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Domingo, 20 Mai 2012

Liderança

Liderança

Liderança (6)

Qua, 02 de Março de 2011 16:22

Submissão à Nossa Liderança

Publicado em Liderança Escrito pelo Administrador

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles”…(Hebreus 13.17a).

Porque muitos líderes não conseguem que seus liderados se submetam a sua liderança? Você pode pensar em várias respostas, quem sabe até mais desculpas do que respostas. É sempre mais fácil falarmos:

“Fulano é insubmisso; não aceita a minha liderança”.

Ou ainda:

“As pessoas ainda não me enxergam como líder”…

No entanto, que enfatizar que creio que liderança não é dada, e sim conquistada. Nós podemos ver na vida de Davi que ele nunca reivindicou a sua liderança, nem disse que ele tinha sido ungido rei. Mas as pessoas reconheceram a sua liderança. E olha que Davi tinha sido ungido como o homem que ia assumir o trono no lugar de Saul, mas mesmo assim ele nunca disse isso a ninguém…

Uma das coisas que tenho aprendido no meu tempo de caminhada com Deus, é que os seus liderados serão aquilo que você é com o seu líder.

Como você tem se portado não apenas diante, mas também longe de seu líder? Você tem protegido as costas do seu líder ou você é o primeiro a atacá-lo quando ele esta longe ou vulnerável?

Preste bem a atenção, não quero ser redundante, mas preciso enfatizar: o que você tem feito ao seu líder, é o que os seus liderados farão a você. Você pode achar que estou sendo radical, mas não, estou sendo bíblico. É o princípio da semeadura e ceifa:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” (Mateus 7.1,2).

Portanto, quero convidá-lo a observar e aprender com quatro grandes exemplos bíblicos de fidelidade aos líderes.

JOSUÉ E MOISÉS

Nosso primeiro exemplo é encontrado na pessoa e atitudes de Josué. Observe o que as Escrituras dizem:

“Como ordenara o Senhor a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué; e assim Josué o fez; nem uma só palavra deixou de cumprir de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés” (Josué 11.15).

Lembre-se que Moisés já era morto, e mesmo assim, como diz o texto acima; “nem uma só palavra deixou de cumprir”… Que coisa maravilhosa! Josué podia ter pensado: “Agora que Moisés é morto vou implantar o meu próprio estilo de governo. Ele era bom, mas já estava velho, sei que posso dar um toque de novidade nesse governo”.

Quero enfatizar algo: o que Deus fala não precisa de retoque, de enfeite algum de nossa parte. Deus é perfeito e quando Ele nos manda fazer algo, é para fazermos e não para acharmos que podemos melhorar o que Ele ordenou. Obedecer é não fazer nem mais, nem menos.

Josué mesmo tendo seu líder já morto, não deixou de cumprir uma única palavra daquilo que lhe foi ordenando. Mas infelizmente, hoje tem muito liderado que nem espera o seu líder virar as costas e já está colocando um toque seu naquilo que lhe foi pedido fazer. Ou às vezes o liderado até acaba fazendo, mas o seu coração está cheio de murmuração, reclamação. Acaba repetindo aquela história, em que “Joãozinho” não se levantava quando a professora fazia a chamada, então a professora conversou com seus pais, que repreenderam Joãozinho. No outro dia quando a professora o chamou, ele ficou de pé, mas disse consigo mesmo: “Estou em pé por fora, mas por dentro continuo sentado”.

É assim que muitos se comportam, por fora são submissos, mas por dentro maldizem seus líderes, murmuram e dizem que se fossem eles os líderes, fariam diferente. Eles acham que podem fazer melhor, que aquela não é a maneira certa. E não entendem quando olham para seus liderados e vêem neles o mesmo tipo de insubmissão.

Você pode pensar assim: “Um dia eu vou poder fazer tudo do meu jeito, então eles verão quem tem razão”. Atente para o que vou te dizer agora; você sabia que vontade de andar sozinho e poder decidir tudo por si próprio não é sinal de maturidade? A Palavra de Deus é quem declara isto:

“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Provérbios 18.1).

Quanto mais você cresce diante de Deus, e quanto mais você O conhece, mais vai querer responder a alguém e estar debaixo da liderança de alguém, estar servindo. Pois ser servo é um segredo.

ARÃO, HUR E MOISÉS

Nosso segundo exemplo é encontrado em Arão e Hur. Observe o que a Palavra de Deus nos revela:

“Fez Josué como Moisés lhe dissera e pelejou contra Amaleque; Moisés, porém, Arão e Hur subiram ao cimo do outeiro. Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol. E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada” (Êxodo 17.10-13).

Aqui vemos um líder cansado. E seus liderados percebem isso, e vão ao auxilio dele; e sustentam as suas mãos até que a guerra seja ganha. Que coisa tremenda! Mas este quadro nem sempre se repete em nossos dias… Quantos hoje estão torcendo para que o seu líder se canse rápido a fim de tomar o seu lugar!

Arão e Hur colocaram a pedra em baixo de Moisés, mas hoje muitos querem colocar a pedra em cima! Deus te chamou para ser como Arão e Hur, sustentar seu líder, poder olhar nos olhos dele e dizer: “Estou aqui para o que der e vier, conte comigo, quero lavar seus pés”. Não é fácil encontrarmos isso hoje em dia, todos querem ser líderes, mas nem todos gostam de servir, preferem ser servidos; não gostam de lavar os pés… A maioria quer aparecer, e poucos aceitam fazer a vontade de Deus na obscuridade, por trás dos bastidores.

