A Bíblia diz em Eclesiastes 4.9-12 que “melhor é serem dois do que um”, mas termina falando sobre o cordão de três dobras e revelando que é melhor serem três do que dois. Fica implícito que a conta de uma terceira dobra no cordão está mostrando que o “time” aumentou.
“Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Eclesiastes 4.12)
Salomão afirma que se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. Isto mostra que um cordão dobrado oferece maior resistência. Porém, ao acrescentar-se uma terceira dobra, ele fica ainda mais resistente! Se há benefícios em ser dois, há muito mais em ser três!
Como já afirmamos, Salomão não fez esta afirmação direcionada exclusivamente ao casamento; ele fala de relacionamento de um modo geral. E, em qualquer relacionamento, a terceira dobra poderia ser mais uma pessoa. Porém, quando examinamos a revelação bíblica acerca do casamento, descobrimos que, no modelo divino, deve sempre haver a participação de uma terceira parte. E isto não fala da presença de algum filho e nem tampouco de um (abominável) triângulo amoroso! Fala da participação do Senhor no casamento.
A presença de Deus é a terceira dobra e deve ser cultivada na vida do casal. Adão e Eva não ficaram sozinhos no Éden, Deus estava diariamente com eles e, da mesma forma como idealizou com o primeiro casal, Ele quer participar do nosso casamento também!
Vemos esta questão do envolvimento de Deus na união matrimonial sob três diferentes perspectivas:
1. Deus como parte do compromisso do casal;
2. Deus como fonte de intervenção na vida do casal;
3. Deus como modelo e referência para o casal.
UMA DUPLA ALIANÇA
Como já afirmamos no primeiro capítulo, o casamento é uma aliança que os cônjuges firmam entre si e também com Deus. O Senhor, através do profeta Malaquias, referiu-se ao casamento como sendo uma aliança entre o homem e a sua mulher:
“Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança”. (Malaquias 2.14)
A esposa foi chamada por Deus como “a mulher da tua aliança”, o que deixa claro qual é o enfoque bíblico do casamento. Esta aliança matrimonial não é apenas uma aliança dos cônjuges entre si, mas do casal com Deus. O matrimônio, portanto, é uma dupla aliança. Malaquias diz que Deus se faz presente testemunhando a aliança do casal. O mesmo conceito também nos é apresentado no livro de Provérbios:
“Para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus”. (Provérbios 2.16,17)
Novamente as Escrituras condenam o abandono ao cônjuge, pois neste texto, assim como em Malaquias, a infidelidade é abordada. Nesta situação, é a mulher quem foi infiel ao amigo de sua mocidade e é chamada de alguém que se esqueceu da aliança do seu Deus. A palavra “aliança”, neste versículo de Provérbios, fala não apenas da aliança entre os cônjuges, mas da aliança deles com Deus. Fala da obediência que alguém deve prestar à Lei do Senhor e também se refere ao matrimônio como uma aliança da qual Deus quer participar.
No Antigo Testamento vemos Deus, por intermédio de Moisés, seu servo, entregando a Israel dez mandamentos que se destacavam de todos os demais. Eles foram chamados de “as palavras da aliança”:
“E, ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras”. (Êxodo 34.28)
Um destes mandamentos mostra que preservar o casamento não é apenas uma obrigação da aliança contraída entre os cônjuges; é parte da aliança firmada com o próprio Deus: “Não adulterarás” (Êx 20.14). As ordenanças do Senhor foram escritas (incluindo a ordem de não adulterar) e o livro onde foram registradas passou a ser chamado de “o livro da aliança”:
“Moisés escreveu todas as palavras do Senhor… E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos. Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras.” (Êxodo 24.4a,7,8)
Portanto, o casamento é uma dupla aliança; é uma aliança dos cônjuges entre si, mas também é uma aliança de ambos com Deus. Logo, o Senhor está presente na aliança, no compromisso do casamento. Esta é uma das formas em que Deus pode ser a terceira dobra no relacionamento conjugal.
EDIFICAR COM A BÊNÇÃO DE DEUS
Outra forma como Deus pode e quer participar no casamento é podendo intervir, agir em nossas vidas e relacionamento conjugal. Não temos a capacidade de fazer este relacionamento funcionar somente por nós mesmos; aliás, temos que admitir nossa dependência de Deus para tudo, pois o Senhor Jesus Cristo mesmo declarou: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). A Palavra de Deus nos ensina que precisamos aprender a edificar com a bênção de Deus, e não apenas com nossa própria força e capacidade:
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Salmo 127.1)
“Edificar a casa” é uma linguagem bíblica para a construção do lar, não do prédio em que se mora. Provérbios 14.1 declara que “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba”. Isto não quer dizer que temos uma mulher “pedreira” e outra “demolidora”, pois o texto fala do ambiente do lar e não de um edifício físico.
Há ingredientes importantes para edificação da casa (Pv 24.3), mas o essencial é cultivar diária e permanentemente a presença de Deus.
PARECIDOS COM DEUS
Uma outra maneira como Deus se torna parte em nosso casamento é como modelo e referência para nossas vidas. O Senhor é o padrão no qual devemos nos espelhar!
“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” (Efésios 5.1)
O Novo Testamento revela com clareza que o plano divino para cada um de nós é conformar-mo-nos com a imagem do Senhor Jesus Cristo:
“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8.29)
As Escrituras declaram que fomos “predestinados” (destinados de ante-mão) para sermos conformes à imagem de Jesus! Cristo é nosso referencial de conduta; o apóstolo João declara que “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1 Jo 2.6). O apóstolo Pedro afirmou que devemos seguir os Seus passos, o que significa: caminhar como Ele caminhou (1 Pe 2.21). A transformação que experimentamos na vida cristã é progressiva (a Bíbia chama “de glória em glória) e tem endereço certo: tornar-nos semelhantes a Jesus (2 Co 3.18).
O Senhor Jesus atribuiu ao “coração duro” o grande motivo da falência do matrimônio (Mt 19.8). As promessas de Deus ao Seu povo no Antigo Testamento eram de um transplante de coração (Ez 36.26); o Senhor disse que trocaria o coração de pedra (duro, da natureza humana decaída) por um coração de carne (maleável, com a natureza divina). A nova natureza deve afetar nosso casamento. Se Deus passar a ser o modelo ao qual os cônjuges buscam se conformar, certamente se aproximarão um do outro e viverão muito melhor!
Pense em dois cônjuges cristãos manifestando as nove características do fruto do Espírito (Gl 5.22,23): “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. Se manifestarmos a natureza de Deus, andaremos na plenitude do propósito divino para os relacionamentos.
Cresci ouvindo meu pai dizer (e aplicar em relação ao casamento) o seguinte: “Quando duas coisas se parecem com uma terceira, forçosamente serão iguais entre si”. Ele dizia que se o marido e a mulher vão se tornando parecidos com Deus, então eles ficam mais parecidos um com o outro. No ano de 1995, quando eu era ainda récem-casado, eu vi num curso do “Casados Para Sempre”, ministrado pelo Jessé e Sueli Oliveira (hoje presidentes nacionais do MMI – Marriage Ministries Internacional), uma ilustração interessante: um triângulo que tinha na ponta de cima palavra “Deus” e nas duas de baixo as palavras “marido” e “esposa”. Nesta ilustração eles nos mostraram que quanto mais o marido e a esposa subiam em direção a Deus, mais próximos ficavam um do outro. Nunca mais eu a Kelly esquecemos este exemplo.
Quero falar de apenas três (entre muitos) valores que encontramos na pessoa de Deus e que deveríamos reproduzir em nossas vidas. Certamente muitos casamentos podem ser salvos somente por praticar estes princípios: amar, ceder e perdoar.
