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Domingo, 20 Mai 2012
Fé

Fé (30)

Seg, 14 de Março de 2011 14:07

E o amor se esfriará

Publicado em Escrito pelo Administrador

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”
Mateus 24.12

A centenas de anos o mundo já tem vivido guerras e rumores de guerras. Vemos o “ser humano” sendo reduzido a condição de coisa, objeto.

Qual seria o valor do ser humano hoje? Ou qual seria o preço pra ser um humano?!

A profecia liberada por Jesus no texto supra citado, nos diz que o amor de MUITOS, mas não o amor de TODOS. É sua função, é sua obrigação, faz parte da sua identidade aquecer o amor dentro de você.

Nestes dias vimos aqui no Rio de Janeiro, umas das maiores atrocidades dos últimos tempos: Uma criança sendo assassinada pela amante de seu pai, a sangue frio, sem remorso ou culpa alguma.

Os jornais assim o noticiaram:

“A mulher que confessou ter assassinado a menina Lavínia, de seis anos, se revelou uma pessoa fria e “muito dissimulada” nas duas vezes em que prestou depoimento à polícia, segundo afirmou nesta quinta-feira (3) o delegado substituto da delegacia de Campos Elíseos (60ª DP), Luciano Zahar.

Horas após ter asfixiado Lavínia até a morte em um quarto de hotel no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Luciene Reis, de 24 anos, chorou ao negar que jamais teria coragem de sequestrar uma criança.”

“Luciene, que é mãe de três meninas de dois, quatro e sete anos, confessou na última quarta-feira (2) à polícia ter sufocado Lavínia por cerca de oito minutos com um travesseiro. Como a criança ainda se mexia, Luciene a enforcou com um cadarço de tênis para se certificar de que estava morta.”
Fonte: Noticias.r7.com

Uma mulher simplesmente entrou em uma casa, sequestrou uma criança, levou a um motel, asfixiou-a a ponto de a deixar irreconhecível. Tudo isso por que? Dinheiro? Ciúmes? Loucura?

Quanto vale um ser humano? Quanto vale uma vida?

Quanto vale a vida de seus familiares que você não vê ou continua evitando por causas de erros e dores passadas? Quanto vale a vida do seu vizinho que só te causa problema? Quanto vale a vida do motorista de ônibus que você pega e sempre reclama?

Quanto vale a sua vida?

É hora de pensarmos, pois Jesus pagou muito por cada uma delas.

É hora de avivarmos o amor dentro de nós.

A profecia liberada por Jesus no texto supra citado, nos diz que o amor de MUITOS, mas não o amor de TODOS. É sua função, é sua obrigação, faz parte da sua identidade aquecer o amor dentro de você.

NEle, o mestre e maestro do AMOR.

Por Felipe Heiderich | Gospel+

Seg, 14 de Março de 2011 13:50

O Grande Doador

Publicado em Escrito pelo Administrador

I-Deus deu-nos o seu filho
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna” João 3.16.

As Boas Novas é o foco deste versículo. O amor de Deus não é estático ou egoísta; alcança e atrai os outros. Aqui, percebemos que Deus estabeleceu o exemplo do verdadeiro amor. Quem ama alguém está disposto a dar-se gratuitamente, a ponto de sacrificar-se a si mesmo.

II- Com Ele nos dá todas as coisas

“Aquele que nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como não nos dará com Ele todas as coisas” Romanos 8.32.O Filho de Deus foi entregue para morrer em nosso lugar e com sua morte expiou a culpa do nosso pecado, abrindo novamente o caminho para Deus, dando-nos a vida eterna! Por isso Paulo prossegue em Romanos 8.32, exclamando com alegria: “…porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”

Este é realmente um presente de rei, um presente que nos foi dado quando Jesus tornou-se homem, sem o qual estaríamos perdidos. Jesus “se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl 1.4). Os nossos presentes terrenos sempre são apenas símbolos do nosso apreço por alguém. Mas Deus, ao contrário, deu-se a Si mesmo “integralmente”. Ele realmente investiu tudo para a nossa salvação.

III- É Ele que dá a todos a vida e a respiração

“Nem tão pouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida a respiração e todas as coisas” Atos 17.25.

Ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais. Jó nos afirma que: o sopro do todo poderoso me dá vida. Só temos uma vida para viver porque Ele nos deu. E aquele que nos deu vida nos ensina que a vida que ele tem pra nós nasce da morte do eu. Mt 10.39 diz que “quem quiser achar a vida perdê-la-á e quem perder a vida por minha causa achá-la-á”, ou seja, a vida que Ele tem para nos dar nasce da morte. Se só há vida nEle e queremos viver essa vida, precisamos morrer. (Ex: Lc 12:15.21). Só há possibilidade de vida para o peixe na água. Só há possibilidade de vida para o homem em Deus.

IV- Deus deu o Espírito Santo

“E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu aqueles que lhe obedecem”Atos 5.32.
Se não houver verdadeira obediência a Cristo, nem busca sincera da justiça do seu Reino, é falsa a afirmação de quem diz ter a plenitude do Espírito Santo. O Pentecoste sem o senhorio de Cristo é impossível, porque o Espírito Santo é dado somente aqueles que vivem na obediência da fé. Em Romanos 1.5 Paulo nos afirma que a natureza da fé salvífica deve ser determinada pelo seu propósito inicial, a saber, unir nossa vida com Deus através de Jesus Cristo, em amor, devoção, gratidão e obediência.

V- Deus nos deu a vida eterna

“E o testemunho é este: que Deus nos deus a vida eterna; e esta vida está em seu filho”I João 5. 11.

Jesus é tudo o que você precisa. Você não precisa esperar pela vida eterna, porque ela começa no momento em que você crê. Você não precisa trabalhar por ela, porque já é sua. Você não precisa se preocupar, porque recebeu a vida eterna do próprio Deus – está garantida. Apenas mantenha-se fiel ao Senhor.

Conclusão

Todos os povos devem ouvir o Evangelho, porque a vida eterna está no Filho de Deus e não se pode recebê-la, nem tê-la de nenhuma outra forma. Ele é o único caminho e a vida. A vida eterna é a vida de Cristo Jesus em nós. Nós a possuímos quando mantemos vital comunhão com Ele pela fé. Em João 15. 4 nos diz: “Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dá fruto, se não estiver na videira, assim também vós se não estiverdes em mim”

Márcio Andrade

Qua, 02 de Março de 2011 16:44

O bom pastor

Publicado em Escrito pelo Administrador

“O Senhor é o meu pastor nada me faltará.” (Salmo 23.1)

A figura do pastor é essencial na vida das ovelhas, pois elas dependem dele para tudo, Para guia-las aos pastos, para leva-las ate a água, para defende-las das feras etc.