OS SOLDADOS DE DAVI

Nosso terceiro exemplo é encontrado nos soldados de Davi. Observe o que as Sagradas Escrituras dizem:

“De novo, fizeram os filisteus guerra contra Israel. Desceu Davi com os seus homens, e pelejaram contra os filisteus, ficando Davi mui fatigado. Isbi-Benobe descendia dos gigantes; o peso do bronze de sua lança era de trezentos siclos, e estava cingido de uma armadura nova; este intentou matar a Davi. Porém Abisai, filho de Zeruia, socorreu-o, feriu o filisteu e o matou; então, os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel” (2 Samuel 21.15-17).

Neste texto vemos Davi fatigado, e um gigante tentando matá-lo. Mas também vemos Abisai vindo a seu socorro, que reflete um princípio importante: nossos líderes não só nos protegem, mas também precisam de nossa proteção!

Depois vemos os homens de Davi fazendo um juramento de que nunca mais ele sairia à peleja com eles para que a lâmpada de Israel não se apagasse. Isto nos faz entender que temos que ser liderados com sensibilidade e discernimento espiritual, para podermos entender quando é hora de batalharmos pelos nossos líderes. Davi tinha matado um gigante, mas isso não queria dizer que ele é que tinha que matar todo gigante. Ele mostrou aos seus liderados como matar gigantes também; e na hora que foi necessário, um dos seus liderados mostrou que tinha aprendido como matar gigantes. Que discernimento dos homens de Davi! Ao dizerem: “Você, ó rei, não sairá mais a peleja, pois você é a lâmpada de Israel e vamos proteger você”.

Será que você tem tido está postura diante do seu líder? Como tem sido o seu comportamento? Como você tem ficado quando vê seus líderes cansados?

Lembre-se que aquilo que você semear é o que você colherá!

SEM, CAM E JAFÉ

Nosso quarto exemplo de submissão e honra aos líderes é encontrado na vida de dois dos filhos de Noé: Sem e Jafé. Observe o que a Bíblia de Deus nos comunica:

“Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda. Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem. Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos. E ajuntou: Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e Canaã lhe seja servo. Engrandeça Deus a Jafé, e habite ele nas tendas de Sem; e Canaã lhe seja servo” (Gênesis 9.20-27).

Esta é uma história conhecida. Noé plantou uma vinha e veio a se embriagar do próprio vinho que a sua vinha produzira. Cuidado com aquilo que você planta líder, pode ser que lá na frente isso possa te derrubar ou expô-lo. Cam, vendo que seu pai (líder) estava nu, foi correndo contar a seus irmãos:

“Vocês não vão acreditar, nosso pai (líder) que parecia ser tão certinho, cheio de cuidado, de temor a Deus, está totalmente nu, e ainda esta falando umas coisas estranhas”.

O que ele falou eu não ouvi, não está está escrito, mas até imagino:

“Venham correndo ver o nosso pai (líder) nu”.

Sem e Jafé, provavelmente comentaram:

“Sem, você se lembra o que a Lei fala sobre descobrir a nudez do pai (líder)”?

E imagino a resposta:

“Claro Jafé, vou indo à frente para não deixar ninguém vê-lo assim, e você providencie rápido um lençol para cobri-lo”.

Chegando a tenda de Noé, talvez eles tenham se perguntado:

“Como vamos entrar, se não podemos ver o nosso pai (líder) nu”?

Ao que um deles deve ter sugerido:

“Vamos colocar o lençol nas nossas costas e assim entramos de costas para não vê-lo”.

Como você já sabe, foi assim que eles fizeram. Por isso receberam uma promessa de benção e Cam um promessa de maldição. Quantos ministérios existem hoje, afundando ou já afundados por causa do erro de querer expor líderes! Quando alguns liderados tomam conhecimento de alguma coisa, já saem em desespero para contar a alguém, e contam até com um certo gosto em sua boca. Muitas vezes quando vemos alguém errando, em vez te tentar ajudar, corremos para contar para quantos conseguirmos:

“Fulano caiu”!

E daí surgem outros comentários do tipo:

“Eu já sabia…”

“Eu já desconfiava”,

“Eu não disse que isso ia acontecer?”

Muitas vezes somos tão implacáveis que, se algumas pessoas estivessem debaixo do nosso ministério elas estariam perdidas. Como Pedro (quando traiu Jesus); Davi (quando adulterou); Noé (quando se embriagou e ficou nu); os discípulos (por terem abandonado Jesus na hora que ele mais precisava), e muitos outros. Deus perdoa, mas nós somos implacáveis e, por isso, quando erramos, as pessoas são implacáveis conosco.

Precisamos mudar o nosso conceito de liderança e do que é ser liderado. Precisamos entender que o segredo é ser servo, e servo de orelha furada.

Por Elioenai Fernando
Fonte: Orvalho

Sex, 18 de Fevereiro de 2011 12:57

Babel, linguagem e unidade

Publicado em Liderança Escrito pelo Administrador

Em Gênesis 11.1-9 encontramos a história bastante conhecida da torre de Babel. As Bíblias em geral dão este subtítulo à passagem. Mas o que vemos no texto é algo muito maior do que a simples construção de uma torre.

