Os Cristãos egípcios tem sido chamados a cooperar com os Muçulmanos para garantir a igualdade de direitos para a minoria, enquanto a nação começa seu processo para formar novo governo.
Apesar da renúncia do presidente Hosni Mubarak, sexta-feira passada, ter sido vontade da nação, o seguinte passo é o que realmente conta, insistiu o jesuíta Samir Khalil Samir, egípcio especialista em Islã e assessor da Igreja Católica sobre as relações entre Muçulmanos e Cristãos.
Em uma entrevista com a Agência Católica de Notícias, ele assinalou que uma reforma constitucional era necessária para “ajudar as pessoas a viverem um pouco mais humanamente.”
“Talvez depois disto, depois de ter passado por um regime autoritário, as pessoas realmente tratem de fazer algo mais democrático,” disse.
Uma mostra da solidariedade entre Cristãos e Muçulmanos durante os recentes protestos demonstrou ser um sinal de “esperança do Egito,” disse Samir. “Os Cristãos e os Muçulmanos estavam juntos. Não tínhamos nenhum apelo extremo ao Islã.
No entanto, ele reconheceu que sempre existirá um impulso pela islamização no Egito, uma nação predominantemente muçulmana.
Alaa Setyan, advogado de direitos humanos com experiência em defesa dos membros minoritários nos casos de brutalidade política, expressou sua preocupação pelos direitos de todos os cidadãos, incluindo os Cristãos.
“Temo pelos direitos de todas as pessoas, como os irmãos muçulmanos e cristãos. Eu temo que poderiam ser tratados injustamente, creio que todos somos pessoas iguais e cada um deve ter seus direitos, qualquer que seja sua forma de pensar, qualquer que seja a sua religião,” foi citado pela NPR.
Enquanto os militares governam o período de transição do Egito, Samir afirmou que os Cristãos devem estar “muito involucrados na sociedade, no mundo político, social e econômico da nação.”
Ele assinalou a igualdade no mercado de trabalho, a capacidade de obter permissões para construir Igrejas e a liberdade dos egípcios de converterem-se ao Cristianismo sem a ameaça de danos, como as principais áreas de preocupação para a comunidade cristã.
“O ponto principal é este : que todos estejamos sob a mesma regra,” disse.
O Conselho Supremo de Forças Armadas recebeu o poder de Murabak depois que partiu e já começou a dissolução das câmaras alta e baixa do parlamento.
O órgão legislativo temporal executará os assuntos do país até que um novo presidente seja eleito, e tem prometido aos cidadãos um referendum sobre as reformas constitucionais.
Fonte: Christian Post
Kenneth Boa, presidente do Reflections Ministries em Atlanta e autor de vários livros, incluindo Conformed to His Image, recentemente falou ao The Christian Post sobre sua experiência no Egito, e os seus pensamentos sobre a agitação civil e os sinais do fim dos tempos.
CP: Eu entendo que você estava no Egito, recentemente, durante esta revolução. Conte-nos sobre isso.
Boa: Minha esposa e eu estávamos em um cruzeiro pelo rio Nilo e fomos levadas de avião de volta para o Cairo na noite de segunda-feira, 31 jan. A revolta começou em 25 de janeiro, por isso era um bocado perigoso. Chegamos após o toque de recolher e nosso ônibus teve que passar por vários postos de fiscalização com guardas armados e grupos de vigilantes. Conseguimos chegar ao hotel naquela noite e pudemos voar no dia seguinte só porque s Viking River Cruises fretou um avião para os seus clientes. Sabíamos que muitas pessoas estavam orando por nós e, sobrenaturalmente, nem minha mulher nem tive qualquer sentimento de ansiedade.
CP: Quais são seus pensamentos sobre como o Egito se relaciona com a profecia bíblica?
