Em resposta a volta da PLC 122/06 pela mão da senadora Marta Suplicy e seu partido (PT) centenas de pessoas postaram a tag e deram retwitte nos posts do jornalista Jackson Rangel (@jacksonrangel) da Folha do Es. Santo (Folhaes) que encabeça a campanha.
Segundo o Jornalista é necessário que nos juntemos a campanha pois “O lado de lá já estão se articulando. Pelo projeto, não se pode nem ler trechos da bíblia que se prenderá” .
O Jornalista recebeu vaias citações desgostosas por conta de sua opinião: “novamente foi possível ver que somos chamados de intolerantes por mantermos nossas opinião e criticarmos o movimento GLS”, “É pessoas como você que dou unfollow com gosto. Preconceito não leva a nada, nem ao seu “reino do céu”.” e “Vai tomar no ** , se você é contra, cala a boca e fica quietinho no seu canto, ok?” mostraram a intolerancia daqueles que supostamente lutam a “favor” dos gays e da tolerancia.
Em respostas as críticas o jornalista afirmou: “Acho engraçado, falam em democracia, mas se alguém é contra é preconceituoso…”. Muitas pessoas também apoiaram e concordaram com a campanha de Jackson.
A campanha continua, quem quiser participar basta apenas utilizar em suas publicações no twitter a hashtag #ContraCasamentoGay.
Fonte: Gospel+
Uma pesquisa revelou que 43% dos adultos americanos comprariam uma determinada marca se soubessem que as empresas gerenciam seus negócios com base em princípios cristãos. A maioria dos entrevistados, 51% disseram que são indiferentes, e apenas 3% disseram que não comprariam.
Um terço dos americanos estariam mais propensos a comprar conscientemente uma determinada marca se a empresa aceita e promove a fé cristã.
Desse percentual, os clientes do Centro-Oeste e do Sul dos EUA expressaram o maior interesse em marcas e comércios de cristãos. Outros dados demográficos têm mais probabilidade de favorecer as marcas cristãs como as mulheres, homens a cima de 65 anos e os adultos casados, principalmente aqueles com filhos mais novos.
Don Barefoot, presidente do network C12, diz que o segredo do negócio cristão é a confiança. Barefoot diz confiabilidade significa “que você vai fazer o que você diz que vai fazer”.
Sua rede com mais de 700 empresas usando um estilo que ele chama de servant leadership. A orientação que oferece C12 é derivada em grande parte da Bíblia e encoraja as empresas a tratar os clientes com humildade e amor.
Barefoot explica que cristãos e não-cristãos estão propensos a se tornarem clientes fiéis de empresas confiáveis, pois seus produtos são baseados em um desejo genuíno de servir os clientes ao invés de fazer dinheiro. “Muitas empresas de sucesso têm sido levados pelos cristãos e os clientes não sabem disso”, revela.
Empresas como Tom’s and Tyson têm líderes religiosos no quadro de funcionários. Forever 21 imprime o versículo João 3.16 no fundo de todas as suas malas, e Herman Miller baseada na tradição da Reforma Protestante.
Segundo a pesquisa, essas ações são bem recebidas pela maioria dos dados demográficos, exceto um. De acordo com a sondagem, adultos de 45 anos e jovens de 25 são os menos interessados em negócios cristãos.
Além disso, 4% dos adultos dos 18 aos 26 anos de idade tem menor probabilidade de serem donos de empresas cristãs. Esse é o maior percentual entre todas as faixas etárias.
A pesquisa do Barna foi baseada em entrevistas telefônicas com mais de 1.000 adultos nos Estados Unidos. Barna é uma organização não-partidária com fins lucrativos.
Fonte: Guia-me
Os Cristãos egípcios tem sido chamados a cooperar com os Muçulmanos para garantir a igualdade de direitos para a minoria, enquanto a nação começa seu processo para formar novo governo.
Apesar da renúncia do presidente Hosni Mubarak, sexta-feira passada, ter sido vontade da nação, o seguinte passo é o que realmente conta, insistiu o jesuíta Samir Khalil Samir, egípcio especialista em Islã e assessor da Igreja Católica sobre as relações entre Muçulmanos e Cristãos.
Em uma entrevista com a Agência Católica de Notícias, ele assinalou que uma reforma constitucional era necessária para “ajudar as pessoas a viverem um pouco mais humanamente.”
“Talvez depois disto, depois de ter passado por um regime autoritário, as pessoas realmente tratem de fazer algo mais democrático,” disse.