Nós não somos diferentes das ovelhas em relação as nossas necessidades, somos inteiramente dependente do nosso pastor Jesus para tudo, pois sem ele o que será de nós ? Nas horas mais difíceis de nossas vidas ele se faz presente, e supre nossas necessidades não deixando nada faltar, nas enfermidades ele nos socorre coloca-nos em seus braços e sara nossas feridas, às vezes nos desgarramos mais ele vem e resgata para junto de se, nos momentos que as feras (pecado tenta destruir-nos ele vai e as enfrentam e livra-nos da morte (ver. Jo. 10.11) ele foi disposto a da sua própria vida para que não perdêssemos a nossa.

Nada nunca faltara para todo aquele que confiar no Senhor Jesus cristo, que em suas mãos entregar os seus problemas. (ver Fp. 4.11-13).

Quando nada nos falta tudo nos contenta, quando as faltas são preenchidas com a presença do bom pastor (Jesus), aprendemos a conviver com a fartura e com a falta de ter o que comer, com a saúde e com as doenças, pois temos em nossa frente o bom pastor que ira suprir toda a nossa necessidade, que nos faz sentirmos fortes mesmo quando estamos fracos, que nos faz vencer, pois somos vencedores, ovelhas protegidas pôr Jesus Cristo o bom pastor. (ver Jo. 10.11;14-16).

Valmir 02/2011

 

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Por valmir ferreira

um homem que gosta de estudar a palavra do Senhor, que a mais de dez anos congrega na PIB lote 92 em jaboatao Pernambuco. pai de 4 lindos filhos, presente de Deus.
Qua, 02 de Março de 2011 16:35

A Herança dos Santificados

Publicado em Escrito pelo Administrador

No ano de 2008, começamos em Curitiba, Paraná, um evento anual direcionado especificamente a pastores e líderes, com o nome “Casa de Zadoque”. O evento nasceu e foi denominado a partir da mensagem que eu compartilharei aqui. A essência desta mensagem é a relação entre a conquista e a consagração. Ao instruir o profeta Ezequiel sobre um novo Templo e sobre como deveria ser feita a distribuição da herança ao redor do lugar de adoração (o novo Templo), o Senhor deu honra e herança especial aos que Ele mesmo chamou de “sacerdotes santificados”.

Há uma herança especial, reservada aos ministros comprometidos com Deus. Através do profeta Ezequiel, vemos o Senhor destacando uma linhagem sacerdotal que cumpriu o seu dever e não se extraviou – os filhos de Zadoque:

“Será para os sacerdotes santificados, para os filhos de Zadoque, que cumpriram o seu dever e não andaram errados, quando os filhos de Israel se extraviaram, como fizeram os levitas.”  (Ezequiel 48.11)

Tudo o que alcançamos em nosso relacionamento com Deus (e também no ministério) está direta e proporcionalmente ligado à dimensão do nosso compromisso e entrega. A nossa santificação determinará não apenas quão longe iremos e o quanto conquistaremos, mas também o que conseguiremos manter e preservar depois dessas conquistas.

Os integrantes desta linhagem sacerdotal – os filhos de Zadoque – foram destacados por Deus como “sacerdotes santificados” (poderíamos ainda chamá-los de “ministros comprometidos” com o Senhor). Para compreendermos esta linhagem e o seu valor aos olhos de Deus, é preciso retroceder muito no tempo desta narrativa bíblica para entendermos um processo que teve início com a palavra de juízo que o Senhor pronunciou contra a casa do sumo sacerdote Eli.

A PROMESSA DE UMA CASA FIRME

As Escrituras Sagradas nos revelam alguns princípios importantíssimos com relação à maneira como Deus Se relaciona com os Seus ministros. Ao estabelecer um ministério, o Senhor não apenas determina o que o mesmo deve fazer e como deve agir, mas também deixa claro que um dia haverá uma prestação de contas e uma recompensa (boa ou não) de tudo o que ele fez.

No entanto, alguns ministérios podem ser julgados pelo Senhor, até mesmo antes da futura prestação de contas. O apóstolo Paulo declarou a Timóteo que há um juízo imediato e um não-imediato: “Os pecados de alguns homens são notórios e levam a juízo, ao passo que os de outros só mais tarde se manifestam” (1 Tm 5.24). Ou seja, alguns pecados somente serão revelados e julgados no futuro, mas outros podem ser revelados e julgados já. Foi exatamente o que aconteceu com o sumo sacerdote Eli.

Por causa dos seus contínuos pecados contra o Senhor (bem como de seus filhos), depois de muita expressão da longanimidade de Deus (o que me parece óbvio pelo fato de Eli ter chegado à velhice), o Altíssimo, por meio de um profeta, declarou uma dura palavra de juízo contra Eli:

“Veio um homem de Deus a Eli e lhe disse: Assim diz o Senhor: Não me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando os israelitas ainda no Egito, na casa de Faraó? Eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para ser o meu sacerdote, para subir ao meu altar, para queimar o incenso e para trazer a estola sacerdotal perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel. Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei que me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel? Portanto, diz o Senhor, Deus de Israel: Na verdade, dissera eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos. Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais velho nenhum em tua casa. E verás o aperto da morada de Deus, a um tempo com o bem que fará a Israel; e jamais haverá velho em tua casa. O homem, porém, da tua linhagem a quem eu não afastar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e todos os descendentes da tua casa morrerão na flor da idade. Ser-te-á por sinal o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e Finéias: ambos morrerão no mesmo dia. Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente; edificar-lhe-ei uma casa estável, e andará ele diante do meu ungido para sempre. Será que todo aquele que restar da tua casa virá a inclinar-se diante dele, para obter uma moeda de prata e um bocado de pão, e dirá: Rogo-te que me admitas a algum dos cargos sacerdotais, para ter um pedaço de pão, que coma.”  (1 Samuel 2.27-36)

Algumas coisas muito claras foram anunciadas nesta profecia:

1) Foi o Senhor que escolheu e levantou a Casa de Eli para o ministério.

2) O Senhor não Se agradou de Eli e de sua casa, que O desonraram com o pecado.

3) O Senhor decidiu julgá-los (e à sua descendência), removendo-os do ministério.

4) O Senhor prometeu levantar um sacerdote fiel e edificar-lhe uma casa estável (outras versões bíblicas usam a expressão “casa firme”) no local de habitação desta família.

Estas verdades devem estar no coração de todos os que foram chamados ao ministério. O pecado atrairá juízo (e até mesmo a substituição da posição ministerial) dos que foram chamados e levantados pelo próprio Deus!

A promessa divina de juízo e de substituição da família sacerdotal de Eli também nos mostra algumas verdades importantíssimas com relação ao ministério:

1) Até mesmo com uma declaração anteriormente feita, que expressava que a vontade divina era que a Casa de Eli permanecesse sempre no ministério, isto não se concretizou pela falha do próprio sacerdote.

2) Sempre que alguém falha em cumprir o propósito divino, outro é levantado em seu lugar (Et 4.14; At 1.20).

3) O critério principal da nova escolha de Deus é encontrar alguém que não falhe da mesma forma que falhou o que foi substituído (1 Sm 13.14).