Boa: Eu quero ser cuidadoso para não me envolver no exegero jornalístico – você sabe, isso é o que diz o jornal, e aqui é o que diz a Bíblia. Há muitas surpresas. Mas, tendo dito isso, acredito que o Egito é importante para os propósitos e os planos de Deus.
Estou impressionado com a conexão do Egito com Israel. Quando Abraão, que era então Abrão, foi para o Egito, em Gênesis 12, ele mais do que provavelmente viu as pirâmides no planalto de Gizé, que eu e você podemos ver hoje. A Grande Pirâmide de Quéops, com seus 2,3 milhões de blocos de pedra, pesando cada uma cerca de 2,5 toneladas, já tinha sido construida há 500 anos. Um feito incrível.
José subiria para o Egito, e como você sabe, encontraria o favor de um faraó lá. Em seguida, a opressão que teve lugar durante 400 anos até Moisés ter se levantado. De acordo com Moisés, o Egito foi usado por Deus como uma mãe que deu à luz a uma nação, era o útero no qual 70 crianças de Israel entraram, e após 400 anos de gestação, cerca de 2,5 milhões partiram. E eles nasceram através da água e do sangue (o Êxodo e a Páscoa). Muito interessante as imagens lá – o nascimento através da separação das águas do Mar Vermelho.
Nosso Senhor Jesus foi para o Egito. Mateus, em seu evangelho, cita Oséias 11:1, “Do Egito chamei meu filho”, e aplica isso de forma messiânica. Portanto, há uma ligação muito direta, muito rica entre essas nações.
CP: Quais são seus pensamentos sobre a revolta em curso no Egito agora?
Boa: Há uma enorme incerteza quanto ao que essa revolução vai trazer, se Mubarak vai deixar o cargo ainda é uma questão. Nós não sabemos o que vai acontecer com a Irmandade Muçulmana. Mas eles são muito claramente, por sua própria admissão, desejosos da destruição de Israel. Eles falam sobre isso, em termos inequívocos, a hostilidade em relação a Israel.
CP: Como você vê as coisas se desenrolando no futuro?
Boa: Eu acredito que temos o privilégio de estar vivendo um momento em que estamos começando a ver a consumação de todas as coisas.
Há uma série de sinais do fim dos tempos que eu acredito que não poderiam ter sido descrito como tal até as últimas décadas. As coisas estão trabalhando em conjunto, nos dando uma maior sensação de iminência da volta de Cristo. E assim eu vejo essas coisas que estão sendo preparadas. E eu vejo que nós somos parte deste processo mais amplo.
Por exemplo, Ezequiel 38 descreve como vai haver uma invasão de Israel do Norte e Sul, Leste e Oeste e como essas nações conspiram contra Israel. Mas ele também descreve muito claramente que haverá um livramento sobrenatural de Israel.
O que eu acredito que está sendo descrito aqui, é na verdade uma invasão por estes vários estados islâmicos ao redor de Israel. Por exemplo, Gomer, Magogue, Meseque e Tubal – as terras nomeadas em Ezequiel – todos correspondem aos vários estados que fazem parte da Comunidade de Estados Independentes (CEI) e são muçulmanos na ideologia. A terra de Put agora é a Líbia, Etiópia é o Sudão, e a Pérsia, como sabemos, é agora o Irã. Se você olhar no mapa, você veria essa convergência de Norte e Sul, Leste e Oeste.
PB: Mas e quanto ao argumento de que a maioria daqueles que praticam o Islã são pacíficos em sua natureza?
Boa: Sim, em minha opinião, é apenas uma minoria de muçulmanos que praticam o islamismo militante, mas aqueles que o fazem têm um impacto desproporcional em termos de seu poder ideológico e compromisso. E o moderno islamismo militante acredita que o Islã eventualmente será ascendente e Israel será derrotado.
Então eu realmente vejo uma invasão islâmica, que é impulsionada pela ideologia militante islâmica moderna que não existia na época de Ezequiel. O Islã é uma a religião relativamente nova, que data do século 7.