Amar
Se Deus será parte de nosso casamento como modelo e referência, então temos que aprender a andar em amor, uma vez que as Escrituras nos revelam que Deus é amor (1 Jo 4.8). A revelação bíblica de que Deus é amor não foi dada apenas para que saibamos quem Deus é, mas para que nos tornemos imitadores d’Ele:
“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” (Efésios 5.1,2)
Há diferentes palavras usadas no original grego (língua em que foram escritos os manuscritos do Novo Testamento) para amor: “eros” (que retrata o amor de expressão física, sexual), “storge” (que fala de amor familiar), “fileo” (que aponta para o amor de irmão e/ou amigo), e “ágape” (que enfoca o amor sacrificial). Quando a Bíblia fala do amor de Deus, usa a palavra “ágape”; este é o amor que devemos manifestar! Ao escrever aos coríntios, o apóstolo Paulo ensina como é a expressão deste amor:
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13.4-7)
Se imitarmos a Deus e manifestarmos este tipo de amor, as coisas certamente serão bem diferentes em nosso matrimônio!
Ceder
A grande maioria das brigas e discussões gira em torno de quem está certo, de quem tem a razão. Muitas vezes, não vale à pena ter a razão; há momentos em que a melhor coisa é ceder, quer isto seja agradável, quer não! Observe o que Jesus Cristo nos ensinou a fazer:
“Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.” (Mateus 5.39-41)
Se seguirmos a Deus, como nosso modelo e referencial, e aos seus princípios, o casamento tem tudo para funcionar. O matrimônio não é um desafio por causa da pessoa com quem convivemos, e sim porque este convívio suscita nossa carnalidade e egoísmo e mostra quem nós somos! A dificuldade não está no cônjuge e sim em nossa inaptidão em ceder. Se amadurecermos nesta área, nossa vida conjugal definitivamente colherá os frutos.
Perdoar
Se imitarmos nosso modelo e referencial, que é Deus, e perdoarmos como Ele perdoa – como um ato de misericórdia e não de merecimento, incondicional e sacrificialmente – levaremos nosso relacionamento a um profundo nível de cura, restauração e intervenção divina. A instrução bíblica é muito clara em relação a isto:
“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4.32)
Concluindo, sem Deus (presente, intervindo e como nosso referencial) no casamento será impossível viver a plenitude do propósito divino para o matrimônio. Mesmo um casal que nunca se divorcie, viverá toda sua vida conjugal aquém do plano de Deus; por melhor que pareça sua relação matrimonial aos olhos humanos, ainda estará distante do que poderia e deveria viver.
Por Luciano Subirá
Fonte: Orvalho
Chuva em BH, gostoso para dormir..
Em BH tem chovido muito esses últimos dias. Hoje, especialmente choveu muito. Dia de chuva é muito bom para dormir, você já experimentou dormir escutando a chuva? É muito gostoso não é mesmo?
A Bíblia narra dois episódios de sono durante a chuva. Mas nestes casos, a chuva estava muito forte e era mesmo uma tempestade.
Existem dois tipos de tempestades que eu gostaria de destacar e dois tipos de sono também.
A primeira é a tempestade enviada por Deus e o sono da desobediência.
E a segunda é a tempestade provocada por satanás e o sono da obediência à vontade de Deus.
Bom, vamos conferir nas Escrituras.
O primeiro episódio acontece com Jonas. Está narrado no Antigo Testamento, no livro chamado Jonas.
“E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se. Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.” Jonas 1: 1-5.
Jonas estava fugindo da vontade de Deus e estava em alto mar com um grupo de pessoas, viajando em direção à Tarsis. Bom, Deus enviou uma chuva que se transformou em tempestade. E sabe, Jonas estava dormindo. E seu sono era mesmo profundo porque nem o balanço do barco sacudido pelas ondas o despertou.
Este sono é um sono perigoso. Dormir quando estamos FUGINDO da vontade de Deus. O sono da DESOBEDIÊNCIA. E deste sono precisamos ser despertados. Que bom que Jonas encontrou pessoas que o despertaram desse sono e o convocaram a tomar sua parte na tentativa de encontrar uma solução para o problema. Afinal, a tempestade era forte e eles estavam prestes a sucumbir. Jonas sabia a solução. A solução era se lançar na vontade de Deus. A solução era voltar para o centro da vontade de Deus. A solução era se RENDER à vontade de Deus, se lançar nas mãos do Senhor e deixar que Ele conduzisse seus caminhos.
Para acabar com a tempestade enviada por Deus para nos despertar da nossa apatia e desobediência só há um caminho: LANÇAR-SE NA VONTADE DE DEUS, OBEDECER.
Juan Clímaco (570-649) disse sabiamente que a obediência é o túmulo da nossa vontade.
Precisamos morrer para nossa vontade para obedecermos à vontade de Deus. E Ele sempre sabe o que é melhor para nós.
Vamos despertar do sono da apatia espiritual e da desobediência. ‘Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará’. (Efésios 5:14)
Agora, existe também outro episódio muito interessante de sono e tempestade. Ele é narrado no Novo Testamento e acontece com o Senhor Jesus.
Este é outro nível de sono e de tempestade. Vamos conferir.
“E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado. E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos. E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” Marcos 4.35-41
Este é o sono da obediência. Jesus estava descansando, descansando na vontade do seu Pai. Por orientação do Pai Ele havia dito aos discípulos: passemos para o outro lado. Bom, já que a palavra de ordem era ir para o outro lado eles iriam chegar lá.
Isaías 55: 8-11 – “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a Terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes, fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”
Agora, Jesus havia declarado a vontade de Deus. E a vontade de Deus era que Ele e os discípulos passassem ao outro lado, e por quê? Porque do outro lado estava um homem oprimido por satanás e este homem precisava de libertação. E Jesus iria libertá-lo.
Acontece meu irmão, que quando estamos no centro da vontade de Deus, fazendo o que Deus manda, cumprindo a missão, vamos enfrentar oposição. Sim, vamos enfrentar tempestades. Mas precisamos como Jesus descansar na provisão e no cuidado do Pai.
Jesus dormia em meio à tempestade. Porque Jesus sabia que Ele e os discípulos iriam chegar ao outro lado. Jesus foi despertado pelos discípulos que estavam apavorados. É interessante imaginar que como homens do mar eles já deveriam estar acostumados à tempestades, vez que passavam muitas vezes, as noites à deriva pescando. Mas acontece que aquela tempestade não era NORMAL, era uma tempestade de outro nível.
Muitas vezes vamos enfrentar tempestades assim durante nossa caminhada. Vamos enfrentar oposições de forças espirituais. E precisamos fazer o que Jesus fez;
Primeiro: Dormir. Isto é, descansar na soberania e na provisão do Pai.
Aquele que nos envia é mesmo que nos protege. Ele nos garante a vitória. Podemos descansar em sua provisão e na sua proteção.
Segundo: Conscientes de quem somos em Deus ordenarmos às forças espirituais que se detenham.
É interessante observar que Jesus fala à tempestade e o vento e o mar se lhe obedecem. O que estava acontecendo ali era muito mais que apenas uma tempestade. Era uma batalha espiritual.
E a obediência à vontade soberana do Pai é a garantia da nossa vitória na batalha espiritual.
Jesus obedecia ao Pai. Em João 8: 28 e 29, Jesus declarou: (.) então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.
Esse era o segredo de Jesus, a garantia da vitória na batalha espiritual: OBEDIENCIA.
Jesus venceu a batalha antes mesmo de aportar do outro lado. Então, quando Jesus desceu do barco com seus discípulos o homem oprimido por satanás veio ao seu encontro e se prostrou diante de Jesus declarando que Ele era o Filho do Deus Altíssimo.