Como é triste saber que alguém que o Senhor escolheu para Si foi rejeitado e substituído! Mas o juízo divino declarado contra a Casa de Eli não é algo exclusivamente dele; o mesmo princípio é aplicado a qualquer ministério que “zombe” de Deus, como Eli e seus filhos fizeram, pois a Escritura declara:

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.”  (Gálatas 6.7)

O cumprimento da profecia feita a Eli aconteceu anos depois, envolvendo dois sacerdotes distintos: Abiatar e Zadoque. Na pessoa de Abiatar, vemos o cumprimento da destruição da família de Eli. Na pessoa de Zadoque, encontramos o cumprimento da promessa a um sacerdote fiel.

Observemos primeiramente a história de Abiatar. Depois analisaremos a história de Zadoque. O profeta Samuel ainda estava vivo quando começou a acontecer o juízo sobre a casa de Eli:

“Respondeu o rei: Aimeleque, morrerás, tu e toda a casa de teu pai. Disse o rei aos da guarda, que estavam com ele: Volvei e matai os sacerdotes do Senhor, porque também estão de mãos dadas com Davi e porque souberam que fugiu e não mo fizeram saber. Porém os servos do rei não quiseram estender as mãos contra os sacerdotes do Senhor. Então, disse o rei a Doegue: Volve-te e arremete contra os sacerdotes. Então, se virou Doegue, o edomita, e arremeteu contra os sacerdotes, e matou, naquele dia, oitenta e cinco homens que vestiam estola sacerdotal de linho. Também a Nobe, cidade destes sacerdotes, passou a fio de espada: homens, e mulheres, e meninos, e crianças de peito, e bois, e jumentos, e ovelhas. Porém dos filhos de Aimeleque, filho de Aitube, um só, cujo nome era Abiatar, salvou-se e fugiu para Davi; e lhe anunciou que Saul tinha matado os sacerdotes do Senhor.”  (1 Samuel 22.16-21)

A Bíblia nos mostra que esta era a linhagem sacerdotal de Eli: “Aías, filho de Aitube, irmão de Icabô, filho de Finéias, filho de Eli, sacerdote do Senhor em Siló, trazia a estola sacerdotal” (1 Sm 14.3). Tanto Aías como Aimeleque eram filhos de Aitube e bisnetos de Eli. E, dentre os sacerdotes, todos morreram (oitenta e cinco diante de Saul somente, além dos que morreram em Nobe), com a única exceção de um descendente de Eli, o seu tataraneto Abiatar, que escapou com vida e foi – por vários anos – o único sobrevivente desta linhagem. Porém, quando Salomão assumiu o trono, a sentença profética contra a Casa de Eli enfim veio a cumprir-se:

“E a Abiatar, o sacerdote, disse o rei: Vai para Anatote, para teus campos, porque és homem digno de morte; porém não te matarei hoje, porquanto levaste a arca do Senhor Deus diante de Davi, meu pai, e porque te afligiste com todas as aflições de meu pai. Expulsou, pois, Salomão a Abiatar, para que não mais fosse sacerdote do Senhor, cumprindo, assim, a palavra que o Senhor dissera sobre a casa de Eli, em Siló.”  (1 Reis 2.26,27)

Quando Abiatar foi expulso do ministério sacerdotal, a palavra do Senhor contra a Casa de Eli finalmente se cumpriu! Entretanto, esta palavra profética não dizia respeito somente à remoção desta família do sacerdócio. Deus prometeu levantar um outro sacerdote que fosse fiel e, através dele, levantar uma “Casa Firme”. Vemos o cumprimento deste aspecto da profecia na vida de Zadoque.

É importante destacarmos que Zadoque foi sacerdote juntamente com Abiatar, mas, diferentemente deste outro sacerdote, ele não apenas se manteve fiel durante os seus dias de vida, mas também instruiu toda uma linhagem a manter-se fiel ao Senhor!

Ao falar de uma “Casa Firme”, o Senhor revelou o Seu desejo de ver, não apenas um ministro, mas também toda uma linhagem, mantendo-se estáveis e firmes na devoção e fidelidade a Ele e aos Seus mandamentos. Até mesmo na Nova Aliança, o conceito de que os filhos dos ministros devem andar em integridade é sustentado:

“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher… e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?).”  (1 Timóteo 3.2a,4,5)

“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.”  (Tito 1.5,6)

A nossa resposta ao chamado ministerial não diz respeito somente a nós, ministros do Senhor, mas também envolve toda a nossa família! Os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos (e toda uma linhagem) deveriam ser muito bem instruídos com relação a como andarem em fidelidade ao Senhor. Deus não está apenas procurando pessoas que façam bem o serviço, que executem uma tarefa com excelência! Ele espera que apresentemos uma casa firme, estável! Que as próximas gerações, depois de nós, possam continuar vivendo em santificação e com um compromisso com Ele! Este talvez seja o maior desafio e a maior responsabilidade de um ministério!

ESTABELECIDOS OU REMOVIDOS DO MINISTÉRIO

Muitos ignoram (até mesmo estando no ministério) o fundamento bíblico no tocante à forma como o Senhor age com relação aos que são estabelecidos numa posição ministerial (ou até mesmo removidos dela). As coisas não acontecem de forma aleatória. O Reino de Deus é constituído por princípios – que Ele mesmo estabeleceu – e por isso não podemos ignorá-los. Há um princípio divino, revelado nas Escrituras, que sempre está relacionado com o estabelecimento de pessoas no ministério. Trata-se da consagração, da santificação.

Ao procurarmos entender o padrão celestial para o estabelecimento de alguém no ministério, precisamos recorrer aos registros bíblicos dos dias de Moisés. A razão é que, antes de Moisés, ninguém foi oficial e formalmente estabelecido por Deus no ministério. Algumas pessoas aparecem na narrativa bíblica como sacerdotes (como Melquisedeque e Jetro), mas não vemos ninguém sendo colocado por Deus nesta função. A primeira consagração ao ministério aconteceu com Arão e seus filhos, e, logo depois, toda a Tribo de Levi foi separada para as funções ministeriais (ainda que não fossem todos sacerdotes). Mas há uma pergunta importante que deveríamos fazer ao falarmos sobre os padrões de Deus para se estabelecer alguém no ministério: “Por que a Tribo de Levi foi escolhida?” O plano de Deus inicialmente não envolvia apenas uma tribo. Ele desejava uma nação sacerdotal:

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”  (Êxodo 19.5,6)

O plano divino era um reino (e não só uma tribo) de sacerdotes! Era uma nação santa! A palavra hebraica traduzida como “santa” é “kadosh”, e significa não apenas “algo sagrado”, mas também tem a ideia de “separado”. O conceito de “separado” não era simplesmente o conceito de se manter distância dos outros povos, pois o plano divino envolvia o fato de que as nações seriam abençoadas e alcançadas através do povo de Israel (Gn 18.18). Ser “separado”, além de “não contaminar-se com os pecados e práticas dos demais povos”, também significava a necessidade de “ser um instrumento, um canal de Deus para se tocar os demais povos e culturas”!