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A Bíblia fala de um povo em peregrinação que acha uma planície desabitada (v.2). Voltam-se então uns para os outros e planejam algo grande. É de se destacar a criatividade daquele povo: ao invés de construírem com os materiais de costume, pedras e cal (um tipo de massa), fazem tijolos e utilizam betume/piche (v.3). Eles idealizaram uma obra sólida, a partir de um modo aperfeiçoado de construir. Aquele povo parecia estar à frente do seu tempo.

Depois, disseram: vamos edificar para nós uma cidade e uma torre que toque os céus, e façamos para nós um nome para que não sejamos espalhados (v.4). Aquele povo começa a construir o que seria para a época uma cidade incomparável, edificada de maneira revolucionária, com um grandioso e inigualável marco: uma torre tão alta, que permitiria ao homem alcançar o céu, um lugar sequer imaginado. Certamente a fama daquelas pessoas correria por todo o mundo. Todos viriam para ver tão impressionante obra e provavelmente seriam inspirados a fazerem o mesmo em outras localidades.

Além da criatividade e da capacidade empreendedora, aquele povo era unido e falava a mesma língua. O Senhor os observou e disse: isso é só o começo, depois não haverá restrições para tudo o que intentarem fazer (v.6). Eram pessoas focadas em um só objetivo. Eram pessoas com uma comunicação fluente. Não perdiam tempo com outras ocupações, nem com debates infrutíferos e estranhos ao que estavam propostos a fazer.

Mas havia um problema grave aos olhos de Deus: aquele projeto, embora muito bem idealizado e executado, era do homem, para a glória do homem. A motivação máxima daquelas pessoas era a exaltação própria, era provar que poderiam realizar grandes coisas sem Deus. Aquela cidade, aquela torre, aquele desejo por estabelecer um nome, foram uma afronta para o Senhor. E Ele os confundiu em sua língua e os espalhou. A construção parou. E a fama que ficou foi: a cidade da confusão. Babel em hebraico soa parecido com a palavra que quer dizer “atrapalhar”.

Pois nesse ponto o Espírito Santo acendeu o meu coração e me guiou para outra leitura desta história: E se fosse diferente? O que aconteceria se o projeto não fosse do homem, para a glória do homem, mas de Deus, para a glória de Deus?

Então me atentei para o fato de estarmos realizando uma grande obra para Deus. Ele nos escolheu: 1-para edificarmos um Reino em lugar de uma cidade; 2- para marcarmos esta geração com grandes sinais e maravilhas em vez de uma torre; e 3- para levantarmos o Nome que é sobre todo nome: JESUS. O projeto é Dele, com as estratégias e as ferramentas criadas e inspiradas por Ele, para a glória do Seu Nome.

Em contrapartida, Satanás copia e repete as mesmas estratégias que Deus usou para espalhar e confundir o povo de Babel. Ele ataca com força a linguagem e a unidade justamente para espalhar e confundir o povo de Deus.

Desde a antiguidade, passando pela idade média e os tempos modernos, até hoje, uma das principais armas de dominação e conquista é a língua. O Império Romano alcançou dimensões tão impressionantes porque cada povoado e cidade invadidos sofriam a imposição do latim. Os dialetos locais desapareceram ou foram agregados pela língua oficial romana (o que gerou posteriormente o francês, o espanhol, o português, etc.). Com os gregos, contudo, ocorreu o oposto: por serem de uma sociedade mais antiga e mais desenvolvida, sua língua foi preservada e assim influenciaram os romanos. Por isso o mundo ocidental tem como base a cultura greco-romana. Na colonização do Brasil, o tupi-guarani foi praticamente extinto pelos portugueses. Só temos índios porque criamos reservas para eles viverem. E apesar de tão extenso território, é a língua portuguesa que faz do Brasil uma nação unificada.

Muda-se a língua, muda-se a cultura, a maneira de pensar e se viver em sociedade. Há um poder tremendo na linguagem para agregar e aproximar as pessoas, para unir pensamentos e ideias.

A primeira coisa que destrói projetos é a linguagem atrapalhada. O apóstolo Paulo em Filipenses 2.2 diz que devemos ter o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, o mesmo ânimo, e reforça novamente: “pensando a mesma coisa”. Mais à frente, no verso 14, diz: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas”. Pensar a mesma coisa é resultado de muitas conversas, de muito diálogo, de muito sonhar junto, de muito comer à mesa junto, de muito planejar junto.

Já dizia Salomão: “Não havendo sábia direção o povo cai, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Provérbios 11.14), e também: “Onde não há conselho frustram-se os projetos, mas com a multidão de conselheiros eles se estabelecem” (Provérbios 15.22). Aquele povo, antes de ser Babel, dialogou entre si, chegou a um consenso quanto ao modo de construir. Eles fizeram as bases juntos antes de colocarem o primeiro tijolo. Um líder deve direcionar, mas não fará nada sem que todos na equipe estejam falando e pensando a mesma coisa. Deus nos mostra o caminho, mas sem nos comunicarmos corretamente com Ele, sem comunhão, oração e intimidade com Ele, jamais conseguiremos nos alinhar à Sua vontade. Erra-se o alvo.