Quando vencemos as tempestades espirituais o nome de Jesus é glorificado através de nós.
Que neste novo ano possamos dormir nos braços do Pai o SONO DA OBEDIÊNCIA: Descansa no Senhor e espera nele. (Sl 37.7.) e enfrentar as tempestades em Seu nome e pela Sua palavra.
No amor do Pai
Cleo Russo
www.ministeriotrio.com.br
Fonte: Portal Adorando
Já faz algum tempo que eu estive planejando iniciar um exercício físico diário, com o propósito de melhorar o meu condicionamento físico e com certeza cuidar da saúde.
Quarta feira da semana passada o tão esperado dia chegou! Acordei cedo, tomei um bom café da manhã, coloquei uma roupa adequada, selecionei algumas canções inspiradoras e fui com todo o ânimo para uma praça muito agradável que tem perto da minha casa. (Praça da Liberdade -nome sugestivo hein?!)
Iniciei a jornada com uma subida de três quadras um pouco íngremes (já que em BH existem muitas ladeira . rsrs) e ao chegar na praça já com os batimentos cardíacos bem acelerados, fiz um alongamento básico e depois dividi o tempo entre corrida e caminhada. Ufa! Foi maravilhoso!! O céu estava azul, algumas árvores estavam floridas com cachos de flores cor-de-rosa, as canções que eu havia escolhido foram muito edificantes.
Porém ao fim da caminhada comecei a sentir umas dores na minha perna esquerda, (que segundo o meu marido eu estava tirando a ferrugem das juntas. rsrsrs ) Naquele mesmo dia, eu comecei a mancar da perna esquerda e tive que ficar alguns dias mais parada para recuperação de uma distensão muscular. rsrsrs.
Recuperada depois de alguns dias, hoje resolvi retornar ao eu objetivo anterior porém tive que estabelecer um ritmo diferente para as coisas. Neste ponto ,Deus começou a falar ao meu coração a respeito de algumas questões bem simples, mas extremamente importante mediante as quais podemos tirar algumas lições, e dentro disto eu gostaria de compartilhar um pouco com você.
Estamos percorrendo uma jornada aqui na terra, e por isso precisamos discernir o ritmo de cada estação da nossa vida. A palavra de Deus nos diz em Eclesiastes 3:1 – “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”Devemos entender que se estamos percorrendo uma jornada, ou seja, um longo caminho, não podemos iniciar com um ritmo de uma corrida de 100 metros, mas precisamos de uma estratégia e preparação para iniciarmos com um ritmo que nos permite chegar até o fim. O problema é que talvez pelo pensamento dessa era, tudo é pra ontem, e às vezes temos a sensação de que vinte e quatro horas do dia não são suficientes para realizarmos tudo o que planejamos. Vivemos num momento em que o senso comum é de uma corrida de100 metros, mas não podemos nunca nos esquecer de que estamos prosseguindo para um alvo eterno.Filipenses 3:14 “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. O ritmo do início da jornada, define se iremos chegar ao fim ou não”.
Nos é necessário entender qual é o ritmo de Deus para cada parte desta jornada, cada um de nós é um indivíduo único e nem todos tempos o mesmo ritmo embora caminhemos juntos como um só corpo. Eu me lembrei aqui também, que o meu incentivo para a corrida do primeiro dia, foi o fato de que o meu marido já está correndo há algum tempo, ou seja, me senti pronta para entrar no ritmo dele. Cada um de nós tem um ritmo especifico, estabelecido por Deus. Se realmente quisermos chegar até ao fim nesta jornada, precisamos discernir e aplicar o ritmo de Deus, pois o nosso lugar é no centro da vontade Dele.
E aí podemos questionar: Como discernir este ritmo? Somente compreendemos o ritmo de Deus, se caminhamos com Ele lendo as“placas sinalizadoras”que Ele mesmo coloca em nosso caminho.
É necessário avançar, não podemos viver em atrofia espiritual, porém nunca nos esqueçamos que tudo o que se inicia muito rápido e sem preparo adequado não vai até o fim. Fazendo um paralelo com uma maratona, que não sejamos como aqueles que tem uma explosão inicial somente para puxar o filão, mas aqueles que largam na frente porém conscientes de que a sua largada poderá definir o cumprimento do seu propósito.
E que um dia todos nós possamos declarar essa palavra tão linda!2Timóteo 4:7 – “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
Que o Senhor nos abençoe e nos capacite a chegar até o fim
Por Christie Tristão
Fonte: Portal Adorando
Após a conclusão de cada etapa da criação, vemos nas Escrituras que o Senhor Deus reconhece que aquela obra feita era algo bom (Gn 1.10,12,18,21,25,31). A única declaração de teor diferente acontece quando Deus olha para o homem que estava sozinho e afirma: “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). A sabedoria divina condena o isolamento e nos ensina as bênçãos do companheirismo:
“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Provérbios 18.1).
Viver sozinho, salvo exceções como nascer “eunuco” (com este dom) ou se fazer “eunuco” pelo Reino de Deus (por uma situação onde não é permitido um novo casamento), não é o ideal de Deus para todo o homem (Mt 19.12). A Bíblia diz que “melhor é serem dois do que um”, o que deixa isto bem claro:
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Eclesiastes 4.9-12)
O rei Salomão, instrumento divino para nos trazer estas palavras, não estava falando especificamente sobre o casamento; ele falava sobre um exemplo de unidade que cabe num relacionamento de amigos, de parceiros de trabalho e ainda outros. E embora estas palavras não se apliquem exclusivamente ao matrimônio, este princípio bíblico também não exclui, em hipótese alguma, a relação conjugal. E é dentro deste contexto, da vida do casal, que queremos buscar entender não apenas o texto em si, mas como estas verdades se relacionam com outras declarações bíblicas acerca do casamento. O escritor de Eclesiastes menciona quatro áreas onde o companheirismo faz toda a diferença e justifica a afirmação de que é melhor serem dois do que um. São elas:
1) Parceria - 2) Suporte - 3) Cuidado - 4) Proteção
Sem estas quatro expressões de companheirismo talvez fosse melhor declarar que é melhor ser um do que dois, uma vez que os “benefícios”que justificam esta afirmação deixaram de estar presentes. Queremos refletir um pouco sobre cada um deles.
PARCERIA
O primeiro benefício mencionado na declaração bíblica de que é melhor serem dois do que um é que os dois terão “melhor paga do trabalho”. Isto fala de duas coisas: da parceria nas conquistas e de sinergia, que é o resultado desta parceria.
Primeiramente queremos analisar a visão de parceria e como isto se encaixa na união matrimonial. A mulher foi criada por Deus para ser uma auxiliadora idônea, capaz (Gn 2.18). Isto significa que o homem não foi criado por Deus para conquistar sozinho e, somente depois, partilhar o “despojo” com sua esposa. Mesmo tendo a responsabilidade de provedor, o homem precisa viver a relação de parceria em cada conquista no casamento. Deus reconheceu que o homem precisaria de ajuda e, ao criar a mulher a fez com toda capacidade de prover ajuda!
Isto fala não só das conquistas materiais e geração de renda. Embora a palavra hebraica traduzida como “paga do trabalho” seja “sakar” – que significa “soldo, salário, pagamento” – ela também tem o significado de “recompensa”. O casamento é uma parceria contínua! Desde a procriação, cuidado, provisão e educação dos filhos até os ganhos materiais e financeiros o casal deve caminhar em parceria. Mesmo sendo o cabeça do lar e tendo a responsabilidade final nas decisões, o esposo deve ouvir os conselhos de sua esposa e incluí-la em seus projetos.
