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Domingo, 20 Mai 2012

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Família (7)

Qua, 02 de Março de 2011 16:42

Humanidade afastada de Deus caminha para a destruição e ruína

Publicado em Família Escrito pelo Administrador

Humanidade desviada de Deus caminha para ruína! Apostasia!
“O Espírito diz expressamente que, nos últimos tempos, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas,de hipócritas e impostores que, marcados na própria consciência com a infâmia,” (1Tm 4,1-2)

Uma das marcas fundamentais dos últimos dias é a apostasia, o afastamento de Deus , o desvio da palavra e da vontade do Senhor e na atualidade muitos tem seguido este caminho baseando-se em erros, engano, mentiras apregoadas na terra, que apregoa que este mundo é eterno e os bens permanentes ou até o ser humano imortal, porém tudo é perecível e passa, mas os homns não se apercebem disso e gastam sua vida sem darem a glória devida a Deus e sem solidificarem-se espiritualmente.
A estratégica do materialismo ser apregoado como algo de importância superior ao senhor é antiga, proede de faraó, que quando convocado por Deus para liberar o povo para oferecerem cultos ao Senhor, prontamente alegou que aquilo era falta do que fazer, pois uma pessoa ocupada jamais se preocuparia com estas coisas, e passou a impor escravidão maior aos israelitas visando ocupá-los e cansa-los a ponto de desgastados desistirem de buscar pela vida espiritual, porém percebam que o culto era somente um ponto baseado na grande obra que o /senhor iria fazer, pelo culto prestado Deus ia trazer a grande libertação ao povo, pelo louvor, adoração, ofertas dedicadas iria ocorrer obra eterna sobre eles, pois deus queria levá-los a uma terra que mana leite e mel, levá-los a usufruir de uma condição e de oportunidades que eles nunca experimentariam se não fosse pela benção do Senhor em suas vidas.
Exodo 5
1. Depois disso, Moisés e Aarão dirigiram-se ao faraó e disseram-lhe: “Assim fala o Senhor, o Deus de Israel: deixa ir o meu povo, para que me faça uma festa no deserto”.
3. Eles prosseguiram: “O Deus dos hebreus nos apareceu. Deixa-nos ir ao deserto, a três dias de caminho, para oferecer sacrifícios ao Senhor, para que não nos fira ele pela peste ou pela espada”.
4. O rei do Egito disse-lhes: “Moisés e Aarão, por que quereis desviar o povo do seu trabalho? Ide às vossas ocupações”.
5. E ajuntou: “O povo é, atualmente, numeroso, e vós o faríeis interromper seus trabalhos!”
6. Naquele mesmo dia, deu o faraó ao inspetor do povo e aos vigias esta ordem:
7. “Não fornecereis mais, como dantes, a palha ao povo para fazer os tijolos: irão eles mesmos procurá-la.
8. Entretanto, exigi deles a mesma quantidade de tijolos que antes, sem nada diminuir. São uns preguiçosos. É por isso que clamam: queremos ir oferecer sacrifícios ao nosso Deus.
9. Que sejam sobrecarregados de trabalhos ocupem-se eles de suas tarefas e não dêem ouvidos às mentiras que se lhes contam!”
10. Os inspetores e os vigias do povo foram dizer-lhes:
11. “o faraó manda-vos dizer que já não vos fornecerá palha; e que vós mesmos devereis procurá-la onde houver, mas nada se diminuirá de vosso trabalho”.
12. Espalhou-se, pois, o povo por todo o Egito para ajuntar restolhos em lugar de palha.
13. Os inspetores instavam com eles, dizendo: “Aprontai vossa tarefa diária, como quando se vos fornecia palha.”
14. Açoitavam até os vigias israelitas que os inspetores do faraó tinham estabelecido sobre eles. Diziam-lhes: “Por que não terminastes, ontem e hoje, como antes, o que se vos havia fixado de tijolos a fazer?”
15. Os vigias israelitas foram queixar-se ao faraó: “Por que, perguntaram eles, procedes desse modo com os teus servos?
16. Não se nos fornece mais a palha e se nos diz: fazei tijolos. E chegam até a nos açoitar (como se) teu povo estivesse em falta”.
17. O faraó respondeu: “Vós sois uns preguiçosos, sim, uns preguiçosos! É por isso que dizeis: queremos ir oferecer sacrifícios ao Senhor.
18. E agora, ao trabalho! Não se vos fornecerá a palha, mas deveis entregar a mesma quantidade de tijolos.”

O trabalho é uma benção de deus , mas a priorização do senhor é fundamental para gerar o milagre, a provisão, um sustento abençoado e a prosperidade para os filhos de Deus, porém a apostasia tem tomado conta da terra, e os homens ja nem se importam com o afastamento de Deus, com a ausencia por meses dos cultos de adoração, pela falta de dedicação, não se apercebem da negligencia, abandono e desmazelo que tem tratado a obra de Deus, mas ao contrário ensandecidos e enganados ainda se gloriam pelas suas muitas ocupações que não os permite ir a casa de Deus. Colocam-se como pessoas superiores e elevadas por não terem tempo para cultuar ou participar da obra de deus, não vendo que são enganados e iludidos escravos deste mundo perecível que nada vai lhes acrescentar senão por um período mas certamente os decepcionará:
“O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,17)
O ensino de Deus para a humanidade é, busque a deus primeiro e tudo será acrescentado na sua vida, pois na verdade tudo que você fizer depois da benção recebida é certamente vitória e conquista para sua vida, aquilo que você se desgastaria para colher por causa de Deus você abençoadamente será honrado, e o seu trabalho nunca será vão, mas para isso priorize Deus, não entre na apostasia apregoada pela terra:
“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo”. (Mt 6,33)
De ao Senhor o que lhe pertence, entegue a ele o louvor eo culto pois é Deus o teu criador e aquilo que compete ao mundo virá nas suas mãos:
“De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. (Mt 22,21)
A apostasia tem tomado conta da terra e tem gerado deformações terríveis no ser humano, deformações espirituais, morais e éticas irreparáveis e a cada geração o grau de decomposição moral é maior, pois há um desgaste total dos valores, uma total desvalorização dos conseitos sagrados, santos e divinos, veja o perfil dos habitantes da terra nos últimos dias:
“Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil.
Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons,traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus,ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tm 3,1-5)

Perceba é muito claro a apostasia, o afastamento de Deus gera consequências, e o mundo está preparado para o anti-Cristo, e este só poderá se manifestar quando esta apostasia tiver tomado grandes proporções como na verdade já tem tomado, pois somente desta forma ele será aceito e venerado:

“Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição,” (2Ts 2,3)

O Senhor tem convidado os seus para , se alimentarem do Pão que é a Palavra a Palavra gera fé , transformação, todavia os homens recusam tal grandiosidade, pois cegos por este mundo falível preferem ocupar-se com o que é perecível e destrutível:

Salmos 48 Bíblia Católica
Salmos 49 Bíblia Comum

7. Eles confiam em seus bens, e se vangloriam das grandes riquezas.
8. Mas nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate.
9. Caríssimo é o preço da sua alma, jamais conseguirá
10. prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte,
11. porque ele verá morrer o sábio, assim como o néscio e o insensato, deixando a outrem os seus bens.
12. O túmulo será sua eterna morada, sua perpétua habitação, ainda que tenha dado a regiões inteiras o seu nome,
13. pois não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate.
14. Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias.
15. Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada.
16. Deus, porém, livrará minha alma da habitação dos mortos, tomando-me consigo.
17. Não temas quando alguém se torna rico, quando aumenta o luxo de sua casa.
18. Em morrendo, nada levará consigo, nem sua fortuna descerá com ele aos infernos.
19. Ainda que em vida a si se felicitasse: Hão de te aplaudir pelos bens que granjeaste.
20. Ele irá para a companhia de seus pais, que nunca mais verão a luz.
21. O homem que vive na opulência e não reflete é semelhante ao gado que se abate.

Por isso Não haja como estes convidados , cheio de desculpas para não irem a presença do Senhor, um alegou que comprou um terreno, outro carros de boi e outro casamento, porém o Senhor da casa indignado mandou chamar mais e mais gente para festejarem com ele, todavia mesmo chamando muitos ainda ficou sobrando lugares, assim ocorre no reino de Deus, o Senhor tem festa, tem espaço , tem prosperidade e bençãos para o seu povo, porém estes preferem afastarem-se, orgulhosamente e astutamente envolverem-se em muitos embaraços, não se importam de estarem ausentes, de não buscarem , de não zelarem pela vida espiritual e a verdade é vai sobrar espaço, pois Deus tem lugar para todos os seus mas muitos ficarão de fora, pois preferiram amar este mundo, e não amaram a Deus:

“A estas palavras, disse a Jesus um dos convidados: Feliz daquele que comer o pão no Reino de Deus!”
Respondeu-lhe Jesus: Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas.
E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado.
Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado.
Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado.
Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir.
Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.
Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar. (Luc.14:15-22)

pois como loucos, acham que viverão eternamente e tudo lhes ira bem, mas enganam-se pois este muito é traiçoeiro e os dias são maus, no momento em que menos esperam são pegos de surpresa , por isso muitos desmaiariam de terror nos últimos dias (Luc.21) por isso tanta depressão, suicídio, mortes, assassinatos, crises pois a humanidade esqueceu-se de Deus e optou por contruir num terreno frágil e instável que é o mundo, e quando seus castelos de areia caem, eles não tem em quem se apegar, pois estão muito longe de Deus ou melhor muitos nem O conheceram, ababdone as justificativas, dÊ lugar para Deus em sua vida, pare de desculpas, honre ao Senhor e afirmo sua casa não será erquiga sobre a areia frágil, mas tudo que tiveres, estará debaixo da benção e não te atingirá, pois sua riqueza eterna estará sempre guardada e preservada com Deus, seu amor próprio, fé, amor e esperança…