A murmuração enfraquece a unidade, gera desânimo. A falta de sabedoria na hora de expor ideias produz dores desnecessárias. A falta de submissão gera desconfiança, partidarismo, sufoca o diálogo. Todas estas coisas são como chagas que matam qualquer projeto. Palavras indevidas contra alguém, como brincadeiras impróprias e a exposição de fraquezas, retardam ou mesmo paralisam a obra, porque ferem, desgastam, inibem o potencial criativo e o vigor empreendedor. Quando Davi pergunta a um dos servos de Saul a respeito de um possível herdeiro do antigo rei de Israel, ouve o seguinte: “Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés” (2 Samuel 9.3). Aquele servo não citou o nome daquele a quem servia, Mefibosete, porém apontou o seu defeito físico. Há pessoas que vivem falando sobre o defeito dos outros. Servem e falam mal, trabalham e falam mal. Vão minando as forças dos líderes e da equipe com constantes maledicências e fofocas. Vão usando estas ferramentas do diabo para destruir projetos e vidas.

Em segundo lugar, a unidade atrapalhada acaba com qualquer possibilidade de êxito. Jesus disse: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e a casa dividida contra si mesma cairá” (Lucas 11.17). Antes da descida do Espírito Santo, os discípulos estavam juntos no cenáculo, onde perseveravam “unanimemente” em oração e súplicas (Atos 1.13-14). Cumprindo-se o dia de Pentecoste, estavam “todos reunidos no mesmo lugar” (Atos 2.1).

Vale ressaltar que os apóstolos receberam o Espírito Santo e começaram a falar em línguas diferentes, porém a linguagem do Espírito era a mesma. Não há confusão quando se está em unidade, mesmo falando coisas diferentes. Efésios 4.4-6 diz: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”.

O que mantém uma casa de pé são os fundamentos. O que preserva a unidade no Reino são os valores fundamentais do Evangelho: amar a Deus, amar ao próximo, considerar os outros superiores a nós mesmos, servir as pessoas, praticar a religião segundo a Palavra, que é “visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e guardar-se incontaminado do mundo” (Tiago 1.27). Todas estas coisas são aperfeiçoadas em nós no tanto que nos aproximamos do Pai e nos submetemos a Ele, em obediência e temor. E é impossível ser próximo de Deus e não começar a ser como Ele é. A maneira ousada de Pedro e João em anunciar o Evangelho fez com que os fariseus reconhecessem que “eles haviam estado com Jesus” (Atos 4.13). Os apóstolos tinham a mesma linguagem e o mesmo comportamento de Jesus.

O povo de Babel preferiu tijolos a pedras. Mas o Reino de Deus é construído por pedras vivas. E é bem difícil encaixar essas pedras e torná-las um bloco consistente e conjunto. Essas pedras tem vontades próprias, personalidades, temperamentos. São pedras colocadas umas sobre as outras. Às vezes dói se encaixar com determinado irmão, ou estar debaixo. Ao invés de cal ou piche, é o óleo do Espírito que nos encharca e suaviza os contatos, os atritos. O mundo conhece e crê em Jesus pela unidade da igreja (João 17).

O ministério que você desempenha, a célula que você dirige, a igreja que você pastoreia, dentre tantas outras áreas e vocações, se são de Deus e para a glória de Deus, então são obras tremendas que estão em andamento. Tenha zelo pela unidade, pela perfeita comunicação, cuide de sua língua – é uma arma poderosa para amaldiçoar e espalhar ou para unir e abençoar! (Tiago 3.10)

Seja alguém que irá marcar esta geração! Realize grandes coisas para que o nome de Jesus seja exaltado! Amém.

Luciano Motta
[http://lumotta.blogspot.com]

Seg, 14 de Fevereiro de 2011 14:41

O ministério pastoral

Publicado em Liderança Escrito pelo Administrador

1º Timóteo 3:1 Fiel é a palavra: se alguém almeja o episcopado, excelente obra almeja.

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O assunto que abordo aqui, talvez ajude alguns a entender melhor uma questão que vez por outra, encontramos em conversas e debates em vários locais eclesiásticos ou não e até mesmo pela internet.

Me proponho a aprofundar a análise do significado e sentido bíblico do ministério pastoral, partindo da premissa de que se trata de uma missão específica e singular, tendo como respaldo o chamado divino e como ferramenta(s) de trabalho, dons e talentos naturais e espirituais, doados por Deus. Portanto, penso que muitas polêmicas ocorrem quando se desconhece a missão, o chamado divino e o uso dos dons e talentos com relação ao pastorado.

1. A Missão

Atos 9: 15 e 16 Vai, porque este é para mim um instrumento para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel, pois Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu Nome.

Quando alguém é chamado e vocacionado por Deus para exercer o ministério pastoral recebe uma responsabilidade, um desafio e um trabalho muito maior que toda sua capacidade física, emocional ou intelectual poderiam conseguir realizar. É chamado para cumprir uma missão muito além de suas forças, intelecto ou influência. Terá que tratar com pessoas de todos os tipos (temperamentos, formação, história), e acima de tudo, terá que cuidar e liderar de forma que essas pessoas rumem ao crescimento e maturidade espiritual.

É um trabalho árduo, diário, constante e muitas vezes solitário.