Se cada um quiser viver por si, como se fossem dois solteiros dividindo a mesma cama e o mesmo teto, não poderão dizer que é melhor serem dois do que um. A beleza da parceria, além do companheirismo e cumplicidade nas conquistas, pode também ser vista nos resultados. Melhor paga do trabalho não significa um salário que é dobrado para depois ser repartido entre os dois; isto não faria a menor diferença! Se cada um sozinho ganha quatro mil reais e pode ficar com tudo para si, qual é a vantagem de juntarem suas rendas que, totalizadas, chegam a oito mil reais e depois dividi-la em dois voltando ao resultado inicial? A verdade é que, juntos, mesmo repartindo, o casal conquista mais! Por exemplo, se cada um sozinho produz uma renda de quatro mil reais, mas juntos conseguem produzir doze mil reais (em vez de só os oito mil reais que conseguem sozinhos), então temos uma sinergia. Em vez de somar resultados, a parceria os multiplica! Isto é sinergia e vemos este princípio na Bíblia:
“Como poderia um só perseguir mil, e dois fazerem fugir dez mil, se a sua Rocha lhos não vendera, e o Senhor lhos não entregara?” (Deuteronômio 32.30)
“Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. Para vós outros olharei, e vos farei fecundos, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco.” (Levítico 26.7-9)
Falando das batalhas que o povo de Israel iria travar ao entrar na terra Prometida, Moisés, da parte de Deus, fala aos hebreus que um deles perseguiria mil, mas dois juntos não somariam os resultados para dois mil, mas o multiplicariam para dez mil! Também afirma que cinco perseguiriam a cem (o equivalente a vinte pessoas por perseguidor), mas cem perseguiriam a dez mil (o equivalente a cem pessoas por perseguidor). Isto é sinergia. Tanto em um exemplo como no outro vemos que neste tipo de parceria os resultados não se somam, se multiplicam. Podemos trazer este princípio para o planejamento familiar, para a criação dos filhos, para o trabalho e conquistas materiais e, não só para a dimensão natural, mas também para a espiritual: a vida de oração do casal.
Tenho aprendido a incluir a participação de minha esposa em tudo que faço. Desde o planejamento financeiro e decisões que precisam ser tomadas nesta área até as questões do ministério; a Kelly participa na forma como prego e ensino (antes, na preparação, e depois, na avaliação), como conduzo as reuniões ministeriais e a vida da Igreja, em minhas viagens (mesmo quando não pode me acompanhar faz a retaguarda de oração)… Sou muito grato a Deus por me permitir viver em parceria com minha esposa!
Porém, se os cônjuges decidem viver cada um por si, sem a dimensão de parceria proposta nas Escrituras, não poderá se dizer que é melhor serem dois do que um… Reveja estes valores em seu casamento. Não deixe de buscar viver esta poderosa parceria. O casamento não é apenas duas pessoas que decidiram viver juntas, é o ato de construírem juntos uma vida!
SUPORTE
Outra característica importante do companheirismo e que valida a afirmação de que é melhor serem dois do que um, é o suporte. A Escritura Sagrada declara que “se caírem, um levanta o companheiro”. Nos momentos de altos e baixos que enfrentamos, o que está melhor ajuda o outro. Encorajamento, apoio, suporte, são essenciais a união matrimonial.
Muitas pessoas entram com a motivação e expectativa errada no matrimônio; elas entram na aliança matrimonial pensando muito mais em receber do que em oferecer algo. Esperam que o cônjuge, ou mesmo a própria relação, façam-nas felizes. Porém, como já afirmamos, o fato é que não nos casamos com o único propósito de sermos felizes, mas primeiramente, para fazermos o cônjuge feliz (Dt 24.5). A Palavra de Deus nos ensina que o homem casado deve agradar a sua esposa e vice-versa (1 Co 7.33,34).
É correto esperar receber suporte do seu cônjuge, mas antes de esperar receber (ou mesmo cobrar esta atitude), devemos oferecer suporte! Estamos falando dos padrões de Deus para o casamento e não do matrimônio segundo o mundo. Portanto, espera-se dos cônjuges cristãos um comportamento que demonstre maturidade cristã. E esta maturidade nos faz compreender que dar é mais importante do que receber (At 20.35).
Em sua carta aos coríntios, Paulo declara que “o amor não busca os seus próprios interesses” (1 Co 13.5). Escrevendo aos filipenses, o apóstolo também ensina o crente a não olhar só para si, mas para os outros, e afirma o seguinte:
“Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.” (Filipenses 2.4)
O Senhor Jesus também nos ensinou (não só com palavras, mas principalmente por seu exemplo) acerca da virtude de servir em vez de apenas buscar ser servido:
“Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Marcos 10.42-45)
A maioria das queixas dos casados contra o próprio cônjuge são cobranças do que o outro deveria ter feito. Infelizmente, somos egoístas demais e focados no próprio umbigo! Contudo, quando em vez de somente querer ser servidos, colocamos nossos cônjuges à frente e passamos primeiro a servir, alimentamos um outro ciclo onde nossos cônjuges, em vez de também apenas cobrarem, passarão a também nos servir com alegria. Não é fácil colocar o outro à frente de seus sonhos, projetos e vontades!
Lembro-me que na ocasião em que o Israel – nosso primeiro filho – nasceu a Kelly entrou numa crise enorme. Estávamos casados há dois anos e meio nesta ocasião, mas a Kelly havia saído de casa e mudado para a nossa cidade cerca de um ano antes do casamento; portanto já estava há pelo menos três anos e meio morando longe dos pais. A distância de quase setecentos quilômetros entre nossa casa e a casa dos meus sogros, somada à uma certa limitação financeira dos primeiros anos de casado, não nos permitia vê-los com tanta frequência como gostaríamos, mas mesmo assim a Kelly nunca deixou de me apoiar e de sustentar a mesma declaração que Rute fez à sua sogra Noemi:
“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rute 1.16)
De repente, após o nascimento do Israel, minha esposa começou a demonstrar sinais de tristeza por estar tão longe do restante da família (dela e minha, pois meus pais moravam numa cidade próxima à dos pais dela). Ela dizia que havia se dedicado em me apoiar e acompanhar e que nunca havia se arrependido disto, mas que partia o coração dela saber que o nosso filho iria crescer longe dos avós e do restante da família. Conversamos e oramos acerca disso várias vezes e a situação parecia somente se agravar.
Um dia, tive uma conversa séria com ela; disse que percebia que ela não estava conseguindo superar aquilo, embora continuasse se esforçando muito para me apoiar. Expliquei que, embora ela não reclamasse nem pedisse para nos mudarmos, era evidente que, naquele momento, seu coração não estava mais ali na cidade. Então declarei a ela que, em função do que ela estava enfrentando, eu estava disposto a deixar o pastorado daquela igreja para nos mudarmos para mais perto da cidade dos nossos pais, uma vez que, depois de Deus, a família é nossa maior prioridade. A Kelly se alarmou com minha sugestão e disse que não queria atrapalhar meu ministério. Retruquei que eu poderia exercer o ministério onde quer que estivesse, que já tínhamos uma boa equipe ministerial naquela igreja, e que não havia me mudado para lá afim de ficar ali para sempre. Mesmo assim, ela preferiu orar mais e buscar ao Senhor antes de qualquer decisão precipitada e, acabou entendendo da parte de Deus que não era a hora de nos mudarmos e que o Senhor traria graça e ela venceria aquela crise, como de fato aconteceu.