Entretanto, num momento específico, a Tribo de Levi foi separada para ser uma tribo sacerdotal, ao invés de toda uma nação de sacerdotes. O que aconteceu para determinar esta escolha? O próprio Moisés responde, falando sobre algo que ocorreu entre as suas duas subidas ao Monte Sinai:

“Por esse mesmo tempo, o Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca da Aliança do Senhor, para estar diante do Senhor, para o servir e para abençoar em seu nome até ao dia de hoje. Pelo que Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como o Senhor, teu Deus, lhe tem prometido. Permaneci no monte, como da primeira vez, quarenta dias e quarenta noites; o Senhor me ouviu ainda por esta vez; não quis o Senhor destruir-te.” (Deuteronômio 10.8-10)

Ele fala que “por esse mesmo tempo” (e não antes) a Tribo de Levi foi separada. O que aconteceu para determinar esta escolha? O versículo 10 revela quando isto foi determinado: antes da segunda vez que Moisés subiu ao Monte Sinai!

Quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas de Pedra contendo os Dez Mandamentos, ele descobriu que o povo de Israel, liderado por Arão, havia feito um bezerro de ouro e havia se apartado do Senhor. O povo estava desenfreado (não podia ser contido). Então foi tomada uma enérgica medida de juízo:

“Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos, pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do Senhor venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, aos quais disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens.”  (Êxodo 32.25-28)

No momento em que Moisés declara “Quem é do Senhor venha até mim”, os únicos que responderam foram os integrantes da Tribo de Levi: “Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.” E, naquele mesmo instante, eles se moveram no zelo de santidade e executaram juízo contra os seus irmãos. A escolha divina pelos que serão ministros do Altíssimo sempre está associada à consagração e à santificação. Por isso, se um ministro comprometer esses valores, ele terá comprometido a essência do seu chamado!

Assim como vemos na profecia contra Eli e na separação da Tribo de Levi, também vemos este mesmo critério de escolha (ou de rejeição) com relação aos reis de Israel. Este é o caso de Saul:

“Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o Senhor confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.”  (1 Samuel 13.13)

Eu sempre achei que Saul havia sido levantado “temporariamente”, até que Davi, o escolhido de Deus, aparecesse no cenário. Mas isso não é verdade! Saul teve chances reais de não somente permanecer no trono, mas também, como disse o profeta Samuel, de ter o seu reino sobre Israel confirmado para sempre! Isso não significa que ele seria imortal, mas que a sua linhagem (à semelhança da Aliança que Deus fez posteriormente com Davi) estaria para sempre no trono – o que, a meu ver, revela a possibilidade de que o Messias viesse da linhagem de Saul! O que este homem jogou fora não foi apenas o trono (aliás, isso foi o que ele mais aproveitou! Ele reinou por quarenta anos – At 13.21), mas foi também a perspectiva de ele poder estar no desenrolar do plano divino, que envolvia algo muito maior do que ele jamais sonhara!

Vemos a repetição do mesmo caso com o rei Jeroboão. Nos dias de Roboão, filho de Salomão, o reino se dividiu. Judá e Benjamin formaram, sob o comando de Roboão, o Reino de Judá (ou do Sul), e as demais tribos formaram, sob o comando de Jeroboão, o Reino de Israel (ou do Norte). Antes de o reino se dividir, uma palavra profética foi dada a Jeroboão, dizendo que o Senhor estava rasgando dez Tribos de Israel, do Reino de Roboão, e entregando-as a ele. E, juntamente com esta notícia, foi dito a Jeroboão o seguinte:

“Tomar-te-ei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel. Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel.”  (1 Reis 11.37,38)

Se Jeroboão obedecesse ao Senhor – o que sabemos que ele não fez – ele teria o mesmo direito a uma casa estável (firme), como Deus concedeu a Davi! Nem Saul nem Jeroboão foi levantado por Deus para falhar e ser removido! Eles tinham promessas e possibilidades reais de prosperarem no plano divino! Contudo, as suas escolhas (erradas) os afastaram do Senhor! Se por um lado a nossa obediência e a nossa consagração nos estabelecem no lugar de serviço designado por Deus, por outro lado a desobediência e a falta de consagração nos removem da posição de serviço em que fomos estabelecidos!

Este é um padrão encontrado em toda a Bíblia! Não somente no Antigo Testamento, mas também no Novo Testamento. No Livro do Apocalipse, o apóstolo João teve uma visão de Sete Candeeiros de Ouro e de Sete Estrelas (Ap 1.20), sendo que os Candeeiros simbolizam as Sete Igrejas (da Ásia) e as estrelas representam os anjos (mensageiros) dessas Igrejas. Uma palavra que o Senhor diz, através de João, ao anjo da Igreja (Candeeiro) de Éfeso é a seguinte:

“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro [igreja], caso não te arrependas.”  (Apocalipse 2.5)

Em outras palavras, o Senhor está dizendo: “Arrependa-se, senão Eu retirarei a igreja (o ministério) que Eu lhe confiei!” É evidente, portanto, que a falta de santidade faz com que alguns ministros sejam removidos do seu lugar de serviço em o Senhor os colocou. Por outro lado, vimos que Deus separou a Tribo de Levi para o ministério, justamente por terem se posicionado em santidade, o que nos faz perceber o princípio bíblico de que o que faz com que sejamos estabelecidos no ministério é o nosso compromisso de santidade. Veremos isto uma vez mais no exemplo bíblico a seguir, que revela a importância do zelo de santidade.

O ZELO DE SANTIDADE

Cada ministro do Senhor deve não apenas consagrar-se em sua vida pessoal, mas também ser cheio de zelo pela santidade do povo de Deus. Temos a seguir a impressionante história de Finéias, neto do sumo sacerdote Arão, o qual, devido à sua atitude de declarar guerra e intolerância ao pecado, recebeu a aliança do sacerdócio perpétuo (o que ressalta que não há prova mais evidente com relação ao que faz com que sejamos estabelecidos pelo Senhor no ministério):

“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel. Disse o Senhor a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao Senhor ao ar livre, e a ardente ira do Senhor se retirará de Israel. Então, Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor. Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então, a praga cessou de sobre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil.”  (Números 25.1-9)

Finéias não admitiu o insulto daquele israelita, e, sob uma ordem que já havia sido dada pelo Senhor de se exercer juízo sobre os que encabeçavam aquela corrida ao pecado, o sacerdote agiu, mostrando um grande zelo por Deus e pela Sua santidade no meio do arraial de Israel. As Escrituras Sagradas nos mostram que este seu zelo de santidade não somente fez com que a praga cessasse, mas também foi o que fez com que o Senhor o confirmasse em sua posição ministerial (além da promessa divina sobre a sua linhagem permanecer no sacerdócio – que é o conceito que já abordamos sobre a “casa firme”):

“Então, disse o Senhor a Moisés: Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; de sorte que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel. Portanto, dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz. E ele e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.”  (Números 25.10-13)

Vamos refletir um pouco sobre esta “aliança do sacerdócio perpétuo”. Deus já havia determinado que a linhagem de Arão exerceria o sacerdócio. Contudo, isto não significava que qualquer homem da sua linhagem estivesse “garantido” no ministério. Se assim fosse, o Senhor não teria falado em remover a Casa de Eli do sacerdócio. Por outro lado, até mesmo com a linhagem de Eli sendo arrancada do ministério, outros descendentes de Arão ainda continuariam a exercer o serviço sagrado.