“15. E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.
16. E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito.
17. E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita.
18. Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens.
19. E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te.
20. Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?
21. Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.” (Lc 12,15-21)

Todo aquele que wse prende a este mundo, ama-o mais do que a Deus, vai sofrer muito, pois este mundo é corruptível, não é estável somente Deus é eterno:

“Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida – não procede do Pai, mas do mundo”. (1Jo 2,15-16)

Não deixe para amanhã, busque a Deus agora, se posicione com o senhor hoje, amanhã pode ser tarde demais, ao invés de permaneceres bem hoje e amanhã mal, faça o contrário garanta um bom futuro na sua vida, pois ainda que hoje os dias estejamm dificeis mas com Deus presente no seu barco, a maior tempestade será detida e o mal não te destruirá, e no teu porvir viverás dias de graça e calma pela presença de Jesus:

“Mas, lembra-te de teu Criador nos dias de tua juventude, antes que venham os maus dias e que apareçam os anos dos quais dirás: Não sinto prazer neles;” (Ecl 12,1)

Dê glórias ao Senhor agora, antes que venham os dias maus, antes que venham as trevas e o mal te pegue de surpresa, ainda que Deus te ame muito ele assistirá em lágrimas a tua queda, pois foi opção tua, é o teu livre árbitrio, que lhe trará retorno , o egoísmo, orgulho, apostasia, frieza impossibilitou que ouvisses a voz de deus te dirigindo para um futuro melhor, levante-se agora e busque ao Senhor, adore-o, invoque-o e ele satisfará o desejo do seu coração:

“Dai glória ao Senhor, vosso Deus, antes que venham as trevas, e antes que tropecem os vossos pés nos montes tenebrosos. A luz que esperais será transformada em escuridão, pois que ele a converterá em noite profunda”. (Jr 13,16)
“Se não prestardes ouvidos, a minha alma derramará lágrimas em segredo por vosso orgulho, e meus olhos se fundirão em pranto, por causa da deportação do rebanho do Senhor”. (Jr 13,17)

“Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto”. (Is 55,6)

Raquel Camargo Fragoso
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2010
Código do texto: T2641945

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (‘Citar a autoria de Raquel Camargo Fragoso e o blog raquelfragoso.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas

 

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Por Raquel Fragoso

Amo a Deus sobre todas as coisas e defendo as verdades bíblicas de forma incondicional. raquelfragoso.blogspot.com
Qua, 02 de Março de 2011 16:40

Deus tem um tempo novo para a sua vida

Publicado em Família Escrito pelo Administrador

Não prenda-se ao passado, Deus te oferece um novo tempo

Depois do anoitecer vem o amanhecer
Depois do temporal vem à bonança
Depois do choro vem a paz

Percebemos que sempre foi assim,
depois de grandes e aparentes catástrofes,
vem um tempo de refrigério,
porém só vê quem vive para isto,
pois o desespero tende a tomar conta dos corações
tentando levá-los a precipitações e agonias sem fim,
mas quem persevera e confia em Deus viverá o novo tempo
de uma força plena e oposta a tanta “judiação”.

O termo judiar veio realmente depois de tantas tentativas de extermínio impiedoso do povo judeu e vemos Mordecai enviando cartas ao povo depois de terem superado a primeira inquisição ou o primeiro Hitler?? embora houve antes de Hamã outras tentativas de massacres, porém foram fracassadas.

Depois de mais uma tentativa de destruição do povo judeu, veio a oportunidade de Deus trazendo liberação de um novo tempo e Mordecai, um bom e fiel homem, soube bem o que significava sobreviver ás nuvens escuras e sombrias da vida… e declarou que a superação daquela fase tão difícil tinha alguns significados e deveria trazer algumas marcas na vida daquelas pessoas vitoriosas:

Ao contrário do que imaginamos, não eram marcas de medos, agressões, angústias, pavores ou tormentos mas marcas de maturidade, vejamos:

1) Sossego dos inimigos

O tempo de afronta, perseguição, humilhação e opróbrio tinha sido vencido e agora a nova fase significava paz e tranquilidade, sossego dos inimigos o fim de toda perturbação mental, emocional, espiritual.

2) Mudança de Tristeza em alegria

O tempo do choro e amargura tinha findado, agora para todos os que venceram e superaram haveria uma transformação de tristeza em alegria, de silêncio em cântico, de prostração em folguedo.

3) Mudança de luto em dia de festa

Acabara a pressão de morte, ameaças, afrontas e opressão findou este tempo agora o sentimento de morte seria transformado em festa, haveria festejos, comemoração, alegria e bem estar pois Deus lhes proporcionara vida ao invés de todo o mal que viam levantar-se contra si.

4) Dias de banquetes e de alegria

O tempo de escassez, falta e medo havia passado agora eles deveriam banquetear-se muitos após superarem suas dores e tormentas muitos ficam transpassados e olhando para trás gemem pelo que passaram , porém a ordem era banqueteiem-se de alegria, é assim que deve ser, não ficar chorando o tempo da dor mas festejar diante do novo tempo.

5) Dias de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres.

Além de poderem viver a fartura ao invés da escassez, deveriam partilhar desta libertação e alegria, deveriam comemorar e atingir as pessoas ao redor com este novo sentimento e alegria, não era só para que eles vivessem a cura, mas transbordassem este bem estar para todos que estivessem ao redor.

6) Dar dádivas aos pobres

Novo tempo chegou, e a todos pobres de espírito, todos os miseráveis que viviam sem vigor e força deveriam dar-lhes do alimento que tinham , e este alimento vai além do natural é o alimento espiritual.

Lembre-se que todas estas ordens de Mordecai vieram depois de um grande espanto, ameaça de destruição, muitas vezes poderíamos justificar a nossa apostasia, prostração, passividade, baseando-se em traumas, dores e marcas do passado, porém maior ameaça e afronta que este povo viveu é impossível, porém mesmo depois de tudo , não olhavam para trás, superaram , venceram os inimigos e comemoravam a nova fase.

Não prenda-se ao passado, ‘viva a cada dia’, não compormeta o teu hoje por causa do seu ontem, viva o presente e se já houve o fim do sofrimento e vitória se alegre em Deus e como Mordecai saiba que Deus te dá sossego dos inimigos, pare de buscar problemas, viva em paz, e fique em paz, mude a tristeza em alegria, pois o que passou passou e ficou para trás, mude o luto em festa, o tempo da opressão , do sentimento de fim, tragédia e morte serão vencidas agora regozije em Deus que tudo pode fazer, banqueteie-se, alegre-se e partilhe com todos ao seu redor deste momento bom e quanto aos pobres de espírito envolva-os com o teu amor, paz, prosperidade, proporcionando-lhes dias de cura.

Ester 9:21 ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos,22 como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres.

Guarde esse exemplo no seu coração, independente da dura batalha que tenhas que suportar, se sobreviveste é porque agora tens que se levantar e vive o novo tempo, os judeus entendiam isso, e depois de cada grande luta criavam uma nova festa comemorativa, a fim de agradecerem a Deus e ainda festejarem o poder a resistência e novidade de vida proporcionada pela chance de superarem a crise…

então levante-se não fique lamentando mais o passado, viva o hoje com alegria, e se o teu presente é de dor , seja forte e firme para vencê-lo afim de poderes comemorar a sua vitória amanhã, agora se já passante o vale da sombra da morte, se já superaste tua maior batalha não tenhas medo de ser feliz…

Haverá para ti paz, alegria, vida e prosperidade se creres.

Deus te abençoe !

Raquel Fragoso

Amo a Deus sobre todas as coisas e defendo as verdades bíblicas de forma incondicional. raquelfragoso.blogspot.com
Raquel Camargo Fragoso
Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2010
Código do texto: T2644937

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (‘Citar a autoria de Raquel Camargo Fragoso e o blog raquelfragoso.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas

 

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Por Raquel Fragoso

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Qua, 02 de Março de 2011 16:31

Cordão de Três Dobras

Publicado em Família Escrito pelo Administrador

A Bíblia diz em Eclesiastes 4.9-12 que “melhor é serem dois do que um”, mas termina falando sobre o cordão de três dobras e revelando que é melhor serem três do que dois. Fica implícito que a conta de uma terceira dobra no cordão está mostrando que o “time” aumentou.

“Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Eclesiastes 4.12)

Salomão afirma que se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. Isto mostra que um cordão dobrado oferece maior resistência. Porém, ao acrescentar-se uma terceira dobra, ele fica ainda mais resistente! Se há benefícios em ser dois, há muito mais em ser três!

Como já afirmamos, Salomão não fez esta afirmação direcionada exclusivamente ao casamento; ele fala de relacionamento de um modo geral. E, em qualquer relacionamento, a terceira dobra poderia ser mais uma pessoa. Porém, quando examinamos a revelação bíblica acerca do casamento, descobrimos que, no modelo divino, deve sempre haver a participação de uma terceira parte. E isto não fala da presença de algum filho e nem tampouco de um (abominável) triângulo amoroso! Fala da participação do Senhor no casamento.

A presença de Deus é a terceira dobra e deve ser cultivada na vida do casal. Adão e Eva não ficaram sozinhos no Éden, Deus estava diariamente com eles e, da mesma forma como idealizou com o primeiro casal, Ele quer participar do nosso casamento também!