Uma mostra da solidariedade entre Cristãos e Muçulmanos durante os recentes protestos demonstrou ser um sinal de “esperança do Egito,” disse Samir. “Os Cristãos e os Muçulmanos estavam juntos. Não tínhamos nenhum apelo extremo ao Islã.
No entanto, ele reconheceu que sempre existirá um impulso pela islamização no Egito, uma nação predominantemente muçulmana.
Alaa Setyan, advogado de direitos humanos com experiência em defesa dos membros minoritários nos casos de brutalidade política, expressou sua preocupação pelos direitos de todos os cidadãos, incluindo os Cristãos.
“Temo pelos direitos de todas as pessoas, como os irmãos muçulmanos e cristãos. Eu temo que poderiam ser tratados injustamente, creio que todos somos pessoas iguais e cada um deve ter seus direitos, qualquer que seja sua forma de pensar, qualquer que seja a sua religião,” foi citado pela NPR.
Enquanto os militares governam o período de transição do Egito, Samir afirmou que os Cristãos devem estar “muito involucrados na sociedade, no mundo político, social e econômico da nação.”
Ele assinalou a igualdade no mercado de trabalho, a capacidade de obter permissões para construir Igrejas e a liberdade dos egípcios de converterem-se ao Cristianismo sem a ameaça de danos, como as principais áreas de preocupação para a comunidade cristã.
“O ponto principal é este : que todos estejamos sob a mesma regra,” disse.
O Conselho Supremo de Forças Armadas recebeu o poder de Murabak depois que partiu e já começou a dissolução das câmaras alta e baixa do parlamento.
O órgão legislativo temporal executará os assuntos do país até que um novo presidente seja eleito, e tem prometido aos cidadãos um referendum sobre as reformas constitucionais.
Fonte: Christian Post
O deputado Jean Wyllys (PSol-RJ) recém empossado como deputado federal já promete encarar uma briga com a bancada evangélica. O ex-big brother promete entrar na defesa dos homossexuais e já sabe com quem fará alianças para apoiar seus projetos em favor desse grupo.
Com o apoio de deputadas ligadas ao movimento feminista, Jean Wyllys quer substituir o projeto de união estável de homossexuais por um projeto de casamento civil entre os gays, a exemplo dos casais heterossexuais. Ele sabe das dificuldades que vai encontrar e pretende contornar o cenário desfavorável com o apoio da Frente das Mulheres e do movimento negro.
“A oposição vende o preconceito,” disse Jean que pretende assumir a Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual. Militantes das causas gays fizeram barulho no Salão Verde, num discurso contra a homofobia e ciceronearam o deputado que encampou a causa.
Fonte: Creio
Grupos cristãos e membros do congresso estão urgindo para a administração de Obama para “vigorosamente” fazer cumprir as leis federais de obscenidade contra a pornografia ilegal.
Grupos tais como o The Ethics & Religious Liberty Comission e CitizenLink – a filial da Focus on the Family para a promoção familiar – enviaram uma nota urgente, na quarta-feira, aos partidários para exercer pressão sobre o Departamento de Justiça.
“Lamentavelmente, nosso governo não está fazendo cumprir as leis federais contra a pornografia. Pedimos a vocês sua ajuda neste momento para reverter este curso,” disse o presidente da ERCL, o Dr. Richard Land.
As leis federais, adicionou, proíbem a maioria das formas de distribuição de pornografia, inclusive através de Internet e televisão a cabo ou satélite.
A ERLC e CitzenLink se encontram entre quase 60 grupos nacionais e estatais que tem formado uma coalizão chamada Guerra contra a Pornografia ilegal. Ela existe para pressionar o Departamento de Justiça a processar obscenidade ilegal, já que estão ampliamente disponível para o público.
Conduzindo o esforço, o senador Orrin Hatch (R-Utah) e os Representantes da Câmara, Mike Mclntyre (DN.C.) e Randy Forbes (R-Va.) enviaram cartas, fechadas na quarta-feira, ao Fiscal Geral Eric Holder, chamando-o para combater o “crescente flagelo da obscenidade” nos Estados Unidos.
Lamentaram que apesar de que a evidência dos danos – como a violência, o vício e o tráfico sexual – de pornografia de adultos, é maior hoje mais que nunca, as leis atuais não estão sendo cumpridas.
“O Congresso tem posto as leis nos livros, mas essas leis não serão efetivas até que sejam cumpridas,” disse Hatch.