Portanto, a aliança que Deus firmou com Finéias não é mera repetição da promessa e da bênção que já havia sobre qualquer descendente de Arão. É algo mais! Eu creio que o Altíssimo estava dizendo que, ainda que outros descendentes de Arão pudessem ser removidos do ministério, a linhagem de Finéias seria perpetuamente estabelecida em seu lugar de serviço. Por quê? Por causa do zelo de santidade manifestado pelo cabeça de toda uma linhagem.

É interessante observarmos, ao falarmos da remoção da Casa de Eli do sacerdócio (por sua infidelidade), que ele não era descendente de Finéias (filho de Eleazar). Eli, embora descendente de Arão, era da linhagem de Itamar (1 Cr 24.3,6), e não de Eleazar. Por outro lado, o sacerdote Zadoque era da linhagem de Finéias (filho de Eleazar), e, como descendente deste, estava incluído na aliança do sacerdócio perpétuo:

“Estes foram os descendentes de Arão: o seu filho Eleazar, pai de Finéias, que foi o pai de Abisua, pai de Buqui, pai de Uzi, que foi o pai de Zeraías, pai de Meraiote, pai de Amarias, que foi o pai de Aitube, pai de Zadoque, pai de Aimaás.”  (1 Crônicas 6.50-53 – NVI)

A história se repete! Arão recebeu a promessa de ter a sua linhagem no ministério. Depois de Arão, o seu neto Finéias se destacou e, devido ao seu zelo de santidade, ele recebeu esta aliança do sacerdócio perpétuo. Posteriormente, surgiu Zadoque (da linhagem de Finéias), a quem Deus fez a promessa de uma “casa firme” (uma linhagem que não seria removida). Após o Exílio Babilônico, um dos períodos de maior apostasia da história de Israel, os filhos de Zadoque ainda foram apontados por Deus como os que se conservaram fiéis. Finalmente, nos últimos Livros da narrativa do Antigo Testamento, surgiu Esdras, o sacerdote de grande destaque na reconstrução de Jerusalém no período pós-exílio, que também era descendente de Zadoque e de Finéias (Ed 7.1-5).

Portanto, o que nos estabelece ou nos remove da nossa função ministerial é o nosso compromisso com Deus, é o nosso zelo de santidade (ou a falta dele)!

Qua, 02 de Março de 2011 16:34

A Questão do Aborto

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“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Salmos 139.16)

A mobilização dos evangélicos e de setores tradicionais da Igreja Católica colocou no centro do debate eleitoral um tema que até então era considerado periférico para a maioria dos candidatos e da sociedade brasileira: a questão do aborto. Agora, impactados pela surpresa do segundo turno na eleição para presidente e conscientes de que o assunto ganhou uma importância decisiva na definição do voto de milhões de pessoas, em especial dos cristãos, os candidatos correm para dizer que são contra a prática e a favor da vida.

Mesmo a candidata do PT, Dilma Rousseff, que dissimuladamente mudou o seu discurso apostando na desinformação ou na ingenuidade de todos nós, agora tenta se apresentar como defensora da vida e dos valores cristãos, como se fosse possível apagar da Internet os vídeos com suas declarações, anteriores à campanha eleitoral, nos quais ela defende explicitamente a descriminalização do aborto por ser “caso de saúde pública” e considera “um absurdo” os limites que a lei atual impõe sobre a prática. Se não bastassem esses registros indeléveis, Dilma ainda tem contra sua nova dialética o fato de ser esta uma bandeira assumida oficialmente no programa do seu partido. Ou seja, o novo disfarce só vai colar para os ignorantes ou para quem não considera o assassinato de crianças no ventre materno um tema relevante… Nem um, nem outro será o nosso caso.

Por que para nós, seguidores de Jesus Cristo, esse não é um tema periférico, como querem sugerir os “progressistas” sem consciência? Porque se trata do direito à vida, dom sagrado de Deus.

A argumentação pró-aborto quase sempre se baseia na falsa premissa de que a vida humana não é plena no ventre materno. Ou seja, a grosso modo para os abortistas, um embrião ou um feto não seria “alguém”, mas apenas “algo” que pode ser descartado. Segundo essa ética inconsequente, a vida não começaria na concepção e sim no nascimento.

O que a palavra de Deus diz, porém, é absolutamente oposto. A expressão do salmista em sua oração é maravilhosa: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe” (Sl 139:16). Em outros termos, ele diz que Deus o reconheceu mesmo antes da formação fetal. Não era ali uma coisa, mas ele mesmo, ainda que não tivesse forma definida, numa referência clara às primeiras semanas de gestação, logo após a fecundação. A Jeremias, Deus disse:

“Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações” (Jeremias 1.5).

Mais uma vez, está clara a idéia de que o Senhor trata como uma pessoa definida, tanto o embrião (antes da forma), quanto o feto (antes do nascimento).

No Antigo Testamento, a palavra hebraica traduzida como criança ou bebê é “yeled”. Esta mesma palavra também é usada para se referir aos que estão ainda no ventre materno, confirmando a idéia de que para Deus não há distinção entre um ser humano que já veio à luz e um que está sendo gestado.

Diante desta e de muitas outras evidências bíblicas, morais e científicas, não temos como deixar de considerar o aborto provocado em qualquer fase da gestação, desde a fecundação do óvulo, como homicídio, subtração da vida humana. Isso vale, inclusive, para métodos abortivos como a chamada “pílula do dia seguinte”, que é usada até 72 horas após a relação sexual para expulsar qualquer óvulo fecundado e que tem seu uso legalizado no Brasil.

Na ótica cristã, provocar o aborto é assassinar. Infelizmente, isso já é permitido em nosso país por lei e efetuado pelo serviço público em casos de gravidez decorrente de estupro e de risco de morte da mãe devido à gestação. Além disso, nossa nação já vive debaixo da culpa desse terrível pecado, pois centenas de milhares de abortos são realizados todos os anos na clandestinidade.

O que se quer agora é dar legalidade total a esse genocídio. Não apenas matar, mas matar os absolutamente indefesos sob a cobertura da lei e o financiamento do Estado. Como a incompetência dos governos não consegue punir o ilegal, a solução cínica de torná-lo legal é proposta pelos “progressistas”, especialmente pelo atual governo brasileiro e pelo PT, partido de Dilma Rousseff.