Mesmo não tendo nos mudado, naquele dia a Kelly percebeu que meu compromisso com ela era bem maior do que ela imaginava. Foi algo parecido com o sacrifício que Deus pediu a Abraão; ainda que ele não tenha chegado ao ponto de imolar Isaque, soube-se que ele teria ido até o fim. Esta foi a minha primeira experiência no casamento onde realmente enxergamos a importância de oferecer suporte um ao outro. Eu faria qualquer coisa para apoiar minha esposa e vê-la feliz; ela, por sua vez, lutava com sua crise não querendo me tirar do propósito divino e achando que, mesmo em meio à lutas e dificuldades, deveria estar ao meu lado a qualquer preço.
Penso que se tivéssemos agido de forma egoísta, com ela lutando para estar perto dos pais e eu lutando pelo meu ministério, nossa relação, em vez de consolidada como foi, teria sofrido um sério desgaste. Oferecer suporte ao cônjuge é algo de um valor imensurável. Se trouxermos este padrão de conduta cristã ao nosso casamento tudo será diferente! Porém, se os cônjuges decidem apenas esperar (ou mesmo cobrar) por suporte da parte do outro, então não poderá se dizer que é melhor serem dois do que um…
Reveja estes valores em seu casamento. Nunca deixe de ser um instrumento divino de apoio e fortalecimento, de consolo e amparo ao seu cônjuge!
CUIDADO
O texto de Eclesiastes também afirma que “se dois dormirem juntos, se aquentarão”. Acredito que isso fala – dentro do contexto da união matrimonial – de levar calor para a vida do companheiro, ajudá-lo a superar os desconfortos da vida, bem como promover pequenas alegrias e cuidados.
Um casal “brigado” normalmente não gosta de dormir junto, porque este é um ato de intimidade. Na minha primeira semana de casado, a Kelly brincou comigo acerca disso. Ela me falou que a mãe dela a havia aconselhado antes de casar, dizendo: “Aconteça o que acontecer, não importa o desentendimento que um dia você e o Luciano possam vir a ter, nunca saia do quarto!”E quando eu ia elogiar a sabedoria da minha sogra ao dar este conselho, ela terminou com a seguinte frase: “Se alguém tiver que sair do quarto, que seja ele! Você, minha filha, defenda o seu território!” Nós rimos juntos da brincadeira, mas decidimos desde aquele dia vigiar para que isto não viesse a acontecer de fato. A Palavra de Deus nos adverte:
“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o Sol sobre a sua ira, nem deis lugar ao diabo.” (Efésios 4.26,27)
Isto significa que um casal nunca deve deixar a ira durar até o dia seguinte; pelo contrário, os cônjuges devem se reconciliar antes de dormir! Mas por que a tendência de um casal que se desentende é dormir separado? A verdade é que dormir junto fala de intimidade. Também fala do leito do casal e da sua vida sexual. O conceito de amor e intimidade de um casal está fortemente associado ao quarto e à cama. E este tipo de cuidado mútuo não pode faltar. Porém, aquecer um ao outro é algo que, no casamento, fazemos não só de modo literal, sob cobertas, mas também no âmbito emocional. São conversas, expressões de carinho por meio de palavras, presentes e atitudes que não permitem que o coração do cônjuge se esfrie.
Cuidado não é só prover e arrumar a casa; também fala de coisas pessoais de um para o outro, dos pequenos mimos, de tudo aquilo que mostra que o cônjuge se importa de fato. Quando isso falta, a relação se deteriora, e então, sem estes valores, acabamos tendo que dizer que é melhor ser um do que dois. Reveja a importância do cuidado mútuo em seu casamento. E faça valer a afirmação “é melhor serem dois do que um”.
PROTEÇÃO
O texto de Eclesiastes ainda revela que “se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão”. Isso fala de proteção, defesa mútua, cobertura recíproca. Quando as batalhas surgem, o casal deve aprender a se unir e resistir juntos. Há muitos tipos de lutas e de inimigos que tentam prevalecer contra nós. Uma delas, é a batalha que é continuamente travada no reino espiritual contra todo cristão (e matrimônio):
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.” (Efésios 6.11-13)
Paulo escreve aos efésios advertindo acerca da realidade da batalha espiritual, mostra claramente quem é o inimigo e revela que, para oferecer resistência, o cristão deve se revestir da armadura de Deus (que é detalhada nos versículos 14 a 17). Mas depois de falar das armas é que ele ensina como se trava esta batalha:
“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. (Efésios 6.18)
A oração não é apresentada como uma arma. O ato de orar é a própria guerra onde entramos munidos de toda a armadura de Deus. O primeiro nível de resistência que um casal deve aprender a oferecer é mediante a oração. Temos que cobrir a vida de nosso cônjuge de oração; devemos fazer guerra contra o inimigo (e as circunstâncias) por meio da oração!
Recordo-me de certa ocasião em que o entendimento da necessidade deste tipo de batalha pelo cônjuge ficou, na prática, muito claro para mim. No nosso primeiro ano de casado, a Kelly enfrentou uma luta que vencemos em oração. Certo dia saí cedo de viagem para voltar no fim da tarde do mesmo dia. Por conta de um atraso causado pelo tráfego da rodovia, liguei para casa para dizer a minha esposa que chegaria depois do previsto, o que me faria ir direto para a igreja, uma vez que era dia de culto. Quando pedi que fosse me encontrar na reunião, a Kelly disse que preferia não ir ao culto, pois não estava bem. Perguntei o que ela estava sentindo, posto que pela manhã, quando saí de viagem, ela estava bem. Ela me falou de sintomas físicos, mas também de uma grande batalha emocional e espiritual que passara a sentir no fim da tarde e que não entendia o que era aquilo nem porque estava acontecendo. Senti que deveria orar com ela por telefone mesmo e, travei batalha contra as forças das trevas, abençoei a vida dela, intercedi e desliguei o telefone. Ela me contou depois do culto que estava deitada quando eu orei por ela; de repente, um calorão começou a percorrer seu corpo e fazê-la suar e os sintomas desapareceram completamente. Fiquei espantado quando voltei para casa e ela me mostrou os lençóis e o travesseiro completamente molhados! A Kelly testemunhou que foi imediatamente curada no corpo e que toda nuvem de opressão desapareceu enquanto eu orava por ela. Isto nos fez levar mais a sério a realidade da batalha espiritual que travamos e a importância de cobrirmos de oração a vida um do outro. Gosto de um exemplo bíblico que mostra alguém lutando por outro em oração:
“Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.” (Colossenses 4.12 – ARC)
A palavra grega traduzida como “combatendo” neste versículo é “agonizomai” e, conforme o Léxico da Concordância de Strong, significa: “entrar em uma competição, competir com adverários, lutar, esforçar-se com zêlo extremo, empenhar-se em obter algo”. A versão KJA (King James Atualizada) traduziu como “guerreando”, a versão Atualizada de Almeida escolheu esta palavra como “esforça-se sobremaneira”, a e a versão Revisada optou por “sempre luta por vós”.