Além de pregar, ensinar, treinar, discipular, visitar, administrar, liderar, aconselhar e estar presente em atividades e circunstâncias diversas, terá que se preparar sempre em oração, consagração, meditação e estudo da Palavra de Deus.

O rebanho do Senhor deve ser tratado com o máximo de cuidado, responsabilidade e amor. Por isso, o pastor terá muitas vezes que renunciar seus próprios interesses e planos em prol da edificação da congregação da qual Deus permitiu que apascentasse.

Além dessas tarefas que mencionei e de outras próprias do ofício pastoral (Batismo, Ceia, Casamentos, etc…), do pastor é exigido disponibilidade. É um trabalho de 24 horas diárias. É um trabalho de tempo integral. Essa exigência do rebanho e penso da própria missão de pastorear, vê-se implícito no ministério do Senhor Jesus, de Paulo, Pedro, Timóteo, Tito e dos demais apóstolos e em todo o NT.

Faço aqui uma respeitosa observação aos meus colegas pastores de tempo parcial. Sei que existem pastores de tempo parcial. Sei também e entendo, que em algumas circunstâncias o pastor se vê obrigado a ter um trabalho secular para poder sustentar a si e sua família dignamente. Sei que existem, lamentavelmente, igrejas que não se importam em suprir as necessidades de seu pastor. Sei também que alguns fazem a opção por não depender totalmente do ministério pastoral que exercem. Não estou aqui para julgá-los ou a seus motivos. Mas, mesmo esses entendem e sabem que o ministério pastoral exige tempo integral e que hoje uma realidade circunstancial os impede, mas que desejam no futuro poder cumprír esse ideal bíblico. Por isso, registro aqui o meu respeito a todos eles.

Retornando ao meu argumento da disponibilidade, o pastor muitas vezes é chamado pelo rebanho para estar presente em momentos de profunda alegria e também de profunda tristeza. Faz-se um casamento a noite e um culto funebre na mnhã seguinte. Dedica-se uma criança a Deus e logo depois visita-se um enfermo em um leito de hospital. São situações que as pessoas desejam a presença de seu pastor, e dele exigem disposição e prontidão em assistí-los. São momentos e situações marcantes para as pessoas e o bom pastor deve estar lá, participando da alegria ou da tristeza, sempre levando a Palavra de Deus que trará ou o conforto para quem está em angústia ou a orientação para aquele que celebra.

É um trabalho que requer saúde mental, física, emocional e espiritual. É um serviço que requer esforço, dedicação, responsabilidade e renúncia.

Além disso, a missão de pastorear exige a atualização contínua, o aperfeiçoamento das metodologias e das práticas, bem como o constante mergulho na infinitude do conhecimento bíblico. O pastor deve sempre buscar aprender teoricamente (cursos, atualizações, etc…) como também na sua experiência do dia-a-dia pastoral. Aprender a ouvir a Deus cada vez mais e também as pessoas. Reconhecer que é servo e depende de Deus para fazer o trabalho e que o rebanho não é dele, mas do Senhor, e que foi chamado para levar esse rebanho ao bom alimento, boa água, descanso e a proteção do Bom Pastor, Cristo.

E, finalmente, precisa crer que todo esse trabalho, mesmo com lágrimas e suor muitas vezes, mesmo com ingratidões e decepções em outras, não é vão no Senhor.

2. A Capacitação

Efésios 4:11-12 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres com vistas ao aperfeiçoamenteo dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo…

Como bem disse, a missão de pastorear parte do rebanho do Senhor exige algo além do que é natural. É necessário uma capacitação espiritual, sobrenatural.

Para tanto, o pastor recebe, da parte de Deus, dons espirituais (ferramentas) para exercer seu trabalho. Dons como o de pastor, de ensino, de profeta e outros são doados a ele, sendo sempre algo singular, ou seja, não existe um pastor igual ao outro. Deus capacita cada um de uma forma própria e notamos isso claramente nos diversos ministérios exercidos por pastores. Uns enfocam mais o ensino, outros a pregação, outros ainda o trato com as pessoas, etc. São direcionados por Deus através da capacitação (dons) que recebem.

Diria, que cada algum recebe um “kit pastoral” contendo dons espirituais e talentos naturais, possibilitando a eles exercer a missão com eficácia, desde que os usem com responsabilidade e amor.

3. O salário

1ºTimóteo 5:18 (…) O trabalhador é digno de seu salário

1ºCoríntios 9:14 Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o Evangelho que vivam do Evangelho (…)

Esse ponto, penso eu, é o mais polêmico. Não por que não seja esclarecido biblicamente, mas porque muitas pessoas, inclusive irmãos, tem total desconhecimento dessa questão.

Pode o pastor ter um salário? Pode ser remunerado?

Essas indagações e questionamentos advém do conceito que pastorear não é um trabalho. Muitos confundem ainda mais isso afirmando que ser pastor é uma questão de vocação, não uma profissão, por isso não deve ter salário.

Sempre respondo a estas pessoas asseverando que entendo que pastorear não é um trabalho profissional, mas não deixa por isso de ser um trabalho. O vocacionado não foi chamado para ser um desocupado. Ao contrário, foi chamado para trabalhar, e muito. O pastor não é um profissional, o pastorado não é uma profissão. Mas, é um trabalho!