Meus escritos e posicionamentos não foram encomendados por ninguém. Não tenho partido político e não estou a serviço de nenhuma campanha em particular. Sou apenas um pregador da Palavra de Deus (goste o mundo disto ou não). Se é verdade que há gente hipócrita explorando este tema por pura conveniência eleitoreira, certamente este não é o nosso caso. O que defendemos é motivado por convicção e consciência.

Que aborto é um caso de saúde pública, está óbvio. Porém, ao invés de legalizar esse infanticídio, o que o Estado deveria era gastar um pouco da fortuna que gasta com tanta publicidade eleitoreira em campanhas de conscientização e educação sexual, de estímulo à monogamia, em programas de assistência às mulheres pobres que rejeitam os filhos que geraram e até em estruturas de tutela das crianças “indesejadas” (ao invés de dizer “se não quer o filho, nós lhe ajudamos a matá-lo”, o Brasil poderia dizer “se não quer seu filho, nós o criamos por você”). Nosso Presidente poderia ter inventado um “Bolsa Vida”, já que ele gosta tanto da idéia, que desse uma opção e um alento à mulher sem recursos para não interromper sua gravidez. Mas é claro, tudo isso custaria muito. É mais fácil, mais conveniente e mais barato abortar…

Há um outro tipo de hipocrisia na retórica dos abortistas. Nós sabemos que uma enorme parcela dos abortos provocados não se baseia na falta de recursos para criar mais um filho ou na desinformação, mas na irresponsabilidade de uma sociedade erotizada e imoral, que quer curtir a vida sem responder pelas consequências. Tanto que os ricos também o fazem em suas clínicas limpas e seguras. E como os governos tratam de erotizar nossa juventude nas escolas, a clientela só tende a crescer.

Além disso, o Estado deveria tratar como crime o que é crime, pois a impunidade é a mãe da corrupção. Se houvesse maior repressão a quem escolhe e, especialmente, a quem opera o aborto, talvez as estatísticas fossem menos terríveis… Descriminalizar é, a meu ver, lavar as mãos no sangue dos inocentes.

Como cristão, não posso concordar com a proposta de que, se mulheres pobres (ou irresponsáveis) abortam e correm risco de morte por isso, devemos ajudá-las a abortar “de maneira digna”, assim como não aceito idéias como legalização das drogas, para que o controle saia das mãos dos traficantes e venha para o Estado. A meu ver, essa linha de pensamento é só uma fuga para a incompetência das nossas instituições. Um governo que assuma o papel de homicida e traficante de drogas não pode ser a minha aspiração.

Não acho que a decisão do voto deva basear-se apenas neste assunto, embora para a Igreja de Cristo ele seja extremamente importante. Não somos pragmáticos. Somos cristãos… Também não acho que exista algum “Messias” enviado do céu nesta campanha eleitoral. Infelizmente, o quadro que temos está mais para escolher entre trevas e densas trevas. Entretanto, de acordo com as propostas que vêm sendo praticadas e desenhadas nos últimos anos pelo governo do PT, pelo conjunto da obra, estou convicto de que o menos pior para o Brasil, em particular para quem tem sua ideologia formatada pela Bíblia, é a descontinuidade do atual governo federal.

O tema é muito mais profundo, mas estas poucas linhas são suficientes para colocar em sua consciência o peso da responsabilidade. Não queremos um Brasil amaldiçoado pelo derramamento de sangue inocente, queremos? Não queremos ser cúmplices de um “genocídio legal”, queremos? Pois, então, pense muito bem neste assunto antes de votar. As propostas e os discursos de cada candidato à Presidência da República já estão registrados na História, ainda que pela conveniência de uma campanha, há quem queira apagá-los. Você e eu, entretanto, não somos mais ignorantes e nem seremos desculpáveis se nos fizermos de ingênuos. Votar no próximo dia 31 poderá ser uma opção entre tornar-nos cúmplices de um infanticídio sob a cobertura da lei ou resistirmos a esta abominação que tem sequestrado a consciência das nações. Depois, cada um de nós responderá diante do Criador e Justo Juiz pela escolha realizada… Pense bem!

Por Danilo Figueira

Fonte: Orvalho

Qua, 02 de Março de 2011 16:29

Sono e tempestade

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Chuva em BH, gostoso para dormir..

Em BH tem chovido muito esses últimos dias. Hoje, especialmente choveu muito. Dia de chuva é muito bom para dormir, você já experimentou dormir escutando a chuva? É muito gostoso não é mesmo?

A Bíblia narra dois episódios de sono durante a chuva. Mas nestes casos, a chuva estava muito forte e era mesmo uma tempestade.

Existem dois tipos de tempestades que eu gostaria de destacar e dois tipos de sono também.

A primeira é a tempestade enviada por Deus e o sono da desobediência.

E a segunda é a tempestade provocada por satanás e o sono da obediência à vontade de Deus.

Bom, vamos conferir nas Escrituras.

O primeiro episódio acontece com Jonas. Está narrado no Antigo Testamento, no livro chamado Jonas.

“E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se. Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.” Jonas 1: 1-5.

Jonas estava fugindo da vontade de Deus e estava em alto mar com um grupo de pessoas, viajando em direção à Tarsis. Bom, Deus enviou uma chuva que se transformou em tempestade. E sabe, Jonas estava dormindo. E seu sono era mesmo profundo porque nem o balanço do barco sacudido pelas ondas o despertou.

Este sono é um sono perigoso. Dormir quando estamos FUGINDO da vontade de Deus. O sono da DESOBEDIÊNCIA. E deste sono precisamos ser despertados. Que bom que Jonas encontrou pessoas que o despertaram desse sono e o convocaram a tomar sua parte na tentativa de encontrar uma solução para o problema. Afinal, a tempestade era forte e eles estavam prestes a sucumbir. Jonas sabia a solução. A solução era se lançar na vontade de Deus. A solução era voltar para o centro da vontade de Deus. A solução era se RENDER à vontade de Deus, se lançar nas mãos do Senhor e deixar que Ele conduzisse seus caminhos.

Para acabar com a tempestade enviada por Deus para nos despertar da nossa apatia e desobediência só há um caminho: LANÇAR-SE NA VONTADE DE DEUS, OBEDECER.

Juan Clímaco (570-649) disse sabiamente que a obediência é o túmulo da nossa vontade.

Precisamos morrer para nossa vontade para obedecermos à vontade de Deus. E Ele sempre sabe o que é melhor para nós.

Vamos despertar do sono da apatia espiritual e da desobediência. ‘Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará’. (Efésios 5:14)

Agora, existe também outro episódio muito interessante de sono e tempestade. Ele é narrado no Novo Testamento e acontece com o Senhor Jesus.

Este é outro nível de sono e de tempestade. Vamos conferir.