Vemos esta questão do envolvimento de Deus na união matrimonial sob três diferentes perspectivas:

1. Deus como parte do compromisso do casal;

2. Deus como fonte de intervenção na vida do casal;

3. Deus como modelo e referência para o casal.

UMA DUPLA ALIANÇA

Como já afirmamos no primeiro capítulo, o casamento é uma aliança que os cônjuges firmam entre si e também com Deus. O Senhor, através do profeta Malaquias, referiu-se ao casamento como sendo uma aliança entre o homem e a sua mulher:

“Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança”. (Malaquias 2.14)

A esposa foi chamada por Deus como “a mulher da tua aliança”, o que deixa claro qual é o enfoque bíblico do casamento. Esta aliança matrimonial não é apenas uma aliança dos cônjuges entre si, mas do casal com Deus. O matrimônio, portanto, é uma dupla aliança. Malaquias diz que Deus se faz presente testemunhando a aliança do casal. O mesmo conceito também nos é apresentado no livro de Provérbios:

“Para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus”. (Provérbios 2.16,17)

Novamente as Escrituras condenam o abandono ao cônjuge, pois neste texto, assim como em Malaquias, a infidelidade é abordada. Nesta situação, é a mulher quem foi infiel ao amigo de sua mocidade e é chamada de alguém que se esqueceu da aliança do seu Deus. A palavra “aliança”, neste versículo de Provérbios, fala não apenas da aliança entre os cônjuges, mas da aliança deles com Deus. Fala da obediência que alguém deve prestar à Lei do Senhor e também se refere ao matrimônio como uma aliança da qual Deus quer participar.

No Antigo Testamento vemos Deus, por intermédio de Moisés, seu servo, entregando a Israel dez mandamentos que se destacavam de todos os demais. Eles foram chamados de “as palavras da aliança”:

“E, ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras”. (Êxodo 34.28)

Um destes mandamentos mostra que preservar o casamento não é apenas uma obrigação da aliança contraída entre os cônjuges; é parte da aliança firmada com o próprio Deus: “Não adulterarás” (Êx 20.14). As ordenanças do Senhor foram escritas (incluindo a ordem de não adulterar) e o livro onde foram registradas passou a ser chamado de “o livro da aliança”:

“Moisés escreveu todas as palavras do Senhor… E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos. Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras.” (Êxodo 24.4a,7,8)

Portanto, o casamento é uma dupla aliança; é uma aliança dos cônjuges entre si, mas também é uma aliança de ambos com Deus. Logo, o Senhor está presente na aliança, no compromisso do casamento. Esta é uma das formas em que Deus pode ser a terceira dobra no relacionamento conjugal.

EDIFICAR COM A BÊNÇÃO DE DEUS

Outra forma como Deus pode e quer participar no casamento é podendo intervir, agir em nossas vidas e relacionamento conjugal. Não temos a capacidade de fazer este relacionamento funcionar somente por nós mesmos; aliás, temos que admitir nossa dependência de Deus para tudo, pois o Senhor Jesus Cristo mesmo declarou: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). A Palavra de Deus nos ensina que precisamos aprender a edificar com a bênção de Deus, e não apenas com nossa própria força e capacidade:

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Salmo 127.1)

“Edificar a casa” é uma linguagem bíblica para a construção do lar, não do prédio em que se mora. Provérbios 14.1 declara que “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba”. Isto não quer dizer que temos uma mulher “pedreira” e outra “demolidora”, pois o texto fala do ambiente do lar e não de um edifício físico.

Há ingredientes importantes para edificação da casa (Pv 24.3), mas o essencial é cultivar diária e permanentemente a presença de Deus.

PARECIDOS COM DEUS

Uma outra maneira como Deus se torna parte em nosso casamento é como modelo e referência para nossas vidas. O Senhor é o padrão no qual devemos nos espelhar!

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” (Efésios 5.1)

O Novo Testamento revela com clareza que o plano divino para cada um de nós é conformar-mo-nos com a imagem do Senhor Jesus Cristo:

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8.29)

As Escrituras declaram que fomos “predestinados” (destinados de ante-mão) para sermos conformes à imagem de Jesus! Cristo é nosso referencial de conduta; o apóstolo João declara que “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1 Jo 2.6). O apóstolo Pedro afirmou que devemos seguir os Seus passos, o que significa: caminhar como Ele caminhou (1 Pe 2.21). A transformação que experimentamos na vida cristã é progressiva (a Bíbia chama “de glória em glória) e tem endereço certo: tornar-nos semelhantes a Jesus (2 Co 3.18).

O Senhor Jesus atribuiu ao “coração duro” o grande motivo da falência do matrimônio (Mt 19.8). As promessas de Deus ao Seu povo no Antigo Testamento eram de um transplante de coração (Ez 36.26); o Senhor disse que trocaria o coração de pedra (duro, da natureza humana decaída) por um coração de carne (maleável, com a natureza divina). A nova natureza deve afetar nosso casamento. Se Deus passar a ser o modelo ao qual os cônjuges buscam se conformar, certamente se aproximarão um do outro e viverão muito melhor!

Pense em dois cônjuges cristãos manifestando as nove características do fruto do Espírito (Gl 5.22,23): “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. Se manifestarmos a natureza de Deus, andaremos na plenitude do propósito divino para os relacionamentos.

Cresci ouvindo meu pai dizer (e aplicar em relação ao casamento) o seguinte: “Quando duas coisas se parecem com uma terceira, forçosamente serão iguais entre si”. Ele dizia que se o marido e a mulher vão se tornando parecidos com Deus, então eles ficam mais parecidos um com o outro. No ano de 1995, quando eu era ainda récem-casado, eu vi num curso do “Casados Para Sempre”, ministrado pelo Jessé e Sueli Oliveira (hoje presidentes nacionais do MMI – Marriage Ministries Internacional), uma ilustração interessante: um triângulo que tinha na ponta de cima palavra “Deus” e nas duas de baixo as palavras “marido” e “esposa”. Nesta ilustração eles nos mostraram que quanto mais o marido e a esposa subiam em direção a Deus, mais próximos ficavam um do outro. Nunca mais eu a Kelly esquecemos este exemplo.

Quero falar de apenas três (entre muitos) valores que encontramos na pessoa de Deus e que deveríamos reproduzir em nossas vidas. Certamente muitos casamentos podem ser salvos somente por praticar estes princípios: amar, ceder e perdoar.

Amar

Se Deus será parte de nosso casamento como modelo e referência, então temos que aprender a andar em amor, uma vez que as Escrituras nos revelam que Deus é amor (1 Jo 4.8). A revelação bíblica de que Deus é amor não foi dada apenas para que saibamos quem Deus é, mas para que nos tornemos imitadores d’Ele:

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” (Efésios 5.1,2)

Há diferentes palavras usadas no original grego (língua em que foram escritos os manuscritos do Novo Testamento) para amor: “eros” (que retrata o amor de expressão física, sexual), “storge” (que fala de amor familiar), “fileo” (que aponta para o amor de irmão e/ou amigo), e “ágape” (que enfoca o amor sacrificial). Quando a Bíblia fala do amor de Deus, usa a palavra “ágape”; este é o amor que devemos manifestar! Ao escrever aos coríntios, o apóstolo Paulo ensina como é a expressão deste amor:

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13.4-7)

Se imitarmos a Deus e manifestarmos este tipo de amor, as coisas certamente serão bem diferentes em nosso matrimônio!

Ceder

A grande maioria das brigas e discussões gira em torno de quem está certo, de quem tem a razão. Muitas vezes, não vale à pena ter a razão; há momentos em que a melhor coisa é ceder, quer isto seja agradável, quer não! Observe o que Jesus Cristo nos ensinou a fazer:

“Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.” (Mateus 5.39-41)

Se seguirmos a Deus, como nosso modelo e referencial, e aos seus princípios, o casamento tem tudo para funcionar. O matrimônio não é um desafio por causa da pessoa com quem convivemos, e sim porque este convívio suscita nossa carnalidade e egoísmo e mostra quem nós somos! A dificuldade não está no cônjuge e sim em nossa inaptidão em ceder. Se amadurecermos nesta área, nossa vida conjugal definitivamente colherá os frutos.

Perdoar

Se imitarmos nosso modelo e referencial, que é Deus, e perdoarmos como Ele perdoa – como um ato de misericórdia e não de merecimento, incondicional e sacrificialmente – levaremos nosso relacionamento a um profundo nível de cura, restauração e intervenção divina. A instrução bíblica é muito clara em relação a isto:

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4.32)

Concluindo, sem Deus (presente, intervindo e como nosso referencial) no casamento será impossível viver a plenitude do propósito divino para o matrimônio. Mesmo um casal que nunca se divorcie, viverá toda sua vida conjugal aquém do plano de Deus; por melhor que pareça sua relação matrimonial aos olhos humanos, ainda estará distante do que poderia e deveria viver.

Por Luciano Subirá

Fonte: Orvalho

Qua, 02 de Março de 2011 16:24

É Melhor Serem Dois Do Que Um

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Após a conclusão de cada etapa da criação, vemos nas Escrituras que o Senhor Deus reconhece que aquela obra feita era algo bom (Gn 1.10,12,18,21,25,31). A única declaração de teor diferente acontece quando Deus olha para o homem que estava sozinho e afirma: “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). A sabedoria divina condena o isolamento e nos ensina as bênçãos do companheirismo:

“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Provérbios 18.1).

Viver sozinho, salvo exceções como nascer “eunuco” (com este dom) ou se fazer “eunuco” pelo Reino de Deus (por uma situação onde não é permitido um novo casamento), não é o ideal de Deus para todo o homem (Mt 19.12). A Bíblia diz que “melhor é serem dois do que um”, o que deixa isto bem claro:

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.”  (Eclesiastes 4.9-12)

O rei Salomão, instrumento divino para nos trazer estas palavras, não estava falando especificamente sobre o casamento; ele falava sobre um exemplo de unidade que cabe num relacionamento de amigos, de parceiros de trabalho e ainda outros. E embora estas palavras não se apliquem exclusivamente ao matrimônio, este princípio bíblico também não exclui, em hipótese alguma, a relação conjugal. E é dentro deste contexto, da vida do casal, que queremos buscar entender não apenas o texto em si, mas como estas verdades se relacionam com outras declarações bíblicas acerca do casamento. O escritor de Eclesiastes menciona quatro áreas onde o companheirismo faz toda a diferença e justifica a afirmação de que é melhor serem dois do que um. São elas:

1) Parceria   -   2) Suporte   -   3) Cuidado   -   4) Proteção

Sem estas quatro expressões de companheirismo talvez fosse melhor declarar que é melhor ser um do que dois, uma vez que os “benefícios”que justificam esta afirmação deixaram de estar presentes. Queremos refletir um pouco sobre cada um deles.