Mas se nós vemos e sabemos que essas nações descrita em Ezequiel são agora, e eu acredito que nós fazemos isso, nós podemos ver biblicamente como haveria uma base para a inimizade e a hostilidade que acabariam por levar a essa tentativa de destruição de Israel – que, como você sabe, é um povo que tem sido muitas vezes vítima de tentativas de extermínio.
CP: Como você vê esse fim?
Boa: Eu acho que haverá um futuro pacto de paz assinado, como descreve Daniel 9:27, no Oriente Médio, que será negociado para durar sete anos, mas será quebrado no meio. Este acordo será entre com o falso messias, chamado o Príncipe em Daniel e de Anticristo em João. E a minha suspeita é que essa invasão de Israel irá ocorrer um pouco antes disso. Haverá uma ilusão de paz e segurança. Haverá um quadro de pessoas dizendo: “paz e segurança”, como I Tessalonicenses 5:03 diz, quando de repente essas coisas vão acontecer.
O período de tribulação só começa quando Israel assina esta aliança com este falso messias que surgirá.
Eventualmente haverá um reagrupamento final em Israel que Ezequiel 39 descreve quando o verdadeiro Messias vier. E o que é interessante nisso é que as Escrituras predizem um futuro de paz entre as nações árabes e Israel – que o Egito vai estar em paz com os seus dois antigos inimigos, Assíria e Israel, como Isaías 19 profetiza. Mas isso será trazido do reino do Messias, e não do falso messias.
Eu quero ser cuidadoso. Eu não quero dizer que os acontecimentos que vemos agora trarão eventos maiores, mas eu estou vendo padrões que são consistentes com o que li em Ezequiel. Eu suspeito fortemente que as hostilidades serão cada vez maiores e conduzirão a uma unificação que acabará nessa invasão de Israel pelas nações vizinhas, que são Islâmicas.
Nós estamos vendo sinais de que as coisas estão sendo preparadas. E então, as nações verão Jesus reinando em Jerusalém no trono de Davi na glória e na beleza e na honra. E o que nós realmente aspiramos e desejamos a muito tempo se tornará realidade. E mesmo as experiências mais dolorosas que nos ocorrerem na vida serão nada em comparação com a glória que Ele irá revelar.
Fonte: Galileo
Foi pelo seu perfil no Twitter que Ricardo Gondim comemorou a renúncia de Mubarak e o fim dos protestos no Egito. Após postar algumas declarações da população egipcia, Gondim confessou sua emoção: “Choro, emocionado!” escreveu.
Vibrante ele também postou: “Cacilda! Conheço um monte de marmanjo que se emociona com vitória de futebol, e você não quer que eu me emocione com o #Egito?”
Fonte: Guia-me
Dois cadeados separam Aid Gabala Samuel das ruas do Cairo. Em seu apartamento, com a segurança da porta reforçada, protege-se das manifestações que ocorrem ao seu redor. Do lado de dentro, respira-se a preocupação com o futuro do país. Aos 41 anos, Samuel, que é formado em arqueologia e trabalha como guia turístico, teme que a Irmandade Muçulmana assuma o poder e transforme a sua vida em caos.
O nome bíblico Samuel deixa evidente que ele é um dos 12 milhões de cristãos do Egito que não serão tolerados caso o grupo de radicais islâmicos chegue aos cargos mais altos do país. “Se isso acontecer, terei que sair”, disse, por telefone, ao site de VEJA.
Samuel frisa que apoia os protestos contra Hosni Mubarak, e que também quer um novo governo – desde que não seja comandado pelos “irmãos islâmicos”, como os chama. Ele sabe que, dentre os diferentes movimentos presentes na Praça Tahrir, a Irmandade é a mais bem organizada e com maior número de seguidores. E teme os desdobramentos prováveis disso tudo.