Além da batalha espiritual, que travamos por meio da oração, há outros níveis de resistência a oferecer. É a guerra contra a sensualidade e as propostas de envolvimento sexual ilícito, cujo apelo é cada dia maior. Já nos dez mandamentos, na Antiga Aliança, temos dois mandamentos que envolvem a saúde matrimonial: 1) “não adulterarás” e 2) “não cobiçarás a mulher do próximo”. Portanto, percebemos que Deus sempre tratou disso como uma área que requer cuidado. O apóstolo Paulo advertiu os irmãos de Corinto:
“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” (1 Coríntios 7.5)
A Bíblia diz que Satanás, como tentador, vai tentar explorar as brechas que os cônjuges dão nesta área. Reconheço, porém, que esta batalha não se trava somente com oração e que o tipo de resistência que o casal deve oferecer contra os ataques sensuais envolve cuidar e suprir as necessidades físicas um do outro. Um cônjuge suprido emocional e sexualmente não estará exposto a este tipo de ataque como aquele que tem sido negligenciado nesta área. Há uma declaração no Livro de Provérbios que nos mostra isto:
“A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.” (Provérbios 27.7)
O casal deve lutar junto, e não um contra o outro. Talvez um dos tipos de defesa que deva ser praticado pelo marido e mulher seja o de proteger ao cônjuge de si mesmo. Muitas vezes existem ataques verbais (e emocionais) que ferem profundamente ao cônjuge e ainda entristecem ao Espírito Santo:
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.” (Efésios 4.29-31)
O matrimônio é o mais profundo laço de relacionamento, supera o dos filhos com seus pais, por isso o homem deixa pai e mãe para se unir à sua mulher (Gn 2.24). Contudo, muitos cônjuges erram deixando haver interferência dos pais no relacionamento. Devemos honrar ao pais, isto é bíblico, mas quando os pais (ou sogros) começam a atacar e implicar com seu cônjuge, penso que você deve protegê-lo (a menos que ele esteja realmente insistindo no pecado). Ao longo dos anos de ministério pastoral tenho visto muitos problemas e mágoas causados por esta falta de cuidado e proteção.
Neste nível de relacionamento, a cobertura recíproca é importantíssima. Nunca descubra seu cônjuge a quem quer que seja; não exponha as fraquezas dele, não o critique em público. Proteja-o de ser ferido emocionalmente!
Estes são ingredientes importantíssimos para um relacionamento: parceria, suporte, cuidadoe proteção. Sem eles não dá para dizer que é melhor serem dois do que um! Se não trouxermos estes valores e práticas para nossa relação conjugal, então, tristemente teremos que reconhecer que é melhor ser um do que dois. Negligenciando estas práticas acabaremos por concluir que era melhor ter ficado solteiro. E muitos casados estão tentando viver sob o mesmo teto como se ainda fossem solteiros; isto tem que mudar, caso contrário, seu relacionamento estará condenado.
Paulo disse aos coríntios: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisiti das coisas próprias de menino”(1 Co 13.11). Parafraseando a afirmação do apóstolo, poderiamos dizer: “quando eu era solteiro, falava como solteiro, sentia como solteiro, pensava como solteiro; quando cheguei a ser casado, desisiti das coisas próprias de solteiro”.
Por: Luciano Subirá
Fonte: Orvalho
“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles”…(Hebreus 13.17a).
Porque muitos líderes não conseguem que seus liderados se submetam a sua liderança? Você pode pensar em várias respostas, quem sabe até mais desculpas do que respostas. É sempre mais fácil falarmos:
“Fulano é insubmisso; não aceita a minha liderança”.
Ou ainda:
“As pessoas ainda não me enxergam como líder”…
No entanto, que enfatizar que creio que liderança não é dada, e sim conquistada. Nós podemos ver na vida de Davi que ele nunca reivindicou a sua liderança, nem disse que ele tinha sido ungido rei. Mas as pessoas reconheceram a sua liderança. E olha que Davi tinha sido ungido como o homem que ia assumir o trono no lugar de Saul, mas mesmo assim ele nunca disse isso a ninguém…
Uma das coisas que tenho aprendido no meu tempo de caminhada com Deus, é que os seus liderados serão aquilo que você é com o seu líder.
Como você tem se portado não apenas diante, mas também longe de seu líder? Você tem protegido as costas do seu líder ou você é o primeiro a atacá-lo quando ele esta longe ou vulnerável?
Preste bem a atenção, não quero ser redundante, mas preciso enfatizar: o que você tem feito ao seu líder, é o que os seus liderados farão a você. Você pode achar que estou sendo radical, mas não, estou sendo bíblico. É o princípio da semeadura e ceifa:
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” (Mateus 7.1,2).
Portanto, quero convidá-lo a observar e aprender com quatro grandes exemplos bíblicos de fidelidade aos líderes.
JOSUÉ E MOISÉS
Nosso primeiro exemplo é encontrado na pessoa e atitudes de Josué. Observe o que as Escrituras dizem:
“Como ordenara o Senhor a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué; e assim Josué o fez; nem uma só palavra deixou de cumprir de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés” (Josué 11.15).
Lembre-se que Moisés já era morto, e mesmo assim, como diz o texto acima; “nem uma só palavra deixou de cumprir”… Que coisa maravilhosa! Josué podia ter pensado: “Agora que Moisés é morto vou implantar o meu próprio estilo de governo. Ele era bom, mas já estava velho, sei que posso dar um toque de novidade nesse governo”.
Quero enfatizar algo: o que Deus fala não precisa de retoque, de enfeite algum de nossa parte. Deus é perfeito e quando Ele nos manda fazer algo, é para fazermos e não para acharmos que podemos melhorar o que Ele ordenou. Obedecer é não fazer nem mais, nem menos.
Josué mesmo tendo seu líder já morto, não deixou de cumprir uma única palavra daquilo que lhe foi ordenando. Mas infelizmente, hoje tem muito liderado que nem espera o seu líder virar as costas e já está colocando um toque seu naquilo que lhe foi pedido fazer. Ou às vezes o liderado até acaba fazendo, mas o seu coração está cheio de murmuração, reclamação. Acaba repetindo aquela história, em que “Joãozinho” não se levantava quando a professora fazia a chamada, então a professora conversou com seus pais, que repreenderam Joãozinho. No outro dia quando a professora o chamou, ele ficou de pé, mas disse consigo mesmo: “Estou em pé por fora, mas por dentro continuo sentado”.
É assim que muitos se comportam, por fora são submissos, mas por dentro maldizem seus líderes, murmuram e dizem que se fossem eles os líderes, fariam diferente. Eles acham que podem fazer melhor, que aquela não é a maneira certa. E não entendem quando olham para seus liderados e vêem neles o mesmo tipo de insubmissão.
Você pode pensar assim: “Um dia eu vou poder fazer tudo do meu jeito, então eles verão quem tem razão”. Atente para o que vou te dizer agora; você sabia que vontade de andar sozinho e poder decidir tudo por si próprio não é sinal de maturidade? A Palavra de Deus é quem declara isto:
“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Provérbios 18.1).
Quanto mais você cresce diante de Deus, e quanto mais você O conhece, mais vai querer responder a alguém e estar debaixo da liderança de alguém, estar servindo. Pois ser servo é um segredo.
ARÃO, HUR E MOISÉS
Nosso segundo exemplo é encontrado em Arão e Hur. Observe o que a Palavra de Deus nos revela:
“Fez Josué como Moisés lhe dissera e pelejou contra Amaleque; Moisés, porém, Arão e Hur subiram ao cimo do outeiro. Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol. E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada” (Êxodo 17.10-13).
Aqui vemos um líder cansado. E seus liderados percebem isso, e vão ao auxilio dele; e sustentam as suas mãos até que a guerra seja ganha. Que coisa tremenda! Mas este quadro nem sempre se repete em nossos dias… Quantos hoje estão torcendo para que o seu líder se canse rápido a fim de tomar o seu lugar!
Arão e Hur colocaram a pedra em baixo de Moisés, mas hoje muitos querem colocar a pedra em cima! Deus te chamou para ser como Arão e Hur, sustentar seu líder, poder olhar nos olhos dele e dizer: “Estou aqui para o que der e vier, conte comigo, quero lavar seus pés”. Não é fácil encontrarmos isso hoje em dia, todos querem ser líderes, mas nem todos gostam de servir, preferem ser servidos; não gostam de lavar os pés… A maioria quer aparecer, e poucos aceitam fazer a vontade de Deus na obscuridade, por trás dos bastidores.