PARCERIA

O primeiro benefício mencionado na declaração bíblica de que é melhor serem dois do que um é que os dois terão “melhor paga do trabalho”. Isto fala de duas coisas: da parceria nas conquistas e de sinergia, que é o resultado desta parceria.

Primeiramente queremos analisar a visão de parceria e como isto se encaixa na união matrimonial. A mulher foi criada por Deus para ser uma auxiliadora idônea, capaz (Gn 2.18). Isto significa que o homem não foi criado por Deus para conquistar sozinho e, somente depois, partilhar o “despojo” com sua esposa. Mesmo tendo a responsabilidade de provedor, o homem precisa viver a relação de parceria em cada conquista no casamento. Deus reconheceu que o homem precisaria de ajuda e, ao criar a mulher a fez com toda capacidade de prover ajuda!

Isto fala não só das conquistas materiais e geração de renda. Embora a palavra hebraica traduzida como “paga do trabalho” seja “sakar” – que significa “soldo, salário, pagamento” – ela também tem o significado de “recompensa”. O casamento é uma parceria contínua! Desde a procriação, cuidado, provisão e educação dos filhos até os ganhos materiais e financeiros o casal deve caminhar em parceria. Mesmo sendo o cabeça do lar e tendo a responsabilidade final nas decisões, o esposo deve ouvir os conselhos de sua esposa e incluí-la em seus projetos.

Se cada um quiser viver por si, como se fossem dois solteiros dividindo a mesma cama e o mesmo teto, não poderão dizer que é melhor serem dois do que um. A beleza da parceria, além do companheirismo e cumplicidade nas conquistas, pode também ser vista nos resultados. Melhor paga do trabalho não significa um salário que é dobrado para depois ser repartido entre os dois; isto não faria a menor diferença! Se cada um sozinho ganha quatro mil reais e pode ficar com tudo para si, qual é a vantagem de juntarem suas rendas que, totalizadas, chegam a oito mil reais e depois dividi-la em dois voltando ao resultado inicial? A verdade é que, juntos, mesmo repartindo, o casal conquista mais! Por exemplo, se cada um sozinho produz uma renda de quatro mil reais, mas juntos conseguem produzir doze mil reais (em vez de só os oito mil reais que conseguem sozinhos), então temos uma sinergia. Em vez de somar resultados, a parceria os multiplica! Isto é sinergia e vemos este princípio na Bíblia:

“Como poderia um só perseguir mil, e dois fazerem fugir dez mil, se a sua Rocha lhos não vendera, e o Senhor lhos não entregara?” (Deuteronômio 32.30)

“Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. Para vós outros olharei, e vos farei fecundos, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco.” (Levítico 26.7-9)

Falando das batalhas que o povo de Israel iria travar ao entrar na terra Prometida, Moisés, da parte de Deus, fala aos hebreus que um deles perseguiria mil, mas dois juntos não somariam os resultados para dois mil, mas o multiplicariam para dez mil! Também afirma que cinco perseguiriam a cem (o equivalente a vinte pessoas por perseguidor), mas cem perseguiriam a dez mil (o equivalente a cem pessoas por perseguidor). Isto é sinergia. Tanto em um exemplo como no outro vemos que neste tipo de parceria os resultados não se somam, se multiplicam. Podemos trazer este princípio para o planejamento familiar, para a criação dos filhos, para o trabalho e conquistas materiais e, não só para a dimensão natural, mas também para a espiritual: a vida de oração do casal.

Tenho aprendido a incluir a participação de minha esposa em tudo que faço. Desde o planejamento financeiro e decisões que precisam ser tomadas nesta área até as questões do ministério; a Kelly participa na forma como prego e ensino (antes, na preparação, e depois, na avaliação), como conduzo as reuniões ministeriais e a vida da Igreja, em minhas viagens (mesmo quando não pode me acompanhar faz a retaguarda de oração)… Sou muito grato a Deus por me permitir viver em parceria com minha esposa!

Porém, se os cônjuges decidem viver cada um por si, sem a dimensão de parceria proposta nas Escrituras, não poderá se dizer que é melhor serem dois do que um… Reveja estes valores em seu casamento. Não deixe de buscar viver esta poderosa parceria. O casamento não é apenas duas pessoas que decidiram viver juntas, é o ato de construírem juntos uma vida!

SUPORTE

Outra característica importante do companheirismo e que valida a afirmação de que é melhor serem dois do que um, é o suporte. A Escritura Sagrada declara que “se caírem, um levanta o companheiro”. Nos momentos de altos e baixos que enfrentamos, o que está melhor ajuda o outro. Encorajamento, apoio, suporte, são essenciais a união matrimonial.

Muitas pessoas entram com a motivação e expectativa errada no matrimônio; elas entram na aliança matrimonial pensando muito mais em receber do que em oferecer algo. Esperam que o cônjuge, ou mesmo a própria relação, façam-nas felizes. Porém, como já afirmamos, o fato é que não nos casamos com o único propósito de sermos felizes, mas primeiramente, para fazermos o cônjuge feliz (Dt 24.5). A Palavra de Deus nos ensina que o homem casado deve agradar a sua esposa e vice-versa (1 Co 7.33,34).

É correto esperar receber suporte do seu cônjuge, mas antes de esperar receber (ou mesmo cobrar esta atitude), devemos oferecer suporte! Estamos falando dos padrões de Deus para o casamento e não do matrimônio segundo o mundo. Portanto, espera-se dos cônjuges cristãos um comportamento que demonstre maturidade cristã. E esta maturidade nos faz compreender que dar é mais importante do que receber (At 20.35).

Em sua carta aos coríntios, Paulo declara que “o amor não busca os seus próprios interesses” (1 Co 13.5). Escrevendo aos filipenses, o apóstolo também ensina o crente a não olhar só para si, mas para os outros, e afirma o seguinte:

“Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.” (Filipenses 2.4)

O Senhor Jesus também nos ensinou (não só com palavras, mas principalmente por seu exemplo) acerca da virtude de servir em vez de apenas buscar ser servido:

“Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Marcos 10.42-45)

A maioria das queixas dos casados contra o próprio cônjuge são cobranças do que o outro deveria ter feito. Infelizmente, somos egoístas demais e focados no próprio umbigo! Contudo, quando em vez de somente querer ser servidos, colocamos nossos cônjuges à frente e passamos primeiro a servir, alimentamos um outro ciclo onde nossos cônjuges, em vez de também apenas cobrarem, passarão a também nos servir com alegria. Não é fácil colocar o outro à frente de seus sonhos, projetos e vontades!

Lembro-me que na ocasião em que o Israel – nosso primeiro filho – nasceu a Kelly entrou numa crise enorme. Estávamos casados há dois anos e meio nesta ocasião, mas a Kelly havia saído de casa e mudado para a nossa cidade cerca de um ano antes do casamento; portanto já estava há pelo menos três anos e meio morando longe dos pais. A distância de quase setecentos quilômetros entre nossa casa e a casa dos meus sogros, somada à uma certa limitação financeira dos primeiros anos de casado, não nos permitia vê-los com tanta frequência como gostaríamos, mas mesmo assim a Kelly nunca deixou de me apoiar e de sustentar a mesma declaração que Rute fez à sua sogra Noemi:

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rute 1.16)

De repente, após o nascimento do Israel, minha esposa começou a demonstrar sinais de tristeza por estar tão longe do restante da família (dela e minha, pois meus pais moravam numa cidade próxima à dos pais dela). Ela dizia que havia se dedicado em me apoiar e acompanhar e que nunca havia se arrependido disto, mas que partia o coração dela saber que o nosso filho iria crescer longe dos avós e do restante da família. Conversamos e oramos acerca disso várias vezes e a situação parecia somente se agravar.

Um dia, tive uma conversa séria com ela; disse que percebia que ela não estava conseguindo superar aquilo, embora continuasse se esforçando muito para me apoiar. Expliquei que, embora ela não reclamasse nem pedisse para nos mudarmos, era evidente que, naquele momento, seu coração não estava mais ali na cidade. Então declarei a ela que, em função do que ela estava enfrentando, eu estava disposto a deixar o pastorado daquela igreja para nos mudarmos para mais perto da cidade dos nossos pais, uma vez que, depois de Deus, a família é nossa maior prioridade. A Kelly se alarmou com minha sugestão e disse que não queria atrapalhar meu ministério. Retruquei que eu poderia exercer o ministério onde quer que estivesse, que já tínhamos uma boa equipe ministerial naquela igreja, e que não havia me mudado para lá afim de ficar ali para sempre. Mesmo assim, ela preferiu orar mais e buscar ao Senhor antes de qualquer decisão precipitada e, acabou entendendo da parte de Deus que não era a hora de nos mudarmos e que o Senhor traria graça e ela venceria aquela crise, como de fato aconteceu.

Mesmo não tendo nos mudado, naquele dia a Kelly percebeu que meu compromisso com ela era bem maior do que ela imaginava. Foi algo parecido com o sacrifício que Deus pediu a Abraão; ainda que ele não tenha chegado ao ponto de imolar Isaque, soube-se que ele teria ido até o fim. Esta foi a minha primeira experiência no casamento onde realmente enxergamos a importância de oferecer suporte um ao outro. Eu faria qualquer coisa para apoiar minha esposa e vê-la feliz; ela, por sua vez, lutava com sua crise não querendo me tirar do propósito divino e achando que, mesmo em meio à lutas e dificuldades, deveria estar ao meu lado a qualquer preço.