Mclntyre e Forbes fizeram eco do sentimento. “O Congresso aprovou leis que há décadas tratam de diminuir a produção e distribuição de material pornográfico obsceno, inclusive internet. Um compromisso coerente e forte para fazer cumprir estas leis pode ter um impacto significativo.”
Também assinalou em sua carta que a obscenidade de adultos não está protegida pela Primeira Emenda.
Fonte: Christian Post
Em dezembro de 2010, mais de 70 cristãos foram presos em Teerã e na cidade a oeste de Mashhad, durante a madrugada, em uma operação contra o movimento de igrejas domésticas iranianas.
Armados, à paisana, agentes de segurança especiais invadiram as casas dos cristãos, enquanto eles dormiam. Dezenas de cristãos, muitos deles convertidos do islamismo, foram verbal e fisicamente torturados antes de ser algemados e levados para interrogatório. Entre os presos havia líderes da igreja, os casais (dois dos quais foram separados das crianças) e jovens solteiras.
Alguns dos detidos foram liberados mais tarde, após assinar declarações de que deixariam de participar de atividades cristãs. Davood Kaboli (31) disse: “Eles tornaram impossível a reunião para os cristãos. Eles querem criar medo em nós, para que abandonemos o cristianismo.”
Kaboli foi interrogado sobre o trabalho das igrejas em Teerã com os olhos vendados, antes de ser liberado. Muitos outros continuam na prisão.
Outros 16 cristãos teriam sido detidos, mas não estavam em casa quando as autoridades chegaram. Seus parentes foram perseguidos e obrigados a dizer a esses cristãos que deveriam se entregar às autoridades.
O governador geral da província de Teerã, Morteza Tamadon, confirmou em 04 de janeiro que cristãos haviam sido presos. Ele descreveu os obreiros de igrejas domésticas como “pervertidos” e “parasitas”, além de advertir quanto a novas prisões.
Fonte: Missão Portas Abertas
Um grupo de muçulmanos indonésios incendiou e depredou igrejas cristãs e enfrentou a polícia nesta terça-feira, em meio a uma onda de violência religiosa no maior país islâmico do mundo.
Dois dias depois de um grupo de muçulmanos ter linchado até a morte três membros de uma pequena seita islâmica, uma multidão de muçulmanos furiosos atearam fogo a dois templos cristãos e saquearam um terceiro na cidade de Temanggung, no centro da ilha de Java, segundo a polícia.
Os fatos ocorreram durante confrontos com a polícia quando o grupo reclamava a pena de morte para um cristão condenado por blasfêmia contra o islã.
Eles exigem a pena de morte para Antonius Bawengan, 58, cristão condenado a cinco anos de prisão por distribuir panfletos considerados ofensivos ao islamismo.
“Hoje [terça-feira] foi o auge do julgamento. A multidão gritava que ele deveria ser condenado à morte ou ser entregue ao público”, afirmou Djihartono, porta-voz da polícia provincial de Java Central.
Os manifestantes gritavam “morra, morra” do lado de fora do tribunal, e “queimem, queimem” ao seguirem em direção às igrejas, em uma região de Java onde muçulmanos e cristãos convivem pacificamente. Uma escola católica também foi vandalizada.
Os cerca de 1.500 manifestantes também atiraram pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e tiros de advertência para o alto. Uma viatura da polícia foi queimada em meio à confusão, que começou em frente à corte e se espalhou pelas ruas do bairro.
O mais recente episódio de violência religiosa na Indonésia –geralmente citada como exemplo de país pluralista– coincide com um aumento da pressão sobre o governo para que combata o extremismo e reforce seu compromisso com a diversidade.
A Constituição indonésia garante liberdade religiosa, mas grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a violência contra minorias –incluindo cristãos e ahmadis– só aumentaram desde 2008.
Organizações como a Anistia Internacional indicam que a intolerância está em alta na Indonésia, país de 240 milhões de habitantes, dos quais 80% são muçulmanos.
AHMADIS
Nesta segunda-feira, a imprensa indonésia divulgou um vídeo com imagens fortes, que mostram como membros de um movimento religioso minoritário são linchados por uma multidão de muçulmanos sem que a polícia intervenha.
As imagens foram filmadas no domingo em um povoado no oeste de Java, onde mais de 1.000 pessoas, armadas com machados e pedaços de pau, atenderam à convocação de organizações islâmicas para impedir uma reunião da seita dos ahmadis em uma casa particular. Três membros do movimento religioso morreram, segundo a polícia.
