta era a linhagem sacerdotal de Eli: “Aías, filho de Aitube, irmão de Icabô, filho de Finéias, filho de Eli, sacerdote do Senhor em Siló, trazia a estola sacerdotal” (1 Sm 14.3). Tanto Aías como Aimeleque eram filhos de Aitube e bisnetos de Eli. E, dentre os sacerdotes, todos morreram (oitenta e cinco diante de Saul somente, além dos que morreram em Nobe), com a única exceção de um descendente de Eli, o seu tataraneto Abiatar, que escapou com vida e foi – por vários anos – o único sobrevivente desta linhagem. Porém, quando Salomão assumiu o trono, a sentença profética contra a Casa de Eli enfim veio a cumprir-se:
“E a Abiatar, o sacerdote, disse o rei: Vai para Anatote, para teus campos, porque és homem digno de morte; porém não te matarei hoje, porquanto levaste a arca do Senhor Deus diante de Davi, meu pai, e porque te afligiste com todas as aflições de meu pai. Expulsou, pois, Salomão a Abiatar, para que não mais fosse sacerdote do Senhor, cumprindo, assim, a palavra que o Senhor dissera sobre a casa de Eli, em Siló.” (1 Reis 2.26,27)
Quando Abiatar foi expulso do ministério sacerdotal, a palavra do Senhor contra a Casa de Eli finalmente se cumpriu! Entretanto, esta palavra profética não dizia respeito somente à remoção desta família do sacerdócio. Deus prometeu levantar um outro sacerdote que fosse fiel e, através dele, levantar uma “Casa Firme”. Vemos o cumprimento deste aspecto da profecia na vida de Zadoque.
É importante destacarmos que Zadoque foi sacerdote juntamente com Abiatar, mas, diferentemente deste outro sacerdote, ele não apenas se manteve fiel durante os seus dias de vida, mas também instruiu toda uma linhagem a manter-se fiel ao Senhor!
Ao falar de uma “Casa Firme”, o Senhor revelou o Seu desejo de ver, não apenas um ministro, mas também toda uma linhagem, mantendo-se estáveis e firmes na devoção e fidelidade a Ele e aos Seus mandamentos. Até mesmo na Nova Aliança, o conceito de que os filhos dos ministros devem andar em integridade é sustentado:
“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher… e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?).” (1 Timóteo 3.2a,4,5)
“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.” (Tito 1.5,6)
A nossa resposta ao chamado ministerial não diz respeito somente a nós, ministros do Senhor, mas também envolve toda a nossa família! Os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos (e toda uma linhagem) deveriam ser muito bem instruídos com relação a como andarem em fidelidade ao Senhor. Deus não está apenas procurando pessoas que façam bem o serviço, que executem uma tarefa com excelência! Ele espera que apresentemos uma casa firme, estável! Que as próximas gerações, depois de nós, possam continuar vivendo em santificação e com um compromisso com Ele! Este talvez seja o maior desafio e a maior responsabilidade de um ministério!
ESTABELECIDOS OU REMOVIDOS DO MINISTÉRIO
Muitos ignoram (até mesmo estando no ministério) o fundamento bíblico no tocante à forma como o Senhor age com relação aos que são estabelecidos numa posição ministerial (ou até mesmo removidos dela). As coisas não acontecem de forma aleatória. O Reino de Deus é constituído por princípios – que Ele mesmo estabeleceu – e por isso não podemos ignorá-los. Há um princípio divino, revelado nas Escrituras, que sempre está relacionado com o estabelecimento de pessoas no ministério. Trata-se da consagração, da santificação.
Ao procurarmos entender o padrão celestial para o estabelecimento de alguém no ministério, precisamos recorrer aos registros bíblicos dos dias de Moisés. A razão é que, antes de Moisés, ninguém foi oficial e formalmente estabelecido por Deus no ministério. Algumas pessoas aparecem na narrativa bíblica como sacerdotes (como Melquisedeque e Jetro), mas não vemos ninguém sendo colocado por Deus nesta função. A primeira consagração ao ministério aconteceu com Arão e seus filhos, e, logo depois, toda a Tribo de Levi foi separada para as funções ministeriais (ainda que não fossem todos sacerdotes). Mas há uma pergunta importante que deveríamos fazer ao falarmos sobre os padrões de Deus para se estabelecer alguém no ministério: “Por que a Tribo de Levi foi escolhida?” O plano de Deus inicialmente não envolvia apenas uma tribo. Ele desejava uma nação sacerdotal:
“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” (Êxodo 19.5,6)
O plano divino era um reino (e não só uma tribo) de sacerdotes! Era uma nação santa! A palavra hebraica traduzida como “santa” é “kadosh”, e significa não apenas “algo sagrado”, mas também tem a ideia de “separado”. O conceito de “separado” não era simplesmente o conceito de se manter distância dos outros povos, pois o plano divino envolvia o fato de que as nações seriam abençoadas e alcançadas através do povo de Israel (Gn 18.18). Ser “separado”, além de “não contaminar-se com os pecados e práticas dos demais povos”, também significava a necessidade de “ser um instrumento, um canal de Deus para se tocar os demais povos e culturas”!