Penso que se tivéssemos agido de forma egoísta, com ela lutando para estar perto dos pais e eu lutando pelo meu ministério, nossa relação, em vez de consolidada como foi, teria sofrido um sério desgaste. Oferecer suporte ao cônjuge é algo de um valor imensurável. Se trouxermos este padrão de conduta cristã ao nosso casamento tudo será diferente! Porém, se os cônjuges decidem apenas esperar (ou mesmo cobrar) por suporte da parte do outro, então não poderá se dizer que é melhor serem dois do que um…

Reveja estes valores em seu casamento. Nunca deixe de ser um instrumento divino de apoio e fortalecimento, de consolo e amparo ao seu cônjuge!

CUIDADO

O texto de Eclesiastes também afirma que “se dois dormirem juntos, se aquentarão”. Acredito que isso fala – dentro do contexto da união matrimonial – de levar calor para a vida do companheiro, ajudá-lo a superar os desconfortos da vida, bem como promover pequenas alegrias e cuidados.

Um casal “brigado” normalmente não gosta de dormir junto, porque este é um ato de intimidade. Na minha primeira semana de casado, a Kelly brincou comigo acerca disso. Ela me falou que a mãe dela a havia aconselhado antes de casar, dizendo: “Aconteça o que acontecer, não importa o desentendimento que um dia você e o Luciano possam vir a ter, nunca saia do quarto!”E quando eu ia elogiar a sabedoria da minha sogra ao dar este conselho, ela terminou com a seguinte frase: “Se alguém tiver que sair do quarto, que seja ele! Você, minha filha, defenda o seu território!” Nós rimos juntos da brincadeira, mas decidimos desde aquele dia vigiar para que isto não viesse a acontecer de fato. A Palavra de Deus nos adverte:

“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o Sol sobre a sua ira, nem deis lugar ao diabo.” (Efésios 4.26,27)

Isto significa que um casal nunca deve deixar a ira durar até o dia seguinte; pelo contrário, os cônjuges devem se reconciliar antes de dormir! Mas por que a tendência de um casal que se desentende é dormir separado? A verdade é que dormir junto fala de intimidade. Também fala do leito do casal e da sua vida sexual. O conceito de amor e intimidade de um casal está fortemente associado ao quarto e à cama. E este tipo de cuidado mútuo não pode faltar. Porém, aquecer um ao outro é algo que, no casamento, fazemos não só de modo literal, sob cobertas, mas também no âmbito emocional. São conversas, expressões de carinho por meio de palavras, presentes e atitudes que não permitem que o coração do cônjuge se esfrie.

Cuidado não é só prover e arrumar a casa; também fala de coisas pessoais de um para o outro, dos pequenos mimos, de tudo aquilo que mostra que o cônjuge se importa de fato. Quando isso falta, a relação se deteriora, e então, sem estes valores, acabamos tendo que dizer que é melhor ser um do que dois. Reveja a importância do cuidado mútuo em seu casamento. E faça valer a afirmação “é melhor serem dois do que um”.

PROTEÇÃO

O texto de Eclesiastes ainda revela que “se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão”. Isso fala de proteção, defesa mútua, cobertura recíproca. Quando as batalhas surgem, o casal deve aprender a se unir e resistir juntos. Há muitos tipos de lutas e de inimigos que tentam prevalecer contra nós. Uma delas, é a batalha que é continuamente travada no reino espiritual contra todo cristão (e matrimônio):

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.” (Efésios 6.11-13)

Paulo escreve aos efésios advertindo acerca da realidade da batalha espiritual, mostra claramente quem é o inimigo e revela que, para oferecer resistência, o cristão deve se revestir da armadura de Deus (que é detalhada nos versículos 14 a 17). Mas depois de falar das armas é que ele ensina como se trava esta batalha:

“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. (Efésios 6.18)

A oração não é apresentada como uma arma. O ato de orar é a própria guerra onde entramos munidos de toda a armadura de Deus. O primeiro nível de resistência que um casal deve aprender a oferecer é mediante a oração. Temos que cobrir a vida de nosso cônjuge de oração; devemos fazer guerra contra o inimigo (e as circunstâncias) por meio da oração!

Recordo-me de certa ocasião em que o entendimento da necessidade deste tipo de batalha pelo cônjuge ficou, na prática, muito claro para mim. No nosso primeiro ano de casado, a Kelly enfrentou uma luta que vencemos em oração. Certo dia saí cedo de viagem para voltar no fim da tarde do mesmo dia. Por conta de um atraso causado pelo tráfego da rodovia, liguei para casa para dizer a minha esposa que chegaria depois do previsto, o que me faria ir direto para a igreja, uma vez que era dia de culto. Quando pedi que fosse me encontrar na reunião, a Kelly disse que preferia não ir ao culto, pois não estava bem. Perguntei o que ela estava sentindo, posto que pela manhã, quando saí de viagem, ela estava bem. Ela me falou de sintomas físicos, mas também de uma grande batalha emocional e espiritual que passara a sentir no fim da tarde e que não entendia o que era aquilo nem porque estava acontecendo. Senti que deveria orar com ela por telefone mesmo e, travei batalha contra as forças das trevas, abençoei a vida dela, intercedi e desliguei o telefone. Ela me contou depois do culto que estava deitada quando eu orei por ela; de repente, um calorão começou a percorrer seu corpo e fazê-la suar e os sintomas desapareceram completamente. Fiquei espantado quando voltei para casa e ela me mostrou os lençóis e o travesseiro completamente molhados! A Kelly testemunhou que foi imediatamente curada no corpo e que toda nuvem de opressão desapareceu enquanto eu orava por ela. Isto nos fez levar mais a sério a realidade da batalha espiritual que travamos e a importância de cobrirmos de oração a vida um do outro. Gosto de um exemplo bíblico que mostra alguém lutando por outro em oração:

“Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.” (Colossenses 4.12 – ARC)

A palavra grega traduzida como “combatendo” neste versículo é “agonizomai” e, conforme o Léxico da Concordância de Strong, significa: “entrar em uma competição, competir com adverários, lutar, esforçar-se com zêlo extremo, empenhar-se em obter algo”. A versão KJA (King James Atualizada) traduziu como “guerreando”, a versão Atualizada de Almeida escolheu esta palavra como “esforça-se sobremaneira”, a e a versão Revisada optou por “sempre luta por vós”.

Além da batalha espiritual, que travamos por meio da oração, há outros níveis de resistência a oferecer. É a guerra contra a sensualidade e as propostas de envolvimento sexual ilícito, cujo apelo é cada dia maior. Já nos dez mandamentos, na Antiga Aliança, temos dois mandamentos que envolvem a saúde matrimonial: 1) “não adulterarás” e 2) “não cobiçarás a mulher do próximo”. Portanto, percebemos que Deus sempre tratou disso como uma área que requer cuidado. O apóstolo Paulo advertiu os irmãos de Corinto:

“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” (1 Coríntios 7.5)

A Bíblia diz que Satanás, como tentador, vai tentar explorar as brechas que os cônjuges dão nesta área. Reconheço, porém, que esta batalha não se trava somente com oração e que o tipo de resistência que o casal deve oferecer contra os ataques sensuais envolve cuidar e suprir as necessidades físicas um do outro. Um cônjuge suprido emocional e sexualmente não estará exposto a este tipo de ataque como aquele que tem sido negligenciado nesta área. Há uma declaração no Livro de Provérbios que nos mostra isto:

“A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.” (Provérbios 27.7)

O casal deve lutar junto, e não um contra o outro. Talvez um dos tipos de defesa que deva ser praticado pelo marido e mulher seja o de proteger ao cônjuge de si mesmo. Muitas vezes existem ataques verbais (e emocionais) que ferem profundamente ao cônjuge e ainda entristecem ao Espírito Santo:

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.” (Efésios 4.29-31)

O matrimônio é o mais profundo laço de relacionamento, supera o dos filhos com seus pais, por isso o homem deixa pai e mãe para se unir à sua mulher (Gn 2.24). Contudo, muitos cônjuges erram deixando haver interferência dos pais no relacionamento. Devemos honrar ao pais, isto é bíblico, mas quando os pais (ou sogros) começam a atacar e implicar com seu cônjuge, penso que você deve protegê-lo (a menos que ele esteja realmente insistindo no pecado). Ao longo dos anos de ministério pastoral tenho visto muitos problemas e mágoas causados por esta falta de cuidado e proteção.

Neste nível de relacionamento, a cobertura recíproca é importantíssima. Nunca descubra seu cônjuge a quem quer que seja; não exponha as fraquezas dele, não o critique em público. Proteja-o de ser ferido emocionalmente!

Estes são ingredientes importantíssimos para um relacionamento: parceriasuportecuidadoproteção. Sem eles não dá para dizer que é melhor serem dois do que um! Se não trouxermos estes valores e práticas para nossa relação conjugal, então, tristemente teremos que reconhecer que é melhor ser um do que dois. Negligenciando estas práticas acabaremos por concluir que era melhor ter ficado solteiro. E muitos casados estão tentando viver sob o mesmo teto como se ainda fossem solteiros; isto tem que mudar, caso contrário, seu relacionamento estará condenado.

Paulo disse aos coríntios: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisiti das coisas próprias de menino”(1 Co 13.11). Parafraseando a afirmação do apóstolo, poderiamos dizer: “quando eu era solteiro, falava como solteiro, sentia como solteiro, pensava como solteiro; quando cheguei a ser casado, desisiti das coisas próprias de solteiro”.

Por: Luciano Subirá

Fonte: Orvalho

Sex, 18 de Fevereiro de 2011 13:14

O destruidor de lares

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Embora raramente identificado, o pecado do egoísmo é o culpado responsável por quase todos os problemas, tristezas, miséria e divisões que ocorrem no lar. Uma das marcas dos “tempos difíceis” sobre a qual Paulo profetizou era que os homens seriam egoístas (2 Timóteo 3:1-2). E, como é triste quando os maridos e as esposas subordinarão as necessidades da família às preferências pessoais, pensando nos termos do egoísmo:

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O que eu quero, o que eu gosto, meus direitos, meus interesses, e minha felicidade. Pensar de tal modo é praticamente a garantia de tempos difíceis no lar. Mas poucas pessoas vêem o egoísmo como um problema pessoal.