Os ahmadis, movimento pacifista, contam com 500 mil fiéis na Indonésia, onde mais de 80% da população é muçulmana.
Eles acreditam que Maomé não foi o último profeta do islã e dizem que Mirza Ghulam Ahmad, que fundou a seita na Índia no século 19, foi um sucessor e messias.
Um decreto do governo, adotado em 2008 devido à pressão de movimentos islâmicos, proíbe os ahmadis de propagar sua fé.
“Este brutal ataque contra fiéis ahmadis reflete o contínuo fracasso do governo indonésio em proteger as minorias religiosas de perseguições e ataques e em responsabilizar os responsáveis por estes crimes”, destacou Donna Guest, diretora da Anistia Internacional para a região do Pacífico Asiático.
Scot Marciel, embaixador americano em Jacarta, divulgou um comunicado nesta terça-feira “lamentando a violência”. “Encorajamos o governo indonésio a continuar incentivando a tolerância e protegendo os direitos de todas as comunidades”, afirmou.
O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, condenou o linchamento dos ahmadis no domingo, mas defendeu a lei de 2008 que proíbe a seita de propagar sua fé. Esta legislação é usada por grupos radicais muçulmanos para justificar os ataques contra membros da minoria religiosa.
Fonte: Missão Portas Abertas
Para os cristãos do recém-formado Sudão do Sul, a oportunidade de tornar-se independente da maioria muçulmana do norte é mais que um dos termos do acordo de paz de 2005, que encerrou uma guerra civil de duas décadas. Trata-se da vontade de Deus para cumprir uma profecia do capítulo 18 do livro do profeta Isaías.
A independência de sua nação teria sido anunciada na Bíblia mais de 2.000 anos atrás, em uma das várias passagens que se refere à terra de Cuche, e os descreve como pessoas de estatura elevada e pele lisa, cuja terra os rios dividem.
Comemoração do resultado do referendo
“Lemos muitas vezes esse texto bíblico no domingo”, disse Ngor Kur Mayol, imigrante sudanês residente nos EUA que votou no referendo realizado no início deste mês para decidir a independência. ”O texto menciona muito a maneira como estávamos sofrendo durante tantos anos e como esse sofrimento irá terminar depois que votamos pela independência.”
A interpretação não é de todo inverosímil, defende o professor Ellen Davis, da Escola Teológica de Duke, que tem colaborado desde 2004 com a Igreja Episcopal do Sudão a fim de reforçar a educação teológica naquele país .
“Não há dúvidas que Isaías 18 fala sobre o povo do Alto Nilo. Realmente está falando sobre o povo sudanês”, explica Davis. Segundo ele, a crença na profecia é quase unanimidade entre os cristãos daquele país.
“De modo geral, os cristãos sudaneses creem muito mais que a maioria dos cristãos norte-americanos que a Bíblia fala de acontecimentos atuais. Em especial dos acontecimentos políticos”, disse o professor.
Líder de uma Igreja Presbiteriana de imigrantes sudaneses em Nashville, o pastor Jock Paleak explica como Isaías 18 tem sido interpretada como uma referência para a independência.
“A Bíblia diz que quando eles levantarem a bandeira sobre os montes, o mundo inteiro vai ver.” Para ele, os olhos do mundo todo estão agora sobre o Sudão do Sul.
Os resultados divulgados na semana passada mostram que a separação foi aprovada por quase 99% dos eleitores. Os sudaneses que moram em outros países também puderam votar.
Para Paleak, Isaías 18 termina com uma indicação que aponta o fim do regime muçulmano do norte. O versículo 7 diz: “Eles levarão seus presentes para a monte Sião”. “Significa que serão livres para louvar a Deus do seu jeito em sua própria terra”, explica ele.
Mesmo assim, Paleak não afirma estar “100% seguro” de que a profecia realmente se refere à independência do Sudão do Sul. Já o pastor Malok Deng, da Igreja Bíblica Sudanesa de Nashville, não tem dúvidas disso.
Ele viu o sofrimento dos sudaneses do Sul durante a guerra civil que deixou dois milhões de mortos e a fuga de muitas pessoas que saíram do país durante o conflito como parte de um plano divino descrito no capítulo dois de Sofonias, entre outras passagens.
“O texto diz que Deus enviaria inimigos para nos castigar, assim poderemos nos arrepender de nossos pecados e voltar para Deus”, disse o pastor. ”É por isso que tudo isso está acontecendo.” Deng conta que a guerra provocou sua conversão.