“Eles não pedem o governo para eles agora. São espertos. No momento, atendem aos pedidos dos jovens manifestantes de combater à corrupção do governo atual. O medo dos cristãos é de que, quando mudar o sistema vigente, eles (Irmandade Muçulmana) mostrem a segunda cara”, explica.
Para Samuel, o ideal seria a formação de um conselho com a presença de diversos movimentos da sociedade de onde sairia uma nova constituição, laica. “Longe da religião”, imagina o arqueólogo. Atualmente, apesar de haver liberdade de culto, são muitos os obstáculos à prática cristã. Construir uma igreja no Egito, por exemplo, é uma cruzada. “O Cairo cresceu, e novas cidades surgiram. Elas querem ter igrejas, mas é complicado. Tem que ter assinatura de oficiais do alto da hierarquia. Agora, não é uma liberdade completa, mas podemos rezar, pelo menos. Com os islamitas, ficará impossível”, lamenta desde já.
Para piorar a insegurança de Samuel em relação ao futuro, pesa o fato de ser guia turístico e arqueólogo. “Para a Irmandade Muçulmana, as ruínas são símbolo do paganismo. É um pensamento radical. Não acredito que destruiriam as pirâmides, mas aqui temos muitos museus ao ar livre. Isso me preocupa.” Neste momento, a história do país está guardada por homens do Exército. Samuel continua em casa, sem trabalho. O último grupo de turistas que atendeu se despediu às pressas no dia 29 de janeiro. Eram brasileiros aflitos para deixar o Egito. “E eu tentava acalmá-los. Dizia que isso sempre acontecia. Guia sempre finge que está tudo tranquilo”, diz.
Neste momento, todo o esforço de Samuel é para acalmar a si mesmo. Sua sensação é de que a cada dia a situação piora, mas ele tenta se convencer de que vai melhorar. A polícia voltou às ruas, ele já tem coragem de sair um pouco – sempre de dia. E já decidiu: nesta sexta-feira, vai abrir os dois cadeados para, pela primeira vez, juntar-se aos manifestantes que pedem a saída de Mubarak.
Fonte: Veja
E deu certo, Mubarak foi deposto.
A foto ao lado tornou-se um símbolo da união de pessoas de diferentes ideais lutando pela mesma causa. São cristãos coptas formando um cordão para defender os protestantes muçulmanos antigoverno, enquanto eles fazem suas orações da tarde na praça Tahrir, no centro do Cairo. Este gesto importante mostra que muitos cristãos do país estão questionando a defesa contínua que sua Igreja faz do presidente Hosni Mubarak.
“A Igreja copta esteve submetida ao regime durante 30 anos. O regime não mudou. Ele usa uma tática de coerção. Diz que se as pessoas forem para as ruas, o regime vai causar-lhes problemas, fechando as igrejas e impedindo as pessoas de fazerem qualquer coisa”, disse Michael Mouniro, presidente da Associação de Coptas norte-americanos.
Os coptas totalizam cerca de 10% da população do Egito. São a maior comunidade cristã no Oriente Médio. E Mubarak sempre posou como defensor da minoria cristã contra os extremistas muçulmanos. Muitos coptas estavam satisfeitos em aceitar seu sufocante regime autoritário em troca de uma segurança maior. Porém, agora as coisas mudaram. Embora a polícia tenha praticamente deserdado a cidade, não há registros de ataques às igrejas coptas desde o início dos protestos.
“Meu pai é um sacerdote ortodoxo em Al Fayoum (Sudoeste de Cairo). Falei com ele ao telefone e ele disse que se sente perfeitamente seguro em sua igreja”, afirma Minz Zekry, um blogueiro cristão egípcio e ativista de direitos humanos que divide seu tempo entre a Suécia e o Egito.
Isso parece mostrar que os cristãos não estão em piores condições sem a presença da polícia. Também mostra que o governo usou a divisão religiosa no Egito em benefício próprio, aproveitando-se até mesmo das desigualdades entre muçulmanos e cristãos.