Como H.W. Beecher disse, “O egoísmo é aquele vício detestável que ninguém perdoará nos outros, e ninguém está sem ele dentro de si.” É nossa inclinação a nos vermos como as vítimas do egoísmo em vez de culpados.
Como uma esposa infeliz sobre a qual li recentemente foi ouvida dizendo, “Meu marido não mostra nenhum interesse no que eu faço. Tudo que importa a ele é o que ele faz naquele lugar – seja lá onde é – que ele trabalha!” Tal atitude pode descrever-nos mais do que nós queremos admitir. Como o povo de Deus, nós não somos ignorantes a respeito dos dispositivos de Satanás (2 Coríntios 2:11), de como o pecado é enganoso, nem de seu poder cegante. Por isso, por mais remoto e improvável que possa parecer, nós devemos ver a possibilidade de egoísmo nas nossas próprias vidas! Como o filho pródigo, cada um de nós deve cair em si para superar a si mesmo (Lucas 15:17). Como Paulo disse, “Examinai-vos a vós mesmos…” (2 Coríntios 13:5), teste seus motivos com honestidade absoluta pois ninguém pode lidar com um problema que não admita que tenha.
Negar a si mesmo é uma das primeiras lições a ser aprendida pelo seguidor de Cristo (Mateus 16:24). Nada é mais fundamental para a obediência e justiça. Sem isso, nenhum homem pode verdadeiramente amar sua esposa como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25). Como o amor de Cristo sacrificou a si mesmo para a igreja, assim deve ser o amor do marido para sua esposa. É um amor que dá sem egoísmo. Sem isso, as esposas não podem ser submissas a seus maridos, assim com ao Senhor (versículo 22). O mesmo espírito que leva à submissão ao Senhor deve levar à submissão entre o marido e a esposa. Ser o que o Senhor quer que eu seja significa ser o que devo ser com meu cônjuge. O egoísmo, então, é um pecado contra o homem e Deus – e, muitas vezes, contra os filhos.

Conseqüentemente, criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6:4) envolve negar a si. Por exemplo, criar os filhos para o céu leva tempo. O egoísmo rouba esse tempo precioso de muitos filhos – sob um pseudônimo, para ter certeza. Ocupado demais, cansado demais, para falar e responder perguntas, para ler a Bíblia, para orar com eles, para levá-los aos cultos. Mas, talvez o que seja pior são aqueles filhos que sofrem porque os pais egoístas dividem o lar em vez de negar a si. É quase impensável que alguns negociariam uma família boa pelo prazer próprio; por uma garrafa, por um amante, pelos “bons tempos”. No entanto, continua a acontecer, até em alguns que alegam ser cristãos. Dessas formas, e de outras até ainda mais sutil, o egoísmo é um grande destruidor de lares. Que Deus possa nos ajudar a removê-lo das nossas vidas.

Por Dan S. Shipley
Fonte: Padom

Seg, 14 de Fevereiro de 2011 14:24

Criando Crianças que Confiam em Deus

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Salmo 78:1-8

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{Um Masquil de Asafe}Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade. Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do SENHOR, assim como a sua força e as maravilhas que fez. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pós uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos. E não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

Ai de nós, se algum dia nos tornarmos tão fixados no bem-estar dos nossos filhos que perdemos nossa paixão por resgatar nossos vizinhos perdidos e alcançar as nações perdidas. É surpreendente, porém verdade o que Jesus disse em Mateus 19:29: “E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” Nós temos que aceitar o fato que deixar filhos por causa de Jesus pode não ser pecado.

Nossos filhos não são o que temos de mais valioso

Nossos filhos não são o nosso maior valor. Cristo é o que temos de mais valioso. E o chamado de Cristo relativiza duas grandes ordenanças da criação. Uma é o casamento e a outra é a paternidade/maternidade. Na criação Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só… deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:18,24). Mas o apóstolo Paulo disse aos coríntios que ele desejava que todos fossem como ele – a saber, solteiro – para poder devotar-se completamente a Deus (1 Coríntios 7:7, 35). Então, é bom estar casado. Sim, mas por causa das quebras dentro do reino de Deus nestes últimos dias, pode ser até melhor estar solteiro. Ele concorda que cada um tem o seu dom (1 Coríntios 7:7). Assim, é bom ser casado. Sim, mas por causa da perseguição ao reino de Deus nesses últimos dias, pode ser ainda melhor ser solteiro.

O mesmo acontece com criação de filhos. Salmos 127:3 diz que os filhos são uma “herança” preciosa e uma “recompensa.” Gênesis 1:28 diz o que devemos fazer: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a.” Sim, mas isso também não é absoluto. Se casamento não é fundamental, a criação de filhos não pode ser também. Se a perseguição ao reino de Deus relativiza o ideal do casamento e torna o ser solteiro uma estratégia crucial e que exalta a Cristo, o mesmo se dá com a criação de filhos. Haverão estratégias ordenadas por Deus, que exaltam a Cristo e que avançam o Reino, para pais que não estão fissurados em ideais de conforto, segurança oportunidades e excelência pedagógica para os filhos. Haverá dias, Jesus diz (em Mateus 19:29), quando “por minha causa” vocês deixarão filhos. E sem dúvida ao deixar, você sentirá que a situação de lar ideal está sendo perdida. E está! Mas Deus é capaz de fazer mais do que sonhamos com as dolorosas circunstâncias criadas por seguir este chamado radical. “Vezes cem” é a palavra que ele usa. “Vezes cem” (hekatontaplasiona)!

Menciono isso só para dizer novamente: Ai de nós, se algum dia nos tornarmos tão fixados no bem-estar dos nossos filhos que perdemos nossa paixão por resgatar nossos vizinhos perdidos e alcançar as nações perdidas.

Mas tendo dito isso, ouçamos o que o nosso Deus nos ordena concernente aos nossos filhos na comunidade do Novo Pacto chamada a Igreja.

Crianças e a Comunidade do Novo Pacto

Há aqueles que acreditam que as crianças que nascem em famílias de crentes são membros da comunidade do pacto. Esse é o motivo dos presbiterianos e outros na comunidade Reformada (com os quais temos muito em comum) batizarem seus bebês. Cremos, todavia, que isso é um malentendido da natureza da comunidade do Novo Pacto.3 Acreditamos que a comunidade do Novo Pacto é criada pelo segundo nascimento, e não pelo primeiro. Portanto, o sinal do pacto, o batismo, é dado àqueles que nascem do Espírito numa família espiritual, não àqueles que nascem da carne dentro numa família física.

João o Batista ordenou àqueles que já tinham sido circuncidados na comunidade do Antigo Pacto que fossem batizados como um sinal de entrada numa nova comunidade espiritual de pessoas arrependidas. Cremos que isso é o que Jesus continuou e ordenou. Essa foi a razão de Pedro levantar-se em Pentecostes e dizer aos 3.000 judeus circuncidados: “Arrependei-vos e sejam batizados.” A comunidade do Novo Pacto (a igreja) não é algo para a qual você possa nascer segundo a carne. Você deve nascer pelo Espírito. A evidência desse novo nascimento é a fé e o arrependimento, e o sinal colocado sobre ele pela igreja, em nome de Deus, é o batismo.

Assim, como os nossos filhos se encaixam dentro da comunidade do Novo Pacto chamada igreja, se eles não são membros em virtude do nascimento físico? A forma como eu colocaria é algo assim: os filhos dos cristãos são queridos protegidos da comunidade do Novo Pacto. Eles são guardados por uma tutela espiritual, aguardando o dia em que eles despertarão para a fé em Cristo. A ligação deles com uma família cristã, no nível natural, exige uma comunidade-orfanato no nível espiritual. Muitas obrigações especiais, claras e bíblicas nos liga aos nossos filhos, não porque sejam membros do pacto antes de terem fé, mas porque Deus nos deu um mandato especial para conduzi-los à fé.

Nascer numa família do Novo Pacto não faz da criança um membro da comunidade do Novo Pacto; faz da comunidade do Novo Pacto o tutor espiritual da criança.

Qual é o nosso chamado como pais e Igreja?

O que prepara o palco agora para o mandato dessa tutela. O que Deus requer de nós? Qual é o nosso chamado como pais e como comunidade de cristãos para com os nossos filhos? A razão pela qual podemos ir agora ao livro dos Salmos para a resposta é que há coincidência suficiente entre o Antigo e o Novo Pacto, que as mesmas coisas cruciais são requeridas em ambos. Assim, deixe-nos sumarizar o propósito de Deus para os pais e para a igreja a partir de Salmos 78:4-7. Há seis estágios em nosso chamado que vejo nesses versículos.

1. A Preeminência e Centralidade de Deus

Ele começa primeiro com Deus.

Versículo 4b: “Contaremos as gerações vindouras os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que tem feito.”

Toda criação de filhos e educação cristã começa com Deus. Há uma realidade última e imutável, a saber, Deus. Tudo o mais em criação e educação de filhos procede dele. Tudo o mais é para ele. Ele é o princípio, o fim e o centro da criação e educação. Ele é a coisa principal em como você educa, ensina e disciplina as crianças. Tudo começa com Deus e é erigido sobre Deus, e tudo deve ser moldado por ele. Se há uma memória que nossos filhos devem ter das nossas famílias e nossa igreja é esta: devem lembrar-se de Deus. Deus era o primeiro. Deus era o centro. Havia uma paixão pela supremacia de Deus em todas as coisas.

2. Um Depósito Fixo da Verdade de Deus

O segundo estágio em nosso chamado como pais e como uma comunidade do pacto é que há um depósito fixo da verdade de Deus no mundo.

Versículo 5: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel.”

Deus tem testificado e ensinado. A palavra hebraica traduzida como “lei” (Torah) significa “ensino.” Deus tem testificado e ensinado. E nós temos esse testemunho e ensino num livro, a Bíblia. A Bíblia é a forma que Deus, a realidade última e importantíssima, revela-se a nós com clareza e autoridade hoje. Se Deus é mais importante que qualquer outra coisa, então a Bíblia é mais importante que tudo além de Deus. As implicações disso para a criação de filhos e tutela do Novo Pacto são espantosas.