“Quando era adolescente, fui para o norte de Darfur por causa da guerra. Foi então que conheci o Senhor e fui salvo. Se não fosse isso, teria morrido no paganismo.”
Martin Drani, pastor Igreja Comunitária Sudanesa, em Nashville, não tem dúvidas de que Deus é a verdadeira força por trás do referendo. Ele afirma: ”É uma profecia. Se você acredita na Bíblia, então sabe que toda profecia deve se cumprir. Os israelitas também tinham profecias sobre eles que foram cumpridas.”
Outros estudiosos também veem a possibilidade de que o norte muçulmano estará envolvido no ataque a Israel profetizado em Ezequiel 38, onde afirma-se que a terra de Cuche fará aliança com a Pérsia (Irã) e Pute (Líbia) no fim dos tempos. Assim, apenas países muçulmanos atacariam Israel segundo o profeta Ezequiel. O Sudão do Sul será majoritariamente cristão, pois após a decisão pela independência muitos moradores do norte que seguem a fé cristã estão mudando para o sul.
Mesmo assim, nem todos os sudaneses veem a situação da mesma maneira. Ayak Duot, por exemplo, discorda que trate-se de uma profecia cumprida. ”Ouvi falar disso, mas não acredito. Quando o sul do Sudão se tornar um país novo, será porque muitas pessoas, inclusive meu pai, lutaram e morreram por esta causa”, afirma.
Depois do anúncio oficial do resultado do referendo, países ligados à ONU devem reconhecer a independência, que só deve ser formalizada em 9 de julho. Ainda há disputas bilaterais sobre a demarcação definitiva da fronteira, por conta da divisão dos preciosos recursos hídricos do Nilo e das reservas de petróleo do país.
Fonte: Pavablog
Dois cadeados separam Aid Gabala Samuel das ruas do Cairo. Em seu apartamento, com a segurança da porta reforçada, protege-se das manifestações que ocorrem ao seu redor. Do lado de dentro, respira-se a preocupação com o futuro do país. Aos 41 anos, Samuel, que é formado em arqueologia e trabalha como guia turístico, teme que a Irmandade Muçulmana assuma o poder e transforme a sua vida em caos.
O nome bíblico Samuel deixa evidente que ele é um dos 12 milhões de cristãos do Egito que não serão tolerados caso o grupo de radicais islâmicos chegue aos cargos mais altos do país. “Se isso acontecer, terei que sair”, disse, por telefone, ao site de VEJA.
Samuel frisa que apoia os protestos contra Hosni Mubarak, e que também quer um novo governo – desde que não seja comandado pelos “irmãos islâmicos”, como os chama. Ele sabe que, dentre os diferentes movimentos presentes na Praça Tahrir, a Irmandade é a mais bem organizada e com maior número de seguidores. E teme os desdobramentos prováveis disso tudo.
“Eles não pedem o governo para eles agora. São espertos. No momento, atendem aos pedidos dos jovens manifestantes de combater à corrupção do governo atual. O medo dos cristãos é de que, quando mudar o sistema vigente, eles (Irmandade Muçulmana) mostrem a segunda cara”, explica.
Para Samuel, o ideal seria a formação de um conselho com a presença de diversos movimentos da sociedade de onde sairia uma nova constituição, laica. “Longe da religião”, imagina o arqueólogo. Atualmente, apesar de haver liberdade de culto, são muitos os obstáculos à prática cristã. Construir uma igreja no Egito, por exemplo, é uma cruzada. “O Cairo cresceu, e novas cidades surgiram. Elas querem ter igrejas, mas é complicado. Tem que ter assinatura de oficiais do alto da hierarquia. Agora, não é uma liberdade completa, mas podemos rezar, pelo menos. Com os islamitas, ficará impossível”, lamenta desde já.
Para piorar a insegurança de Samuel em relação ao futuro, pesa o fato de ser guia turístico e arqueólogo. “Para a Irmandade Muçulmana, as ruínas são símbolo do paganismo. É um pensamento radical. Não acredito que destruiriam as pirâmides, mas aqui temos muitos museus ao ar livre. Isso me preocupa.” Neste momento, a história do país está guardada por homens do Exército. Samuel continua em casa, sem trabalho. O último grupo de turistas que atendeu se despediu às pressas no dia 29 de janeiro. Eram brasileiros aflitos para deixar o Egito. “E eu tentava acalmá-los. Dizia que isso sempre acontecia. Guia sempre finge que está tudo tranquilo”, diz.