Mas, deixa eu complicar mais um pouco a questão…

Engana-se quem pensa que o salário que um pastor possa receber de uma igreja é a paga por esse trabalho que exerce, cumprindo sua missão determinada pelo seu patrão, Deus. Engana-se quem pensa que o trabalho de um pastor possa ser remunerado.

O trabalho de pastorear não pode ser pago por dinheiro algum. O valor desse trabalho não é material, visível ou palpável. É em essência um trabalho espiritual e por isso não há dinheiro ou contribuição que possa pagá-lo dignamente ou corretamente.

A verdade bíblica é:
O pastor não recebe salário pelo que ele faz.
Recebe salário para poder fazer o que deve ser feito.

O salário pastoral é para o sustento do pastor e de sua família, para que ele possa ter tranquilidade para exercer seu ministério sem a preocupação com suas necessidades básicas e dos seus. Sem esse devido sustento, terá que buscar outras atividades, além das que já exerce.

Analisando biblicamente isso, nota-se que além disso que já expus, Paulo ao escrever aos coríntios (1 Coríntios 9), afirma que ele tinha o direito de ser apoiado pelas igrejas locais entre as quais trabalhava. Tinha o direito de comer e beber (v.4), o direito de levar uma esposa (v.5), o direito de não trabalhar secularmente (v.6). E quando analisamos mais profundamente o texto, vêmos que não eram direitos meramente fundamentados em conveniências ou desejos pessoais, mas na prática de outros apóstolos (v.5), com base na analogia da experiência humana, ou seja, nas ilustrações do soldado, do agricultor e do pastor (vs.7,10), com base na ordens claras da lei mosaica (vs. 8,9), com base nos direitos reconhecidos dos levitas no templo (v. 13), e, finalmente, com base no decreto explícito do próprio Cristo (v.14). Os que eram chamados para o serviço, o trabalho de tempo integral, fossem quem fossem, estivessem onde estivessem, eram, portanto, da direta responsabilidade das igrejas de Deus, ou seja, o cuidado pelos servos de Deus chamados para pastorear, era responsabilidade do povo de Deus, e ainda o são.

Por isso, penso que cada congregação deve refletir sobre isso e decidir que tipo de pastor deseja. Se preferir um de tempo integral, deve obrigatoriamente, sustentá-lo, bem como sua família de forma digna e fiel às Escrituras.

Um amigo certa vez me disse com verdade:

– Cada igreja tem o pastor que merece.

E é um fato. Se o pastor precisar diminuir de seu tempo para o pastorado por causa de outras atividades extra-pastorais para poder sustentar seu lar, não pode ser cobrado se seu pastorado não estiver dando os frutos desejados, se sua pregação não estiver bem preparada, se não faz visitas regularmente, se não é encontrado quando se precisa de um aconselhamento ou em um momento marcante ou ainda porque sua presença não é constante nos trabalhos e programações da igreja. Simplesmente, ele não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. É uma lei da física.

Portanto, a discussão sobre salário é totalmente equivocada, porque muitos não entendem esse conceito. O salário não é o pagamento pelos serviços prestados. O salário pastoral é para poder prestar o serviço.

E o valor? Pode o pastor ter carteira assinada?

Ora, o valor varia de pastor para pastor. depende do tamanho de sua família. Depende do tamanho do rebanho que pastoreia. Mas, principalmente, depende do entendimento sobre essa questão e enfaticamente, depende do amor que o rebanho tem pelo seu pastor.
Com relação a carteira assinada e possuir vínculos empregatícios, penso que são formas usadas em algumas denominações que trazem muito mais obscurantismo sobre a questão do que esclarecimentos. Produzem ou incentivam o conceito que já mencionei, do pagamento pelo trabalho realizado, ou pior do pastor como um empregado da igreja e um funcionário tendo a igreja como seu patrão. Outras formas e métodos para sustentar seu pastor devem ser buscadas, não criando ainda mais problemas onde já existem tantos.

4. Os Maus Pastores

2ºPEdro 2:1b,2 e 3 (…) assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras (…) e muitos seguirão suas práticas libertinas, e por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também movidos por avareza , farão comérico de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado ha longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme (…)

Lamentavelmente, mas não surpreendemente, existem aqueles que não são legítimos pastores. Não foram chamados, muito menos são vocacionados. Não possuem capacitação de Deus para pastorear. Mas, estão por aí a fora causando muitos prejuízos a Igreja de uma foirma geral e a muitos irmãos individualmente.

Usam e abusam da igreja para poder enriquecer, para ganharem notoriedade e para atrapalhar o ministério de pastores fiéis a Deus.
Não amam o rebanho, porque nunca amaram a Deus. Não sabem fazer o trabalho, porque não são trabalhadores do Reino da Luz, mas sim das Trevas.

Não podem ser contados com os bons pastores e nem os seus maus exemplos servirem de combustível para aumentar o entendimento sobre o que é e o que significa o ministério pastoral.

Para eles está reservado as trevas, a escuridão. Deus os julgará.

Concluindo…

A promessa da presença de Deus na vida do bom pastor é uma verdade e um fato a ser considerado por todos que exercem esse ministério. Essa presença nos fortalece, conforta e nos respalda. Sua Palavra nos guia e nos orienta. O Espírito Santo nos ensina e nos enche de alegria em poder serví-lo em tão sagrada missão.