1. Significa que a Bíblia será o sol no sistema solar de tudo o que ensinamos aos nossos filhos. Não será um entre muitos livros. Será o livro central, que a tudo permeia. Os outros livros são planetas escuros; a Bíblia é o sol que emana luz. Todos os outros livros serão lidos à luz deste livro. Todos os livros serão julgados por este livro. Todos os livros encontrarão sentido na cosmovisão construída por este livro. O que significa que este livro deve ser conhecido primeiro e conhecido melhor que todos os outros livros.

2. A segunda coisa que significa para nós o fato de Deus ter testificado e ensinado num livro é que há um depósito fixo da verdade a ser passado a cada geração. Paulo diz a Timóteo para “guardar o bom depósito que tinha sido confiado” a ele (2 Timóteo 1:14). Esta é a tarefa dos pais, bem como da comunidade pactual como um todo: guardar o depósito sagrado. Preservá-lo e transmiti-lo a cada geração.

3. Ensinando

O terceiro estágio no nosso chamado como pais e comunidade é o ensino.

Versículo 5: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, as quais coisas ordenou aos nossos pais que as ensinassem a seus filhos.”

Somos ordenados a ensinar o testemunho de Deus aos nossos filhos. Não é suficiente preservar o depósito da verdade num livro, e falar para eles que está lá. Somos ordenados a ensinar. Efésios 6:4 diz: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e instrução do Senhor!” Instrução! Devemos instruí-los no testemunho e ensino de Deus.

Aqui está uma enorme implicação educacional: visto que o testemunho e a instrução de Deus estão num livro, isso significa que iremos trabalhar para ensinar nossos filhos a ler. De fato, entre “leitura, dissertação e aritmética”, a leitura será de suprema importância. E a leitura não é algo simples: inclui reconhecimento de idéias que são conectadas a símbolos. Inclui compreensão de como tais idéias se encaixam na mente de um autor para criar uma mensagem. Inclui pensamento sobre se aquela mensagem é verdadeira ou não. Nunca cessamos de aprender a como ler. Há sempre oportunidade para melhoramento na forma como lemos. E o incentivo principal para crescer e melhorar nossa leitura é que o infinitamente glorioso Deus, que fez todas as coisas e que nos ama e planeja o nosso futuro, testificou e ensinou num livro.

4. Crianças Aprendem e Entendem

O quarto estágio em nosso chamado como pais e igreja é que nossos filhos devem conhecer o testemunho e o ensino de Deus — conheça-o suficientemente bem para passar à próxima geração. Do nosso ensino vem o conhecimento deles.

Versículo 6: [Nós ensinamos] “para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos.” Você poderia pensar que esse ponto é quase o mesmo que o anterior. Mas não é. Ensino não é o mesmo que aprendizado e conhecimento. E a distinção é importante por pelo menos duas razões.

Uma é que não podemos forçar os nossos filhos a aprender. Podemos ensinar. Mas não podemos fazer que eles entendam. Entendimento é uma coisa preciosa. O tipo de conhecimento que Deus tem em mente aqui é mais que mera memória ou conscientização mental crua. Entendimento é examinar a beleza real da verdade e abraçá-la pelo tesouro que é. Pais e igreja não podem fazer com que isso aconteça. Podemos fazer o nosso melhor colocando Deus no centro e amando, orando e ensinando. Mas no fim, há um abismo entre ensino e entendimento que só Deus pode fazer com que nossos filhos atravessem.

A outra razão para enfatizar a diferença entre nossa tarefa de ensinar e a responsabilidade deles de entender é que o restante do propósito de Deus para os nossos filhos origina-se a partir desse entendimento. Os dois estágios finais do nosso chamado são fruto desse estágio de entendimento.

5. Filhos Colocam a Confiança Deles em Deus

Então, o quinto estágio em nosso chamado é que nossos filhos coloquem sua confiança em Deus.

Versículo 7: “Para que pusessem em Deus a sua esperança.”

Deus testificou e ensinou que haveria um depósito de verdade confiável, o qual poderíamos ensinar aos nossos filhos para que eles conheçam e abracem — por quê? Para que possam colocar a sua confiança em Deus.

O objetivo de toda educação verdadeira é aprofundar e alargar a confiança em Deus. Isso é o que impede que o aprendizado leve ao orgulho — ou deveria impedir. Todo aprendizado e conhecimento verdadeiro revelam que somos dependentes de Deus e devemos depender dele ou perecer. Conhecimento que conduz à auto-suficiência ao invés de dependência em Deus, não é conhecimento verdadeiro, mas conhecimento defeituoso. É como um arqueologista que encontra um belo quadro antigo, mas esconde-o numa caixa trancada e viaja por toda parte fazendo conferências em quão brilhante ele foi ao descobri-lo; mas nunca o tirando para que todos o admirem, para que a beleza do tesouro original não diminua o seu empreendimento próprio em encontrá-lo.

O objetivo de todo conhecimento é ter confidência em Deus. Esperança em Deus. Confiança em Deus. Deus é o princípio e o fim de toda educação. Mas há um estágio final em nosso chamado como pais e igreja para com os nossos filhos.

6. Uma Vida de Obediência

Nossa confiança em Deus, firmada no conhecimento do testemunho e ensino de Deus, deve conduzir a uma vida de obediência.

Versículo 7: “Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos.”

Quando nossos filhos colocam a confiança em Deus, eles seguirão os mandamentos de Deus. A obediência externa não será conformidade legalista às pressões e expectativas externas. Será o fruto de confiança interna — não confiança própria, mas em Deus.

A razão da obediência externa a Deus ser o objetivo final da criação de filhos é porque ela externaliza a glória de Deus — e esta é a razão pela qual o universo foi criado. Estado interno de mente, não importa quão bom, não manifesta, revela ou exterioriza a dignidade de Deus. Mas quando nós e nossos filhos somos tão confiantes em Deus que prazerosamente obedecemos às demandas de Deus por amor e justiça, então a beleza, dignidade, sabedoria, amor e justiça de Deus resplandecem no mundo. E esta é a razão pela qual o mundo foi criado — para que o conhecimento da glória de Deus encha a terra assim como as águas cobrem o mar (Habacuque 2:14).

Conclusão

Concluo com uma sugestão para a nossa igreja. Creio que uma implicação desse chamado sêxtuplo é um novo tipo de parceria entre igreja e pais. Pais são os agentes primários de Deus nesse chamado. Mas nenhum pai pode fazer tudo isso sem a ajuda de outros. Por isso escolas existem e todos os outros esforços educacionais existem na igreja.

  • Pais precisam de ajuda para manter viva uma visão teocêntrica da criação de filhos.
  • Pais precisam de uma profunda confiança em Deus.
  • Pais precisam de motivação para perseverar ano após ano.
  • Pais precisam de encorajamento quando tudo parece dar errado.
  • Pais precisam de um descanso de vez em quando do desgaste de criar filhos.
  • Pais precisam de ajuda para reduzir o Livro de Deus em porções essenciais, transferíveis e de acordo com a idade das crianças.
  • Pais precisam de ajuda no ensino de assuntos e habilidades onde eles carecem de experiência e tempo.
  • Pais precisam de reforço comunitário da verdade e de padrões morais.
  • Pais precisam de soluções para problemas difíceis trazidos pelos filhos.
  • Pais precisam de camaradagem para compartilhar a sabedoria acumulada.
  • Pais precisam de correção quando outros podem ver que algo está errado, mas eles não.
  • Pais precisam de oração porque no final Deus é o Grande Professor.

Criação de filhos é a coisa principal para filhos sob Deus; mas Deus quer que essa criação aconteça numa comunidade do pacto que ajude a suprir o que os pais necessitam. E ele quer, por outro lado, que os pais — e pessoas solteiras — sustentem e moldem o ministério da comunidade do pacto para com as crianças.

  • Pais e solteiros que ensinem,
  • Pais e solteiros que supervisionem,
  • Pais e solteiros que cantem,
  • Pais e solteiros que planejem e coloquem em prática atividades para as crianças,
  • Pais e solteiros que abram a porta de suas casas,
  • Pais e solteiros que sejam exemplo em tudo o que estamos almejando na missão educacional.

Convido você a orar comigo sobre essa nova parceira em nossa igreja — que a próxima geração possa colocar a sua confiança em Deus.

Fonte: http://www.desiringgod.org/

Qua, 02 de Fevereiro de 2011 21:50

O Casamento, um projeto da graça de Deus

Publicado em Família Escrito pelo Administrador

No livro do profeta Oséias, no capítulo 4 e verso 6 está escrito:

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“ O meu povo perece por falta de conhecimento!” Oséias 4:6

Os sentimentos mais nobres que norteiam o matrimônio estão baseados no amor mútuo, no companheirismo e na lealdade, seguidos de um compromisso de vida à dois. Por esse ângulo entendemos que o amor sem compromisso vale tanto quanto o ódio. O nosso Deus é Deus de propósitos. Por isso ao estabelecer o casamento, instituiu três propósitos básicos para mantê-lo:

TRÊS PROPÓSITOS BÁSICOS

* QUE O CASAL SEJA UMA UNIDADE

Ao unirem-se em matrimônio o marido e a mulher passam a ser uma só carne, como está escrito no evangelho. Respondeu-lhe Jesus: “ Não tendes lido que o Criador os fez homem e mulher desde o princípio, e que ordenou: por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e unir-se-á a sua mulher e serão os dois uma só carne. Portanto o que Deus uniu, não separe o homem”. Esse é o princípio que deve ser praticado pelo casal. O Senhor Jesus, em sua oração sacerdotal pede que sejamos um, assim como ele é com o Pai. ( João 17:11-21) O apóstolo Paulo reafirma que os maridos devem amar as suas esposas como Cristo amou a Igreja. (Efésios 5: 25,26), e que as esposas devem amar os seus maridos como a Igreja deve ser dedicada a Cristo. Este princípio ensinado por Cristo, leva-nos a entender que quando o esposo trata a esposa com amor verdadeiro, à maneira de Cristo, esse facilita para que as esposas lhe sejam submissas. Quando as esposas aceitam a submissão ao marido – não como escravas, mas como companheira tornam fácil os maridos amarem suas esposas. O desejo de Deus para um casamento abençoado, é sobretudo que exista um perfeito equilíbrio, pois apesar de serem uma só carne, é necessário que exista respeito a individualidade de cada um.