A participação dos cristão nos protestos também revela que os cristãos egípcios estão desafiando a autoridade da Igreja. Até agora, a maior parte dos cristãos obedecia às normas da Igreja, o que faz sentido quando se é parte de uma minoria de pouca expressão. Contudo, quando o patriarca Shenouda (líder da Igreja Ortodoxa da Alexandria) declarou seu apoio a Mubarak, a maioria dos cristãos não o seguiu. Isso é algo novo, embora alguns sinais dessa “desobediência” já fossem notados depois do ataque a uma catedral em Alexandria, ocorrido na virada do ano. Naquele momento, um líder copta foi vaiado quando agradeceu publicamente ao presidente Mubarak pelo seu apoio à comunidade cristã.
“Não estou negando as tensões que existem entre muçulmanos e coptas no Egito. Mas penso que elas foram deixadas de lado – pelo menos temporariamente – desde o começo dos protestos. A prioridade era unir todos os egípcios em torno de um único objetivo: liberdade. Meu irmão disse que na semana passada ele falou pela primeira vez com seu vizinho muçulmano porque os dois se alistaram para fazer parte do comitê de segurança do bairro. Os coptas e muçulmanos finalmente parecem entender que eles não podem permanecer divididos caso queiram que o movimento de protesto tenha sucesso”, conclui Zekry.
Um imã entrevistado pela EuroNews enfatiza o clima de fraternidade vivido na “Praça da Libertação”: “Tenho de dizer algo: neste lugar onde durmo, muitas vezes meus irmãos cristãos me trazem cobertas durante a noite. Vi coisas fabulosas. Quero dizer ao presidente Mubarak que a única coisa boa que ele fez foi conseguir mostrar que o povo egípcio está unido, em uma só voz”.
O Egito conseguirá continuar vivendo esse clima de harmonia entre as religiões e união pelo bem comum? O tempo dirá.
“Nós amamos uns aos outros” diz o cartaz visto num protesto egípcio em favor da unidade religiosa. Foto publicada no Twitter por @Takver.
Fonte: Pavablog
Continua a crise política no Egito e organizações cristãs locais e internacionais têm divulgado pedidos de orações. Da Sociedade Bíblica do Egito, por exemplo, vem o pedido de seu secretário-executivo, o irmão Ramez Atallah, para que a paz seja restaurada no Egito e que a Sociedade Bíblica local consiga dar continuidade a seu trabalho, levando os valores bíblicos e o conforto da Palavra de Deus àquela população. Em sua mensagem, o líder cristão dá sua descrição dos “tumultos e das tensões no Egito e em vários outros países desta parte do mundo”. Segundo ele, no momento, há situações em que segmentos religiosos divergentes estão unidos para superar a crise: “Sem contar com a proteção policial, os cidadãos, tanto os cristãos quanto os muçulmanos, estão se organizando em turnos para proteger seus bairros e bens durante a noite”. Continue lendo o relato e pedido de oração do representante da igreja egípcia:
Toda a equipe da Sociedade Bíblica está segura e as nossas propriedades estão intactas, sem dano algum. Apesar do tumulto geral, da incerteza, do medo, da raiva e de muitas outras emoções e situações, nós, enquanto cristãos, de nenhuma forma estamos sendo alvo ou ameaçados.
Depois que a polícia se ausentou das ruas do Cairo, do fogo ateado às delegacias e da fuga de milhares de prisioneiros, alguns se aproveitaram do caos para saquear e roubar. Sem contar com a proteção policial, os cidadãos, tanto os cristãos quanto os muçulmanos, estão se organizando em turnos para proteger seus bairros e bens durante a noite. Ao anoitecer, quando se aproxima o toque de recolher, barris, sacos e caixotes são posicionados em barricadas. Todos os carros são parados e as pessoas, interrogadas por homens armados com bastões, paus, pistolas e facas… Isso, porém, deu à maioria um sentimento real de segurança e de boa vontade! Mas isso foi ontem. Provavelmente, a situação piore à medida que os civis tomem a lei pelas próprias mãos.