E podemos ter a certeza, querido colega de ministério, que mesmo poucos entendendo o que é e o que significa ser pastor, Ele certamente entende. Ele amorosamente nos entende.

Senhor Deus que me chamou, lhe amo com todas as minhas forças, com todo o meu entendimento e com tudo que sou e tenho. Porque tudo vem de Ti, é para Ti e por Ti.

Louvado seja Deus para todo o sempre.
Amém.

Por: Pr. Magdiel G. Anselmo

Publicado originalmente em: A Verdade Bíblica

1. Ame a Deus de todo o teu coração, alma, mente e força na presença dos outros. Isso é contagiante.

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2. Ame as outras pessoas a partir do poder da graça de Deus. Isto é, na forma como você as ama, mostre a beleza de Cristo em Seu amor por elas.

3. Conte histórias sobre aqueles que foram encantados pela beleza e glória de Deus. Parece que as verdadeiras narrativas da experiência de pessoas com a dignidade de Deus são muito despertadoras.

4. Descreva o valor de Deus — seu tesouro — em termos abundantes.

5. Ensine as pessoas a orarem para a transformação de seus próprios corações, ou seja, ensine-as a orar como o salmista: “Inclina o meu coração para os teus testemunhos, e não para a cobiça”.

6. Apresente para as pessoas uma meditação e reflexão prolongada sobre a palavra de Deus. A maioria das pessoas não sabe como pegar uma palavra, frase ou sentença de um texto bíblico, memorizá-la e analisá-la repetidamente em sua mente, olhando para ela de diferentes perspectivas, fazendo muitas perguntas sobre a mesma, aplicando-a a diferentes aspectos de sua vida e fazendo analogias dela em sua mente. Mas é precisamente nesse cogitar que a seiva da fruta começa a fluir e a despertar o paladar da alma.

7. Mostre às pessoas como encontrar promessas particulares e específicas na Bíblia para experimentarem. Quando Paulo diz em Romanos 15:13, “ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé…”, ele está apontando que a alegria e paz surgem à medida que confiamos nas preciosas e grandes promessas de Deus. Portanto, as pessoas precisam fazer uma busca mais específica pelas promessas e então mantê-las em suas mentes, concentrando-se nelas no decorrer do dia.

9. Ajude as pessoas a desligar a televisão. Poucas coisas em nossa cultura são mais espiritualmente entorpecentes do que a televisão. Mesmo os shows chamados “bons”, em geral, mostram banalidades, vulgaridades e tudo o mais, exceto o cultivo de uma capacidade rica e profunda de gozar a Deus. E quando você acrescenta a isso a avalanche de propagandas sugestivas que acompanha quase todo programa, não espanto porque tantos cristãos professos são espiritualmente incapazes de experimentar pensamentos elevados e emoções profundas.

10. Aponte as pessoas para biografias centradas em Deus. As lutas e as vitórias de cristãos que conheceram a grandeza e a glória de Deus são muito cativantes e despertadoras.

11. Mostre às pessoas como transpor as suas alegrias nas coisas naturais para a alegria em Deus. Veja o que quero dizer. Mesmo a pessoa mais infeliz parece ter uma ou duas coisas em sua vida que a deixa alegre. Pode ser a sua família. Pode ser o céu à noite. Pode ser a pesca. Ajude tais pessoas a fazer uma transposição, ou seja, passar pela linha da música chamada “alegria” em sua alma e transpô-la do natural para o sobrenatural, por um ato de fé em Deus como aquele que criou a família, o céu à noite ou a pesca. Ajude-as a ver que todas as coisas que são verdadeiramente deleitosas neste mundo, que despertam prazeres em seu coração, são dons de Deus e reflexos do seu caráter e da sua bondade. Se eles são capazes de se deleitarem nas coisas naturais, então pela graça do Espírito Santo podem ser capazes de transpor aquelas alegrias a um nível mais elevado, e assim descobrir a alegria em Deus.

12. Chame as pessoas para a confissão e a renúncia dos pecados que os assolam, faz com que se sintam falsos e bloqueia a verdadeira afeição por Deus.

13. Ensine-os sobre a necessidade e o valor do sofrimento na vida cristã, e como isso é tão ínfimo quando comparado com a glória a ser revelada.

Essas são algumas das coisas que podem ajudar o seu povo.

Em minha opinião, o mais útil é simplesmente cuidar da sua própria alma e daquilo que incendeia o deleite por Deus em você, e então partilhar isso com os outros.

Que as bênçãos sejam sobre você, à medida que realiza a suprema tarefa de fazer com que a alegria em Deus nasça em sua congregação.

Fonte: http://www.desiringgod.org/

Seg, 07 de Fevereiro de 2011 18:14

Liderar é influenciar

Publicado em Liderança Escrito pelo Administrador

1 C o 11:1 ” Sede meus imitadores, como também sou de Cristo.”

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“Como ministros de louvor e adoração somos servos facilitadores, e a música é apenas uma ferramenta que Deus colocou em nossas mãos para o cumprimento deste propósito. O nosso papel é o de inspirar a igreja a amar e adorar a Cristo.” Dentro desta linha de pensamento eu gostaria de compartilhar um pouco a respeito deste “inspirar, encorajar” outros ao louvor e adoração ao Senhor.