“E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado. E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos. E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” Marcos 4.35-41

Este é o sono da obediência. Jesus estava descansando, descansando na vontade do seu Pai. Por orientação do Pai Ele havia dito aos discípulos: passemos para o outro lado. Bom, já que a palavra de ordem era ir para o outro lado eles iriam chegar lá.

Isaías 55: 8-11 – “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a Terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes, fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”

Agora, Jesus havia declarado a vontade de Deus. E a vontade de Deus era que Ele e os discípulos passassem ao outro lado, e por quê? Porque do outro lado estava um homem oprimido por satanás e este homem precisava de libertação. E Jesus iria libertá-lo.

Acontece meu irmão, que quando estamos no centro da vontade de Deus, fazendo o que Deus manda, cumprindo a missão, vamos enfrentar oposição. Sim, vamos enfrentar tempestades. Mas precisamos como Jesus descansar na provisão e no cuidado do Pai.

Jesus dormia em meio à tempestade. Porque Jesus sabia que Ele e os discípulos iriam chegar ao outro lado. Jesus foi despertado pelos discípulos que estavam apavorados. É interessante imaginar que como homens do mar eles já deveriam estar acostumados à tempestades, vez que passavam muitas vezes, as noites à deriva pescando. Mas acontece que aquela tempestade não era NORMAL, era uma tempestade de outro nível.

Muitas vezes vamos enfrentar tempestades assim durante nossa caminhada. Vamos enfrentar oposições de forças espirituais. E precisamos fazer o que Jesus fez;

Primeiro: Dormir. Isto é, descansar na soberania e na provisão do Pai.

Aquele que nos envia é mesmo que nos protege. Ele nos garante a vitória. Podemos descansar em sua provisão e na sua proteção.

Segundo: Conscientes de quem somos em Deus ordenarmos às forças espirituais que se detenham.

É interessante observar que Jesus fala à tempestade e o vento e o mar se lhe obedecem. O que estava acontecendo ali era muito mais que apenas uma tempestade. Era uma batalha espiritual.

E a obediência à vontade soberana do Pai é a garantia da nossa vitória na batalha espiritual.

Jesus obedecia ao Pai. Em João 8: 28 e 29, Jesus declarou: (.) então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.

Esse era o segredo de Jesus, a garantia da vitória na batalha espiritual: OBEDIENCIA.

Jesus venceu a batalha antes mesmo de aportar do outro lado. Então, quando Jesus desceu do barco com seus discípulos o homem oprimido por satanás veio ao seu encontro e se prostrou diante de Jesus declarando que Ele era o Filho do Deus Altíssimo.

Quando vencemos as tempestades espirituais o nome de Jesus é glorificado através de nós.

Que neste novo ano possamos dormir nos braços do Pai o SONO DA OBEDIÊNCIA: Descansa no Senhor e espera nele. (Sl 37.7.) e enfrentar as tempestades em Seu nome e pela Sua palavra.

No amor do Pai

Cleo Russo
www.ministeriotrio.com.br

Fonte: Portal Adorando

Qua, 02 de Março de 2011 16:27

O Ritmo de Deus

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Já faz algum tempo que eu estive planejando iniciar um exercício físico diário, com o propósito de melhorar o meu condicionamento físico e com certeza cuidar da saúde.

Quarta feira da semana passada o tão esperado dia chegou! Acordei cedo, tomei um bom café da manhã, coloquei uma roupa adequada, selecionei algumas canções inspiradoras e fui com todo o ânimo para uma praça muito agradável que tem perto da minha casa. (Praça da Liberdade -nome sugestivo hein?!)

Iniciei a jornada com uma subida de três quadras um pouco íngremes (já que em BH existem muitas ladeira . rsrs) e ao chegar na praça já com os batimentos cardíacos bem acelerados, fiz um alongamento básico e depois dividi o tempo entre corrida e caminhada. Ufa! Foi maravilhoso!! O céu estava azul, algumas árvores estavam floridas com cachos de flores cor-de-rosa, as canções que eu havia escolhido foram muito edificantes.

Porém ao fim da caminhada comecei a sentir umas dores na minha perna esquerda, (que segundo o meu marido eu estava tirando a ferrugem das juntas. rsrsrs ) Naquele mesmo dia, eu comecei a mancar da perna esquerda e tive que ficar alguns dias mais parada para recuperação de uma distensão muscular. rsrsrs.

Recuperada depois de alguns dias, hoje resolvi retornar ao eu objetivo anterior porém tive que estabelecer um ritmo diferente para as coisas. Neste ponto ,Deus começou a falar ao meu coração a respeito de algumas questões bem simples, mas extremamente importante mediante as quais podemos tirar algumas lições, e dentro disto eu gostaria de compartilhar um pouco com você.

Estamos percorrendo uma jornada aqui na terra, e por isso precisamos discernir o ritmo de cada estação da nossa vida. A palavra de Deus nos diz em Eclesiastes 3:1 – “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”Devemos entender que se estamos percorrendo uma jornada, ou seja, um longo caminho, não podemos iniciar com um ritmo de uma corrida de 100 metros, mas precisamos de uma estratégia e preparação para iniciarmos com um ritmo que nos permite chegar até o fim. O problema é que talvez pelo pensamento dessa era, tudo é pra ontem, e às vezes temos a sensação de que vinte e quatro horas do dia não são suficientes para realizarmos tudo o que planejamos. Vivemos num momento em que o senso comum é de uma corrida de100 metros, mas não podemos nunca nos esquecer de que estamos prosseguindo para um alvo eterno.Filipenses 3:14 “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. O ritmo do início da jornada, define se iremos chegar ao fim ou não”.

Nos é necessário entender qual é o ritmo de Deus para cada parte desta jornada, cada um de nós é um indivíduo único e nem todos tempos o mesmo ritmo embora caminhemos juntos como um só corpo. Eu me lembrei aqui também, que o meu incentivo para a corrida do primeiro dia, foi o fato de que o meu marido já está correndo há algum tempo, ou seja, me senti pronta para entrar no ritmo dele. Cada um de nós tem um ritmo especifico, estabelecido por Deus. Se realmente quisermos chegar até ao fim nesta jornada, precisamos discernir e aplicar o ritmo de Deus, pois o nosso lugar é no centro da vontade Dele.

E aí podemos questionar: Como discernir este ritmo? Somente compreendemos o ritmo de Deus, se caminhamos com Ele lendo as“placas sinalizadoras”que Ele mesmo coloca em nosso caminho.

É necessário avançar, não podemos viver em atrofia espiritual, porém nunca nos esqueçamos que tudo o que se inicia muito rápido e sem preparo adequado não vai até o fim. Fazendo um paralelo com uma maratona, que não sejamos como aqueles que tem uma explosão inicial somente para puxar o filão, mas aqueles que largam na frente porém conscientes de que a sua largada poderá definir o cumprimento do seu propósito.

E que um dia todos nós possamos declarar essa palavra tão linda!2Timóteo 4:7 – “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

Que o Senhor nos abençoe e nos capacite a chegar até o fim

Por Christie Tristão

Fonte: Portal Adorando

Sex, 18 de Fevereiro de 2011 13:09

O que são os dons Espirituais?