Entretanto, num momento específico, a Tribo de Levi foi separada para ser uma tribo sacerdotal, ao invés de toda uma nação de sacerdotes. O que aconteceu para determinar esta escolha? O próprio Moisés responde, falando sobre algo que ocorreu entre as suas duas subidas ao Monte Sinai:
“Por esse mesmo tempo, o Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca da Aliança do Senhor, para estar diante do Senhor, para o servir e para abençoar em seu nome até ao dia de hoje. Pelo que Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como o Senhor, teu Deus, lhe tem prometido. Permaneci no monte, como da primeira vez, quarenta dias e quarenta noites; o Senhor me ouviu ainda por esta vez; não quis o Senhor destruir-te.” (Deuteronômio 10.8-10)
Ele fala que “por esse mesmo tempo” (e não antes) a Tribo de Levi foi separada. O que aconteceu para determinar esta escolha? O versículo 10 revela quando isto foi determinado: antes da segunda vez que Moisés subiu ao Monte Sinai!
Quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas de Pedra contendo os Dez Mandamentos, ele descobriu que o povo de Israel, liderado por Arão, havia feito um bezerro de ouro e havia se apartado do Senhor. O povo estava desenfreado (não podia ser contido). Então foi tomada uma enérgica medida de juízo:
“Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos, pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do Senhor venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, aos quais disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens.” (Êxodo 32.25-28)
No momento em que Moisés declara “Quem é do Senhor venha até mim”, os únicos que responderam foram os integrantes da Tribo de Levi: “Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.” E, naquele mesmo instante, eles se moveram no zelo de santidade e executaram juízo contra os seus irmãos. A escolha divina pelos que serão ministros do Altíssimo sempre está associada à consagração e à santificação. Por isso, se um ministro comprometer esses valores, ele terá comprometido a essência do seu chamado!
Assim como vemos na profecia contra Eli e na separação da Tribo de Levi, também vemos este mesmo critério de escolha (ou de rejeição) com relação aos reis de Israel. Este é o caso de Saul:
“Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o Senhor confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.” (1 Samuel 13.13)
Eu sempre achei que Saul havia sido levantado “temporariamente”, até que Davi, o escolhido de Deus, aparecesse no cenário. Mas isso não é verdade! Saul teve chances reais de não somente permanecer no trono, mas também, como disse o profeta Samuel, de ter o seu reino sobre Israel confirmado para sempre! Isso não significa que ele seria imortal, mas que a sua linhagem (à semelhança da Aliança que Deus fez posteriormente com Davi) estaria para sempre no trono – o que, a meu ver, revela a possibilidade de que o Messias viesse da linhagem de Saul! O que este homem jogou fora não foi apenas o trono (aliás, isso foi o que ele mais aproveitou! Ele reinou por quarenta anos – At 13.21), mas foi também a perspectiva de ele poder estar no desenrolar do plano divino, que envolvia algo muito maior do que ele jamais sonhara!
Vemos a repetição do mesmo caso com o rei Jeroboão. Nos dias de Roboão, filho de Salomão, o reino se dividiu. Judá e Benjamin formaram, sob o comando de Roboão, o Reino de Judá (ou do Sul), e as demais tribos formaram, sob o comando de Jeroboão, o Reino de Israel (ou do Norte). Antes de o reino se dividir, uma palavra profética foi dada a Jeroboão, dizendo que o Senhor estava rasgando dez Tribos de Israel, do Reino de Roboão, e entregando-as a ele. E, juntamente com esta notícia, foi dito a Jeroboão o seguinte:
“Tomar-te-ei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel. Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel.” (1 Reis 11.37,38)
Se Jeroboão obedecesse ao Senhor – o que sabemos que ele não fez – ele teria o mesmo direito a uma casa estável (firme), como Deus concedeu a Davi! Nem Saul nem Jeroboão foi levantado por Deus para falhar e ser removido! Eles tinham promessas e possibilidades reais de prosperarem no plano divino! Contudo, as suas escolhas (erradas) os afastaram do Senhor! Se por um lado a nossa obediência e a nossa consagração nos estabelecem no lugar de serviço designado por Deus, por outro lado a desobediência e a falta de consagração nos removem da posição de serviço em que fomos estabelecidos!
Este é um padrão encontrado em toda a Bíblia! Não somente no Antigo Testamento, mas também no Novo Testamento. No Livro do Apocalipse, o apóstolo João teve uma visão de Sete Candeeiros de Ouro e de Sete Estrelas (Ap 1.20), sendo que os Candeeiros simbolizam as Sete Igrejas (da Ásia) e as estrelas representam os anjos (mensageiros) dessas Igrejas. Uma palavra que o Senhor diz, através de João, ao anjo da Igreja (Candeeiro) de Éfeso é a seguinte:
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro [igreja], caso não te arrependas.” (Apocalipse 2.5)
Em outras palavras, o Senhor está dizendo: “Arrependa-se, senão Eu retirarei a igreja (o ministério) que Eu lhe confiei!” É evidente, portanto, que a falta de santidade faz com que alguns ministros sejam removidos do seu lugar de serviço em o Senhor os colocou. Por outro lado, vimos que Deus separou a Tribo de Levi para o ministério, justamente por terem se posicionado em santidade, o que nos faz perceber o princípio bíblico de que o que faz com que sejamos estabelecidos no ministério é o nosso compromisso de santidade. Veremos isto uma vez mais no exemplo bíblico a seguir, que revela a importância do zelo de santidade.