Expatriados são evacuados. Os bancos e o mercado de ações estão fechados. Os preços começaram a subir. A comida, os remédios e outros suprimentos estão diminuindo, já que a maioria das fábricas e das empresas estão fechadas após a onda de vandalismo da semana passada e do toque de recolher diário, que se estende das três da tarde às oito horas da manhã. Mesmo enquanto escrevo, estão acontecendo sangrentos confrontos entre civis egípcios na principal rotatória do centro…
POR FAVOR, OREM
a) Orem para que a situação volte ao controle muito rapidamente e com urgência. Há perdas massivas a cada minuto. Hoje, o número oficial de feridos, muitos deles graves, é superior a 600 pessoas, com pelo menos oito mortos. O canal de TV oficial anunciou prejuízos financeiros da ordem de 200 bilhões de libras egípcias (USD 36 bilhões) nos últimos oito dias.
b) Orem pelos pobres e miseráveis, os que mais sofrem neste momento.
c) Orem para que os cristãos no Egito (tanto os nativos quanto os expatriados) não fiquem tentados a “correr” quando as coisas ficarem difíceis. Libby Little, cujo marido, Tom, foi assassinado no Afeganistão no ano passado, disse que, durante aquela guerra terrível, ela e suas filhas eram conhecidas como “as pessoas que ficaram”! Lucien Accad, ex-chefe da Sociedade Bíblica do Líbano, permaneceu com sua família durante a perigosa guerra civil, embora todos tivessem passaportes suíços e pudessem ter partido. Embora muitos estrangeiros estejam sendo obrigados a sair devido a políticas das empresas, nós oramos para que a pouca população cristã do Oriente Médio não diminua ainda mais devido aos atuais acontecimentos.
d) Orem para que a Sociedade Bíblica do Egito pense em formas criativas e adequadas de levar a Palavra de Deus ao povo durante esses tempos difíceis (afinal, grande parte da Escritura foi redigida em contextos de perigo). Nossos funcionários estão trabalhando de suas casas na elaboração de materiais impressos e de áudio a serem produzidos assim que retornemos ao escritório. A Feira do Livro, que estava marcada para 29 janeiro – 8 fevereiro, foi adiada indefinidamente. As mesas de livros (uma extensão das ofertas da Feira do Livro) e os Domingos da Bíblia foram cancelados em todas as igrejas. Como esta é a temporada de picos de venda,certamente sentiremos o impacto negativo sobre grande parte de nossa distribuição da Bíblia e sobre a renda das vendas e captação de recursos. Por favor, orem conosco enquanto estudamos a melhor maneira de sanar esse hiato no faturamento.
e) Orem por sabedoria para que os líderes políticos e do exército saibam controlar a situação sem recorrer a meios brutais.
f) Orem pela futura liderança do país. Há uma profunda preocupação sobre quem vai governar o Egito. A porta será aberta para todas as ideologias políticas e religiosas, inclusive os extremistas e fundamentalistas.
g) Finalmente, por favor, orem por mim, a fim de que me recupere de um problema súbito de coração (arritmia), que me acometeu na última quarta-feira, forçando-me a passar oito dias na Unidade Coronariana. Ontem foi meu primeiro dia em casa.
OBRIGADO POR SUAS ORAÇÕES, É O QUE MAIS PRECISAMOS! Com amor, me despeço de todos vocês em nome da equipe da Sociedade Bíblica do Egito.”
Ramez Atallah, Secretário-Geral da Sociedade Bíblica do Egito.
Fonte: Soma
Uma misteriosa figura foi vista nos noticiários de TV durante exibição de uma reportagem sobre mortes ocorridas nos protestos do Egito. Rapidamente muitos telespectadores passaram a questionar: “Seria este o quarto cavaleiro do Apocalipse?”