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Deus tem um plano para cada um de nós, com propósitos bem definidos (Pv 16.4).

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O plano é perfeito e inclui a salvação em Cristo (2 Ts 2.13) e a capacitação para lhe servirmos (2 Co 5.18-20; Rm 1.5; 1 Pe 2.9).
O plano de Deus é que sejamos muito produtivos na sua obra (Jo 15.8), dando muitos frutos (Mt 7.19; 21.19; Lc 13.6-9).

Essa é uma das características dos discípulos de Cristo. Para que possamos ser produtivos e cumprir a vontade de Deus, ele nos capacitou para isto, dando-nos os Dons Espirituais.

Os Dons Espirituais são para todos (1 Pe 4.10; 1 Co 12.7; Ef 4.16).

Cada um de nós que fazemos parte do Corpo de Cristo, a Igreja, possui pelo menos um dom espiritual.
Deus espera que cada salvo produza frutos para Ele e, certamente, nos capacitou para este fim.

Deus não nos pediria para fazer algo que não pudéssemos fazer.

Ele não faz acepção de pessoas (Rm 2.11), Ele não capacitou somente alguns e deixou outros sem dons. Portanto, os dons são para todos!

Devemos descobrir e conhecer melhor os dons espirituais, colocá-los em prática, aprender a desenvolvê-los (2 Tm 1.6;1 Tm 4.14) e então usá-los com amor, na unção do Espírito Santo, para edificação do Corpo de Cristo para a glória de Deus e crescimento do Seu reino.

O Que São Dons Espirituais?
São habilidades especiais concedidas pelo Espírito Santo a cada crente, segundo a graça de Deus, para serem usadas na edificação mútua visando o bem comum do corpo de Cristo.

Os dons são concedidos por Deus pelo Espírito Santo, segundo a Sua vontade (1 Co 12.11, 18). É o Espírito Santo quem decide qual é o nosso dom. Não são dados de acordo com o nível espiritual em que se encontra, o número de anos passados na igreja, pelo cargo que alguém ocupe ou por merecimento (Ef 4.7).

Fonte: Gospel+

Sex, 18 de Fevereiro de 2011 13:03

Ainda é possivel viver como a igreja primitiva?

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Vemos hoje muitos procurando Jesus porque sua vida profissional, pessoal ou sentimental estão desmoronando, ou no popular, estão indo para o buraco, porque alguém que lhes apresentou o “messias da prosperidade”, o único capaz de tirar a pobreza do mundo – Opa… Acho que não é assim que li na Bíblia (Jo 1:29b). É eu sei. Mas é esse tipo de “baboseira góshpil” que alguns contam para atrair multidões para igreja.

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A caminho da orla, quando tenho de pegar a barca pra Juazeiro-BA, passo em frente de uma determinada igreja e tenho sempre que ver uma placa que diz: “PARE DE SOFRER!” Tenho que ser sincero e dizer que isso é ridículo. Agora algumas pessoas sem um pingo de temor de Deus na vida vendem um pedacinho do céu, 1/2 dúzia de galardões e sabe mais o que vão vender nessa “feira santa”. É certo que Jesus é o dono do ouro e da prata; mas isso não quer dizer que todos devemos ser ricos e poderosos.

Estive observando que o nosso Rei do ouro e da prata, não teve, pelo menos aqui na terra, um berço de ouro ao nascer; mas uma manjedoura (Lc 2:16), e não dirigia um camelo 4portas, ao fazer sua entrada triunfal em Jerusalém; mas um finho jumenta (MC 11:7). Fico pensando se eles se esqueceram de Sua história; mas que tolice, é óbvio que não a esqueceram. Apenas puseram seus corações nas riquezas terrenas e estão dispostos a mentir e a distorcer a Palavra pelo vil metal. Estão presos num ditado muito popular que diz que “dinheiro nunca é muito”. Eu sei que alguém pode estar pensando: “nossa, mas você exagerou nesse título!”. E eu digo: não.

Mas uma vez folheando as Escrituras, encontramos algo esclarecedor para justificar nosso post. Vamos à João 19:38-42:

“Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus. E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro.E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus.”

Lendo esse texto, vemos que a tumba onde Jesus foi sepultado, foi uma doação desses homens. Então. OK. Post justificado, sigamos adiante…

Muitos utilizam a passagem de Mateus 19, onde fala sobre o jovem rico, dizendo ser um teste para saber onde estava seu coração. Dizem: “Na verdade, Jesus não queria que ele vendesse tudo que tinha. Era apenas um teste de fidelidade”. Mentira! Quem não conhece Atos 2:44 ao 46? Ora, vejamos:

“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,”

Não era um teste, era uma palavra sincera e verdadeira. Afinal, todos faziam desta forma.

Onde estão os cristãos do Evangelho primitivo? Será que ainda existem? E se Jesus nos fizesse a mesma proposta, hoje? Será que O seguiríamos? O Evangelho não e constituído de palavras bonitas; mas de amor. Eu sou capaz de amar o meu próximo, como a mim mesmo, independente de sua raça e classe social? Se a resposta for, não; devemos rever nossos conceitos de cristianismo, porque “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (I Jo 4:20).

Acorda, povo de Deus! O que estamos fazendo? Porque nos acomodamos em nossas camas e nos acostumamos a ver nossos irmãos padecendo necessidades e não fazermos nada? Porque abandonamos o órfão, a viúva e o viajante? Porque rejeitamos os homossexuais, as prostitutas e os moradores de rua? Não conseguimos enxergá-los mais em Marcos 16:15? Mas eles estão lá, certamente e também estão aqui. Quem nos deu o direito de rejeitarmos as pessoas que Jesus aceita? Quem de nós, deu sua última gota de sangue, para estar fazendo a seleção dos salvos?

Agora eles vêm dizer que quem não tem dinheiro, tem encosto. Se sua vida não prospera, é por que você não deu grana o suficiente ou por que tem pecado. Ora, parem com essa nojeira! Se não gostam de pobres e pecadores, não deveriam ter aceitado Jesus, por que Ele os ama.

Jesus era paupérrimo e não tinha onde cair morto. Fato. Isso diminui seu valor? Porque deveria diminuir o de nossos irmão?

“Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;

Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.

Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?

Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.” (Mt 25:41-45)

Medite nisso, de dia e de noite.

Com amor,

Alex Holliwer

Qua, 16 de Fevereiro de 2011 09:27

O relato da morte de Cristo sob o ponto de vista de um médico francês

Publicado em Escrito pelo Administrador

Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo.

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Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso portanto escrever sem presunção a respeito de morte como aquela.Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra’. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou “hematidrose”, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo). Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio.

A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.
Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.
Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”.

Jesus grita: “Tudo está consumado!”. Em seguida num grande brado diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E morre. Em meu lugar e no seu.

Dr. Barbet, médico francês.

Fonte: Padom

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