* QUE O CASAL SEJA FELIZ

Um dos princípios bíblicos é que devemos viver intensamente a vida conjugal com alegria. O livro de cantares de Salomão dá-nos esse exemplo, mostrando toda beleza de um relacionamento ideal entre o homem e a sua mulher. O amor definido no livro de Cantares não mostra um sentimento passageiro com relação a tudo que traz prazer e poesia ‘a vida, quando diz: “ É melhor do que o vinho” e “ Do teu amor nos lembraremos mais que o vinho, não é sem razão que te amam”. O vinho, aqui descrito é apenas uma alegoria, e o que o autor deseja exprimir nessa comparação é uma efusão de alegria que deve existir num relacionamento conjugal abençoado por Deus (Cantares 1:2 e 1:4) O amor conjugal deve ser como um banquete de almas, uma celebração de alegria pelo prevalecer de dois seres sobre o egoísmo indômito, adversário daqueles que desejam ser apenas um. Esta alegoria representada pelo vinho, em Cantares, é a mais bela expressão que o casamento pode representar.

* QUE O CASAL SEJA MULTIPLICATIVO

Deus quer que os filhos venham ao mundo numa atmosfera de alegria e amor e sejam eles os frutos do amor. Os filhos, à medida que vão crescendo, vão se espelhando na vida diária dos seus pais; sentindo alegria quando esses mostram alegria, felicidade e proteção, mas sobretudo amor quando vêem isso neles.

O PRIMEIRO CASAL A EXPERIMENTAR A GRAÇA DE DEUS

O maravilhoso relato sobre o relacionamento de Deus para com o ser humano, e de um ser humano para o outro, se encontra logo nos primeiros capítulos da Bíblia Sagrada. (Gênesis 1:26-28) Também a narrativa de sua criação segundo a imagem e semelhança de Deus. (Gen. 2:22). A mensagem do texto mostra claramente que Ele a criou a mulher cuidadosamente, com propósitos específicos. Adão, fora criado do pó da terra, mas Eva, de sua costela. Vejamos que Eva , tirada da costela de Adão, dá-nos a nítida certeza de que fora criada para ser sua companheira e adjutora.
A primeira reação de Adão ao despertar-se do sono foi:

“Esta é afinal, ossos dos meus ossos e carne da minha carne” . ( Gênesis 2:23)

Observe que Adão não disse: Ótimo! Agora terei alguém para recolher as coisas que deixarei espalhadas, fazer as tarefas do lar ou me servir em tudo o que precisar! O texto ainda acrescenta:

“ Por isso deixará o homem o seu pai e a sua mãe e se unirá a sua mulher e serão os dois, uma só carne”.(Gênesis 2:24).

No projeto da graça de Deus estava previsto que eles deveriam respeitar a individualidade um do outro, entendendo que eles próprios seriam a expressão mais pura do amor e satisfação de Deus para toda a humanidade. O casamento sob a graça divina é aquele que vive sob o serviço e a dependência de Deus.

O DESLIZE PARA FORA DO PROJETO DE DEUS

Num instante tudo mudou para Adão, Eva e também para toda a humanidade. Momentos antes eles se encontravam em plena comunhão com o Criador, e dependiam totalmente D’Ele, mas agora suas vidas estavam completamente mudadas, e o pecado fazia-os sentir vergonha e impulsionava-os para se esconderem entre os arbustos. Daí em diante todo o projeto de se tornarem uma só carne acabou, transformando-se em mútuas acusações. Quando eles estavam na dependência de Deus, era ELE que supria todas as suas necessidades, mas agora, um olhava para o outro, buscando em seu companheiro, o preenchimento de suas carências.
Quando a serpente convenceu-os de que poderiam se tornar como Deus, ela omitiu o fato de que a partir dai eles jamais receberiam seus favores e da mesma forma que poderiam fazer o que quisessem, também deveriam suprir mutuamente suas necessidades.
O Pai amoroso, agora, mesmo desejando, não poderia ajuda-los, determinando assim o que chamamos hoje de: “A queda do homem”.

MOSTRAS DE RELACIONAMENTOS DESVIRTUADOS

Três pontos básicos nos mostram como esses acontecimentos nos afetam como maridos e esposas nos dias de hoje:

* Sentiram medo de Deus e esconderam-se D’Ele.
* Sentiram vergonha um do outro.
* Acusaram-se mutuamente.

Tudo isso ocasionou no que identificamos como “Maldição”. Como conseqüência do pecado da mulher, Deus disse: “ O teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”
A culpa pelo fracasso trouxe à tona o sentimento de egoísmo da mulher que lançou a responsabilidade sobre o diabo, que a enganou. Adão por sua vez acusou sua companheira. Isso passou a ser um procedimento normal até os dias de hoje. Buscar culpados pelo nosso fracasso é comum em toda a sociedade, fazendo disso temas inesgotáveis para sociólogos, psicanalistas, médicos terapeutas, e indo pelos caminhos místicos para resolver seus problemas.
A “Maldição”, sobre o homem foi:

“Maldita será a terra por tua causa; com dor comerás dela todos os dias. Espinhos e cardos também ela te produzirá; comerás a erva do campo, e do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra, de onde fostes tomado, porque és pó e para o pó te tornarás”. (Gen. 3:18,19)

Desde então o homem tem procurado satisfazer-se no trabalho nos desejos carnais, recebendo em conseqüência infindáveis conflitos e angustias. Tudo o que deveria ser canalizado para Deus, agora canaliza-se em sua satisfação pessoal e na defesa de sua família.

RELACIONAMENTOS REGIDOS PELA MALDIÇÃO

A vida humana quando regida pelo ego e essencialmente pecaminosa, criando um círculo vicioso de causas e efeitos, tornando o ser humano num ser essencialmente egoísta. Tudo começou em Adão. No plano original de Deus, o casal deveria dominar mutuamente sobre tudo, mas após a queda, tanto o homem quanto a mulher, assumiram o comando de suas vidas; empreendendo uma luta constante de auto-libertação. Relacionamento regido pela maldição é quando um procura dominar o outro para satisfazer o ego. Todas as pessoas que vivem sob a regência da maldição é egoístas; buscando sempre satisfazer os seus próprios desejos em detrimento do outro.
O verdadeiro objetivo do egoísta estará sempre acobertado sob sutilezas e artimanhas extremamente egocêntricas. Vejamos:
1.Quero que meus filhos estejam sempre bem arrumadinhos por causa do que os outros possam pensar de mim.
2.Meu cônjuge deve estar sempre bem vestido para que as pessoas tenham uma boa impressão de mim.
3.Tenho que demonstrar minha autoridade sobre o meu cônjuge para que todos me respeitem.
4.Se o meu cônjuge não fizer as minhas vontades, o que vão pensar de mim?
Com esse tipo de procedimento percebe-se que as atitudes dos envolvidos são profundamente egocêntricas, e a auto estima passa a ser negativa.

EFEITOS DA REGENCIA MALDITA

1.Sensação de estar sendo sufocado.
2.Insatisfação, estresse e amargura.
3.Desânimo de viver e desejo de buscar soluções em outros relacionamentos.
4.Sensação de perda de liberdade.
5.Sentimento de culpa pela infelicidade do cônjuge.
6.Mal-de-Caim, ou seja sensação de estar sendo acusado e de todos os fracassos e culpas.
7.Insegurança.

COMPREENDENDO OS PROPÓSITOS DA UNIÃO MATRIMONIAL
Em princípio os maiores causadores de esgotamentos e desânimo nos relacionamentos, somos nós mesmos. Empreendemos uma tarefa muito além de nossas capacidades para realiza-la. O efeito sempre tem gosto amargo. Para que um relacionamento tenha êxito, em primeiro lugar devemos compreender que o ser humano é especial diante de Deus, e que somente o Senhor tem capacidade para transforma-lo. Prova é que quando Deus criou a raça humana, Ele não a fez completa, ou a humanidade toda em um só momento. Tudo começou com apenas uma semente. Ele criou no princípio uma só pessoa, depois outra, até formar uma família. E após forma-la, disse: Crescei, multiplicai, enchei a terra e dominai. (Gênesis 1:28)

EXERCÍCIOS PRÁTICOS
Ao tomar conhecimento da Graça de Deus, o primeiro passo a ser dado, naturalmente deve ser o de tomar posse do seu direito nela. Observem atentamente alguns princípios que vão ajudá-los quando vocês o declararem juntos:

1)O Senhor Jesus Cristo restaurou o nosso direito de ser livre, por isso, o Senhor Deus vai nos atender! (João 8:32)
2)Senhor Deus suprirá todas as nossas necessidades em glória por Jesus Cristo! (Filipenses 4:19)
3)Não somos nós mais quem vivemos, mas Cristo vive em nós e é o seu propósito que sejamos felizes juntos.
4)Senhor Jesus Cristo levou sobre si todas as nossas culpas e pecados passados e em suas pisaduras somos sarados, por isso nossa família é uma bênção! (Isaias 53:10)
5)Podemos todas as coisas naquele que nos fortalece. (Filipenses 4:13)

Autor: Pedro Almeida
Coordenador Nacional Ministério de Casais da Igreja Quandrangular
www.minacq.com.br e www.centraldepregadores.com.br/pedro-almeida/
Fonte: Estudos Gospel

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