As imagens foram gravadas pelo canal Euronews e retransmitidas posteriormente pela MSNBC, pela CNN e chegaram rapidamente ao YouTube.
Entre a multidão de manifestantes e barricadas, o vídeo mostra uma figura fantasmagórica que para alguns lembra um cavaleiro montado em um cavalo amarelado. Ele permanece por alguns instantes na tela antes de aparentemente sumir sobre a cabeça dos manifestantes.
Vários sites e foruns cristãos na internet têm debatido o assunto nos últimos dias. Enquanto alguns alegam que trata-se apenas de um reflexo na lente da câmera, outros creem ser um sinal divino. Para comprovar a suposta aparição do cavaleiro no país africano, citam um texto do livro de Apocalipse: “Então vi um cavalo amarelo, e o nome daquele que o montava era Morte. E seguia atrás dele outro cavalo, e o nome do que montava neste era Inferno. Eles receberam domínio sobre a quarta parte da terra para matar pela guerra, pela fome, pela doença e por intermédio dos animais selvagens da terra” (Ap 6.8, NBV).
Há quem diga que trata-se de uma montagem feita por computador para gerar pânico. Mas no site da Euronews é possível ver que as imagens que estão no YouTube não são diferentes das que foram ao ar na semana passada. Por outro lado, alguns estudiosos de profecias têm ligado essa imagem às recentes mortes misteriosas de animais em diversas partes do mundo.
O que parece ter aumentado a convicção em determinados setores cristãos é um vídeo gravado poucos dias antes da aparição do “cavaleiro”. A autointitulada profetisa Cindy Jacobs convocou igrejas de todo o mundo a orar e jejuar pelo Egito. Ela disse ter recebido uma revelação de que Satanás estava naquele país instigando as massas e tentando provocar uma Terceira Guerra Mundial.
Fonte: Pavablog
Muçulmanos e cristãos egípcios rezaram juntos neste domingo (6) na emblemática Praça Tahrir, no centro do Cairo, ao mesmo tempo que governo e oposição pareciam esboçar um acordo para encerrar a crise política no país. A praça virou a fortaleza dos manifestantes que, durante 13 dias, exigiram a renúncia imediata do contestado presidente Hosni Mubarak.
Os muçulmanos realizaram primeiro sua prece diária do meio-dia, ajoelharam-se em direção a Meca, numa praça onde se produziu uma batalha campal na quarta-feira passada, quando milhares de partidários do presidente entraram em Tahrir para desalojar os opositores.
Depois, um grupo evangélico entoou duas canções, uma delas pedindo a paz, enquanto milhares de pessoas agitavam a bandeira egípcia fazendo um V da vitória com as mãos. Em seguida, um religioso cristão, Ihab Jarrat, leu através de alto falantes alguns salmos, concluídos com um “amém” geral.
Milhares de manifestantes aproveitaram a oportunidade para lançar a mensagem de que as duas religiões estavam unidas contra Mubarak. “Os muçulmanos e os cristãos do Egito, a Crescente Vermelha e a Cruz, dizem vá embora, presidente”, declarou Jarrat, filho do escritor egípcio Edward Jarrat. Imediatamente, a multidão entoou o lema habitual: “Mubarak, vá agora””.
Os cristãos representam entre 6 e 10% dos 80 milhões de egípcios. A maioria é formada por coptos ortodoxos, cujo patriarca Shenuda III pediu aos fiéis que não participassem das manifestações. Os protestos já deixaram mais de 300 mortos desde 25 de janeiro, segundo as Nações Unidas.
No fim do ano passado e começo deste ano antes dos protestos, vários cristãos foram mortos em ataques realizados por extremistas muçulmanos. Agora em sinal de amor e perdão estão juntos por um Egito melhor para todos.
Fonte: G1
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