OS SOLDADOS DE DAVI
Nosso terceiro exemplo é encontrado nos soldados de Davi. Observe o que as Sagradas Escrituras dizem:
“De novo, fizeram os filisteus guerra contra Israel. Desceu Davi com os seus homens, e pelejaram contra os filisteus, ficando Davi mui fatigado. Isbi-Benobe descendia dos gigantes; o peso do bronze de sua lança era de trezentos siclos, e estava cingido de uma armadura nova; este intentou matar a Davi. Porém Abisai, filho de Zeruia, socorreu-o, feriu o filisteu e o matou; então, os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel” (2 Samuel 21.15-17).
Neste texto vemos Davi fatigado, e um gigante tentando matá-lo. Mas também vemos Abisai vindo a seu socorro, que reflete um princípio importante: nossos líderes não só nos protegem, mas também precisam de nossa proteção!
Depois vemos os homens de Davi fazendo um juramento de que nunca mais ele sairia à peleja com eles para que a lâmpada de Israel não se apagasse. Isto nos faz entender que temos que ser liderados com sensibilidade e discernimento espiritual, para podermos entender quando é hora de batalharmos pelos nossos líderes. Davi tinha matado um gigante, mas isso não queria dizer que ele é que tinha que matar todo gigante. Ele mostrou aos seus liderados como matar gigantes também; e na hora que foi necessário, um dos seus liderados mostrou que tinha aprendido como matar gigantes. Que discernimento dos homens de Davi! Ao dizerem: “Você, ó rei, não sairá mais a peleja, pois você é a lâmpada de Israel e vamos proteger você”.
Será que você tem tido está postura diante do seu líder? Como tem sido o seu comportamento? Como você tem ficado quando vê seus líderes cansados?
Lembre-se que aquilo que você semear é o que você colherá!
SEM, CAM E JAFÉ
Nosso quarto exemplo de submissão e honra aos líderes é encontrado na vida de dois dos filhos de Noé: Sem e Jafé. Observe o que a Bíblia de Deus nos comunica:
“Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda. Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem. Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos. E ajuntou: Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e Canaã lhe seja servo. Engrandeça Deus a Jafé, e habite ele nas tendas de Sem; e Canaã lhe seja servo” (Gênesis 9.20-27).
Esta é uma história conhecida. Noé plantou uma vinha e veio a se embriagar do próprio vinho que a sua vinha produzira. Cuidado com aquilo que você planta líder, pode ser que lá na frente isso possa te derrubar ou expô-lo. Cam, vendo que seu pai (líder) estava nu, foi correndo contar a seus irmãos:
“Vocês não vão acreditar, nosso pai (líder) que parecia ser tão certinho, cheio de cuidado, de temor a Deus, está totalmente nu, e ainda esta falando umas coisas estranhas”.
O que ele falou eu não ouvi, não está está escrito, mas até imagino:
“Venham correndo ver o nosso pai (líder) nu”.
Sem e Jafé, provavelmente comentaram:
“Sem, você se lembra o que a Lei fala sobre descobrir a nudez do pai (líder)”?
E imagino a resposta:
“Claro Jafé, vou indo à frente para não deixar ninguém vê-lo assim, e você providencie rápido um lençol para cobri-lo”.
Chegando a tenda de Noé, talvez eles tenham se perguntado:
“Como vamos entrar, se não podemos ver o nosso pai (líder) nu”?
Ao que um deles deve ter sugerido:
“Vamos colocar o lençol nas nossas costas e assim entramos de costas para não vê-lo”.
Como você já sabe, foi assim que eles fizeram. Por isso receberam uma promessa de benção e Cam um promessa de maldição. Quantos ministérios existem hoje, afundando ou já afundados por causa do erro de querer expor líderes! Quando alguns liderados tomam conhecimento de alguma coisa, já saem em desespero para contar a alguém, e contam até com um certo gosto em sua boca. Muitas vezes quando vemos alguém errando, em vez te tentar ajudar, corremos para contar para quantos conseguirmos:
“Fulano caiu”!
E daí surgem outros comentários do tipo:
“Eu já sabia…”
“Eu já desconfiava”,
“Eu não disse que isso ia acontecer?”
Muitas vezes somos tão implacáveis que, se algumas pessoas estivessem debaixo do nosso ministério elas estariam perdidas. Como Pedro (quando traiu Jesus); Davi (quando adulterou); Noé (quando se embriagou e ficou nu); os discípulos (por terem abandonado Jesus na hora que ele mais precisava), e muitos outros. Deus perdoa, mas nós somos implacáveis e, por isso, quando erramos, as pessoas são implacáveis conosco.
Precisamos mudar o nosso conceito de liderança e do que é ser liderado. Precisamos entender que o segredo é ser servo, e servo de orelha furada.
Por Elioenai Fernando
Fonte: Orvalho
Estava lendo uma reportagem sobre Kim Phuc, uma mulher que em 8 de junho de 1972 teve sua aldeia vietnamita Trang Bang, bombardeada com napalm. Na ocasião, ela tinha apenas 9 anos e quase morreu, tendo ficado com cicatrizes em quase todo o corpo. Anos mais tarde, ela teve a oportunidade de conhecer John Plummer, responsável pelo que havia lhe acontecido. Ele julgava que não havia civis na aldeia, por isso ordenou o ataque. Ele, sabendo de uma palestra que ela iria fazer nos EUA, foi ao seu encontro para pedir-lhe perdão e Kim o perdoou.
Enquanto lia, comecei a refletir sobre a importância do perdão. Uma palavrinha tão pequena, que parece até fácil de ser praticada, mas muitas vezes ao invés de perdoar preferimos simplesmente “ignorar” alguns acontecimentos e pessoas das nossas vidas. Na maioria das vezes, a mágoa permanece lá e com uma leve lembrança, ela começa a aflorar novamente.
Fico pensando na grandeza da atitude dessa mulher, sendo capaz de perdoar algo tão grande, que deixou tantas marcas (em todos os sentidos) enquanto nós, muitas vezes nos prendemos e deixamos de avançar, por não conseguirmos perdoar coisas muito menores.
Maior perdão que o dela é o do nosso Deus, que nos amou, nos perdoou e enviou Seu único filho para morrer por nós, sendo nós ainda pecadores. Como a oração que Jesus nos ensina a fazer, que possamos ser perdoados conforme nós perdoamos a quem nos tem ofendido (Mateus 6:12).
Por Denise Cortazio
Fonte: Jovens Comprometidos
A religiosidade produz morte espiritual e engano. Ela substitui a glória e o mérito de Cristo por nossas obras e formas. Quando menos percebemos, nossos olhos só percebem e valorizam a forma como é feito e não para quem e por quem fazemos. A motivação da adoração a Cristo vem da posição de destaque na congregação, do tempo de conversão, de títulos, das habilidades e dons e não do livre amor com que nos amou Deus. Isso é formalismo religioso, farisaísmo. Nesse estado, a comunhão já está engessada e se resume apenas nas lembranças do passado. O poder da graça está anulado.
No episódio em que os israelitas guerrearam com os filisteus no início de 1 Samuel, há uma profunda lição para nós que buscamos e amamos a Deus. As Escrituras afirmam que num momento de batalha eles decidiram trazer a arca para o campo de batalha acreditando que aquilo seria determinante para o triunfo, ato visivelmente baseado no sucesso da empreitada em Jericó, quando a arca, como símbolo da presença de Deus, os conduziu à vitória.