Neste momento, todo o esforço de Samuel é para acalmar a si mesmo. Sua sensação é de que a cada dia a situação piora, mas ele tenta se convencer de que vai melhorar. A polícia voltou às ruas, ele já tem coragem de sair um pouco – sempre de dia. E já decidiu: nesta sexta-feira, vai abrir os dois cadeados para, pela primeira vez, juntar-se aos manifestantes que pedem a saída de Mubarak.
Fonte: Veja
E deu certo, Mubarak foi deposto.
A foto ao lado tornou-se um símbolo da união de pessoas de diferentes ideais lutando pela mesma causa. São cristãos coptas formando um cordão para defender os protestantes muçulmanos antigoverno, enquanto eles fazem suas orações da tarde na praça Tahrir, no centro do Cairo. Este gesto importante mostra que muitos cristãos do país estão questionando a defesa contínua que sua Igreja faz do presidente Hosni Mubarak.
“A Igreja copta esteve submetida ao regime durante 30 anos. O regime não mudou. Ele usa uma tática de coerção. Diz que se as pessoas forem para as ruas, o regime vai causar-lhes problemas, fechando as igrejas e impedindo as pessoas de fazerem qualquer coisa”, disse Michael Mouniro, presidente da Associação de Coptas norte-americanos.
Os coptas totalizam cerca de 10% da população do Egito. São a maior comunidade cristã no Oriente Médio. E Mubarak sempre posou como defensor da minoria cristã contra os extremistas muçulmanos. Muitos coptas estavam satisfeitos em aceitar seu sufocante regime autoritário em troca de uma segurança maior. Porém, agora as coisas mudaram. Embora a polícia tenha praticamente deserdado a cidade, não há registros de ataques às igrejas coptas desde o início dos protestos.
“Meu pai é um sacerdote ortodoxo em Al Fayoum (Sudoeste de Cairo). Falei com ele ao telefone e ele disse que se sente perfeitamente seguro em sua igreja”, afirma Minz Zekry, um blogueiro cristão egípcio e ativista de direitos humanos que divide seu tempo entre a Suécia e o Egito.
Isso parece mostrar que os cristãos não estão em piores condições sem a presença da polícia. Também mostra que o governo usou a divisão religiosa no Egito em benefício próprio, aproveitando-se até mesmo das desigualdades entre muçulmanos e cristãos.
A participação dos cristão nos protestos também revela que os cristãos egípcios estão desafiando a autoridade da Igreja. Até agora, a maior parte dos cristãos obedecia às normas da Igreja, o que faz sentido quando se é parte de uma minoria de pouca expressão. Contudo, quando o patriarca Shenouda (líder da Igreja Ortodoxa da Alexandria) declarou seu apoio a Mubarak, a maioria dos cristãos não o seguiu. Isso é algo novo, embora alguns sinais dessa “desobediência” já fossem notados depois do ataque a uma catedral em Alexandria, ocorrido na virada do ano. Naquele momento, um líder copta foi vaiado quando agradeceu publicamente ao presidente Mubarak pelo seu apoio à comunidade cristã.
“Não estou negando as tensões que existem entre muçulmanos e coptas no Egito. Mas penso que elas foram deixadas de lado – pelo menos temporariamente – desde o começo dos protestos. A prioridade era unir todos os egípcios em torno de um único objetivo: liberdade. Meu irmão disse que na semana passada ele falou pela primeira vez com seu vizinho muçulmano porque os dois se alistaram para fazer parte do comitê de segurança do bairro. Os coptas e muçulmanos finalmente parecem entender que eles não podem permanecer divididos caso queiram que o movimento de protesto tenha sucesso”, conclui Zekry.
Um imã entrevistado pela EuroNews enfatiza o clima de fraternidade vivido na “Praça da Libertação”: “Tenho de dizer algo: neste lugar onde durmo, muitas vezes meus irmãos cristãos me trazem cobertas durante a noite. Vi coisas fabulosas. Quero dizer ao presidente Mubarak que a única coisa boa que ele fez foi conseguir mostrar que o povo egípcio está unido, em uma só voz”.
O Egito conseguirá continuar vivendo esse clima de harmonia entre as religiões e união pelo bem comum? O tempo dirá.
“Nós amamos uns aos outros” diz o cartaz visto num protesto egípcio em favor da unidade religiosa. Foto publicada no Twitter por @Takver.
Fonte: Pavablog
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