O ZELO DE SANTIDADE
Cada ministro do Senhor deve não apenas consagrar-se em sua vida pessoal, mas também ser cheio de zelo pela santidade do povo de Deus. Temos a seguir a impressionante história de Finéias, neto do sumo sacerdote Arão, o qual, devido à sua atitude de declarar guerra e intolerância ao pecado, recebeu a aliança do sacerdócio perpétuo (o que ressalta que não há prova mais evidente com relação ao que faz com que sejamos estabelecidos pelo Senhor no ministério):
“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel. Disse o Senhor a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao Senhor ao ar livre, e a ardente ira do Senhor se retirará de Israel. Então, Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor. Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então, a praga cessou de sobre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil.” (Números 25.1-9)
Finéias não admitiu o insulto daquele israelita, e, sob uma ordem que já havia sido dada pelo Senhor de se exercer juízo sobre os que encabeçavam aquela corrida ao pecado, o sacerdote agiu, mostrando um grande zelo por Deus e pela Sua santidade no meio do arraial de Israel. As Escrituras Sagradas nos mostram que este seu zelo de santidade não somente fez com que a praga cessasse, mas também foi o que fez com que o Senhor o confirmasse em sua posição ministerial (além da promessa divina sobre a sua linhagem permanecer no sacerdócio – que é o conceito que já abordamos sobre a “casa firme”):
“Então, disse o Senhor a Moisés: Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; de sorte que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel. Portanto, dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz. E ele e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.” (Números 25.10-13)
Vamos refletir um pouco sobre esta “aliança do sacerdócio perpétuo”. Deus já havia determinado que a linhagem de Arão exerceria o sacerdócio. Contudo, isto não significava que qualquer homem da sua linhagem estivesse “garantido” no ministério. Se assim fosse, o Senhor não teria falado em remover a Casa de Eli do sacerdócio. Por outro lado, até mesmo com a linhagem de Eli sendo arrancada do ministério, outros descendentes de Arão ainda continuariam a exercer o serviço sagrado.
Portanto, a aliança que Deus firmou com Finéias não é mera repetição da promessa e da bênção que já havia sobre qualquer descendente de Arão. É algo mais! Eu creio que o Altíssimo estava dizendo que, ainda que outros descendentes de Arão pudessem ser removidos do ministério, a linhagem de Finéias seria perpetuamente estabelecida em seu lugar de serviço. Por quê? Por causa do zelo de santidade manifestado pelo cabeça de toda uma linhagem.
É interessante observarmos, ao falarmos da remoção da Casa de Eli do sacerdócio (por sua infidelidade), que ele não era descendente de Finéias (filho de Eleazar). Eli, embora descendente de Arão, era da linhagem de Itamar (1 Cr 24.3,6), e não de Eleazar. Por outro lado, o sacerdote Zadoque era da linhagem de Finéias (filho de Eleazar), e, como descendente deste, estava incluído na aliança do sacerdócio perpétuo:
“Estes foram os descendentes de Arão: o seu filho Eleazar, pai de Finéias, que foi o pai de Abisua, pai de Buqui, pai de Uzi, que foi o pai de Zeraías, pai de Meraiote, pai de Amarias, que foi o pai de Aitube, pai de Zadoque, pai de Aimaás.” (1 Crônicas 6.50-53 – NVI)
A história se repete! Arão recebeu a promessa de ter a sua linhagem no ministério. Depois de Arão, o seu neto Finéias se destacou e, devido ao seu zelo de santidade, ele recebeu esta aliança do sacerdócio perpétuo. Posteriormente, surgiu Zadoque (da linhagem de Finéias), a quem Deus fez a promessa de uma “casa firme” (uma linhagem que não seria removida). Após o Exílio Babilônico, um dos períodos de maior apostasia da história de Israel, os filhos de Zadoque ainda foram apontados por Deus como os que se conservaram fiéis. Finalmente, nos últimos Livros da narrativa do Antigo Testamento, surgiu Esdras, o sacerdote de grande destaque na reconstrução de Jerusalém no período pós-exílio, que também era descendente de Zadoque e de Finéias (Ed 7.1-5).
Portanto, o que nos estabelece ou nos remove da nossa função ministerial é o nosso compromisso com Deus, é o nosso zelo de santidade (ou a falta dele)!
Para ficar super bem informado de tudo que acontecerá aqui, deixe seus contatos no formulário abaixo.
Nós temos 673 visitantes online