O que eles fizeram, dessa vez, foi trazer uma caixa de madeira e nada mais. Isso foi uma espécie de idolatria, pois confiaram a um simples artefato o triunfo sobre os filisteus. Como pano de fundo desse ato suicida, está um sacerdócio falido e a voz de Deus interrompida. No início os filisteus até temeram, já que a história mostrava que o Senhor dos exércitos era decisivo em batalhas, mas com um discurso inflamado de um deles, todos saíram à peleja e venceram.
É horrível quando falamos da presença de Deus, ministramo-la com os nossos rituais de cada dia, palestramos sobre ela, mas na verdade sua eficácia e poder estão absolutamente distantes da nossa realidade. Quando isso acontece, só vemos a madeira da caixa, a letra ou as experiências passadas, mais nada. Criamos ídolos para representá-la porque ela já não opera mais em nós. A religiosidade sempre exige seus deuses.
Às vezes me pego procurando pela presença simples e confortante de Jesus; isso porque ela teima em ser substituída por algo que minha intelectualidade insiste em criar; uma espécie de cópia. Você já se sentiu tão sozinho e tão desesperado por ela a ponto de fazer qualquer coisa para tê-la novamente? Então, já me encontrei assim. Mas não fico decepcionado e nem frustrado, pois a Bíblia me ensina como encontrá-la. Glórias a Deus por isso.
Nesses casos, sempre me vem à mente a narrativa do sofrimento de Jesus nos momentos finais de sua crucificação quando ele solta um brado de desespero e profundo abandono.
A minha segurança quanto à garantia da Presença de Deus em mim vem dali. O Filho de Deus que desde a eternidade desfrutava de íntima e inefável comunhão com o pai, que não sabia o que era um milionésimo de segundo sem essa ligação se vê ali sob juízo por causa do pecado. Não dele, mas meus e teus. Por mim, por você, Jesus aceitou beber desse amargo cálice para que nossa comunhão com o Pai jamais fosse quebrada ou interrompida. A cruz vazia denuncia isso.
Eis aí a garantia de nossa comunhão com Deus e sua presença em nós. Cristo morreu e ressuscitou? Então sua presença jamais pode nos ser negada. Está baseada no meu conhecimento, nos meus esforços e na minha capacidade de buscá-la e percebê-la? Não! Mil vezes não! Está baseada em Cristo, a rocha, o sólido fundamento de nossa vida com Deus!
Dessa verdade emana o poder, a presença e a comunhão do Pai. Ela dispensa ritos, formas, aparências porque é descomplicada e desvinculada à religião de homens. Seu poder nos transforma e nos molda à semelhança do nosso Amado. Quando a temos, de fato, experimentamos a vontade de Deus. Nós a encontramos através, somente, de uma fé simples na pessoa de Jesus.
Portanto, não precisamos acreditar em madeiras ou nos objetos inventados pelos religiosos de plantão que querem nos fazer achar que desfrutamos de intimidade e comunhão com Cristo por meio dessas criações. A nossa segurança é Ele. Nossa garantia é Ele. Você não precisa ir a ninguém, viajar a lugar algum ou pagar um centavo por ela. Ela lhe é dada de graça, por meio da Graça! Ela está disponível a você exatamente aí onde você está. Minha alma exulta em Cristo, se alegra e se derrama nele, por que, como nos diz o Salmo 18, Jesus é o nosso refúgio, socorro e escudo. Ele é a nossa rocha e estamos ligados a Ele por Amor e Poder eternos! Ele é a nossa vitória!
É fato. O ser humano é viciado em poder. A idéia de se exercer domínio sobre outras pessoas parece muito sedutora. Por causa da sensação de poder o ser humano passa por cima de muitos, quebra princípios, mente, manipula, usa, oprime. Na Bíblia temos vários exemplos disso. Adão e Eva, iludidos pela serpente, comeram do fruto que não deveriam comer porque desejaram ser iguais a Deus(Gênesis 3). Davi tomou para si a mulher de Urias e o matou, porque por um momento pensou que a monarquia lhe daria esse direito (2 Samuel 11). Simão, o mago, ofereceu dinheiro aos apóstolos para que lhe fosse dado o poder do Espírito Santo e assim pudesse continuar impressionando o povo (Atos 8:9-24). A busca desenfreada pelo poder parece cegar as pessoas. Ao olhar para a sociedade vemos que alguns se tornam verdadeiros monstros egoístas quando são contemplados e absorvidos pela fama e pelo dinheiro. Alguns se tornam desumanos ao entrarem em contato com o poder.
Alguns ainda têm a idéia errônea de que o fato de serem cristãos ou de estarem envolvidos em um ministério os torna superiores aos outros. O status e a projeção que um ministério oferece podem contribuir para que as pessoas percam a visão de um verdadeiro chamado e serviço. Vale a pena lembrar que nosso chamado é para sermos filhos de Deus (João 1;12); ovelhas do Pastor amado (João 10:14); membros do corpo onde Cristo Jesus é o cabeça (Efésios 4:15,16); servos que imitam seu Senhor (João 13:15-17); aqueles que levam as boas novas do reino de Deus a toda criatura (Marcos 16:15; Mateus 28:19,20); aqueles que servem e amam (Gálatas 5:13,14).
Jesus é o nosso maior exemplo ministerial. As pessoas se sentiam livres para aproximarem dele. Ele não usava de manipulação para atraí-las. Através dele se manifestava verdadeiramente o poder de Deus!
É maravilhosa a afirmação de Paulo na segunda carta aos Coríntios 5:13. O amor e a simplicidade de Jesus nos constrangem e nos desafiam. Perto dele todos os nossos aparatos religiosos se tornam vazios, sem razão. Sobre Jesus Isaías disse no cap. 42: 1- 4 ” Eis meu servo a quem sustenho, o meu escolhido em quem tenho prazer. Porei nele meu Espírito, e ele trará justiça as nações. Não gritará, nem clamará, nem erguerá a voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça”.
Jesus definitivamente não foi uma figura sensacionalista como outros líderes e governantes na história mundial. Não foi autoritário como os grandes ditadores. Não foi manipulador e nem usou de artifícios estrondosos para atrair as multidões. No entanto, ele é a pessoa mais influente e fascinante que já pisou sobre a terra. Diante do tentador que lhe ofereceu uma fama passageira, se concordasse em pular do alto do templo e ser segurado pelos anjos, ele não cedeu.
Ele não negociou com os poderosos de sua época. Não foi político e nem se envolveu com os negócios corruptos que imperavam em Israel naqueles dias. Não quis ser um rei político como o povo desejava. Diante da possibilidade de receber a glória dos homens ele não se impressionou. Não se exaltou, mas como diz Filipenses 2: 6- 8 “embora sendo Deus não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte e morte de cruz!”
Não se impôs diante da fragilidade dos que se aproximavam dele. Respeitou a medida de fé que cada um era capaz de ter. Preferiu dar dignidade às pessoas à sua volta do que seguir a lei dos homens. Ofereceu graça aos desprezados, marginalizados e também aos abastados e bem posicionados na sociedade.
Num mundo dividido em tantas facções, Jesus nos convida a fazer parte de um reino onde igualmente nos relacionamos com Deus como Pai. Sem elites. Sem filhos prediletos. Sem a culpa que assombra os que não têm uma identidade. Podemos todos nos achegarmos a Ele pelo novo e vivo caminho. Sem subjugarmos, mas amando e servindo uns aos outros. Ele nos chamou, não para mais um clube social ou instituição humana, mas pra fazer parte do seu corpo, sua igreja, sua noiva. Ele se deu por nós “sendo nós ainda pecadores”(Romanos 5: 8), e pela cruz, colocou a todos nós os que cremos nele, no mesmo patamar: somos chamados filhos de Deus.
Fonte: Site da Nívea Soares
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