Existem muitos ensinamentos e princípios da liderança de Jesus que devem ser aplicados e vividos pelos líderes na igreja hoje e sempre. O grande referencial de amor, serviço, perfeição, vida e muito mais é Jesus. Uma das características principais da liderança que Jesus exerceu aqui na terra foi a de ser um “influenciador”, ou seja, no discurso Dele sempre houve vida e verdade. O que podemos extrair disto para a prática na nossa vida como ministros de louvor?

Uma das questões que sempre tem chegado a nós nos encontros em que realizamos com as equipes de louvor é a seguinte: O que devemos fazer para que a igreja responda ao louvor e adoração, pois, sempre acontece nos cultos é que partir de certo momento as pessoas começam a se assentar e demonstram um grande desinteresse no momento do louvor.

Talvez você esteja lendo este texto e está pensando: é realmente eu tenho vivido isto constantemente em minha igreja, e então o que fazer? Bom, dentro do que citamos acima a respeito da liderança de Jesus eu gostaria de compartilhar com você de que maneira podemos ser um influenciador.

Quantas vezes esperamos que a igreja alcance “níveis” de adoração que nós mesmos ainda não alcançamos. Só podemos levar alguém a lugares onde já estivemos. Existem lugares em Deus a serem alcançados individualmente (Mt 6:6) e consequentemente coorporativamente. O que você é e faz publicamente é conseqüência do que você é e faz no secreto. Se os seus melhores momentos com Deus tem sido nas reuniões da igreja isto é um sinal de algo não anda muito bem no seu relacionamento com Deus.

O nosso relacionamento com Deus é uma construção constante do Espírito Santo em nós. Deus é infinito e sempre Ele tem algo para nos revelar a respeito de si mesmo, e isto é alcançado dia após dia. Só encontraremos o Senhor quando o buscarmos de todo o coração (Jr 29:13). Se você é uma pessoa cheia de Deus, com certeza isto vai fluir de você e os outros serão influenciados a buscar ao Senhor também.

Os nossos irmãos em Cristo precisam ver verdade e vida no nosso discurso. Se cantarmos sobre o amor, precisamos ser os primeiros a amar principalmente quando estamos fora da plataforma no nosso relacionamento com as pessoas da igreja. Muitos ministros se tornam inacessíveis porque se julgam mais ungidos do que os outros e isto é um engano muito grande. O nosso lugar é no meio do corpo, exercendo a função que nos foi dado pelo Senhor, pois, a posição de destaque pertence somente ao cabeça que é Jesus. Voltando para o exemplo de Jesus, ele foi totalmente acessível, ele esteve com as pessoas e o seu discurso foi sempre cheio de verdade e vida, e isto funcionou como um “alto-falante” que ecoou no coração das pessoas.

Se você como ministro tem tido expectativas frustradas em relação ao louvor da sua igreja, a palavra que eu deixo aqui pra você é para ser o primeiro a correr para os braços do Senhor todos os dias. Se o seu copo (coração) estiver cheio da presença e do amor de Deus, quando você se derramar diante do Senhor nas reuniões vai fluir a presença de Deus através de sua vida e consequentemente as pessoas serão atraídas a esta presença tão maravilhosa. Existe algo que vai além da música, e é a canção do coração de cada um de nós. Não espere que os outros façam aquilo que você ainda não fez.

A obra é de Deus, não é por nossa força, porém Ele mesmo nos escolheu para sermos canais de bênçãos na vida dos outros, e como servos devemos ser influenciadores para a Glória do Senhor.

Espero que o Senhor alcance o seu coração com esta palavra, trazendo transformação e coragem para vivê-la.

Deus os abençoe.
Por Christie Tristão
Fonte: Adorando

Qua, 02 de Fevereiro de 2011 21:57

Quando pensar ameaça

Publicado em Liderança Escrito pelo Administrador

Quando o pensar ameaça

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A igreja tem medo de pensar. A verdade assusta. Muitos são os que amam a ignorância porque não querem assumir as consequências do pensar. Muitos sofrem da síndrome do presídio: o medo da liberdade – por viver tantos anos preso o indivíduo, uma vez liberto, cometerá outro crime só para voltar ao único mundo que conhece – o mundo das regras e punições.

Esse tipo de fobia é o prato predileto dos políticos, dos coronéis sagrados, dos mini-Hitlers da fé, de todos que detém poder sobre a massa. É muito mais fácil governar uma massa burra, uma massa de manipulação garantida. Quando a massa pensa também ameaça.

O nível de leitura do evangélico brasileiro é horroroso. Sua teologia é tão vulnerável quanto seu compromisso. O nome da hora é confusão: o que somos? Protestantes, evangélicos, cristãos, crentes, gospel? Nossa (in)definição é tão turva quanto nossas (in)certezas. A coqueluche da prosperidade é só um efeito colateral da burrice gospel aliada à malandragem tupiniquim.

Faça um teste: coloque um cartaz bem grande na frente de sua igreja com os seguintes dizeres: “Campanha do pensamento teológico no mês da Reforma”. O que você acha que acontecerá? Parece que vejo alguém perguntando: “Ih! O pastor já vai fazer outra reforma no templo?” Pensar dói…

R. A. Torrey disse: “Uma teologia frouxa leva a uma moralidade igualmente frouxa”. Esse é o retrato do que se chama “evangélico” hoje. Como pode indivíduos charlatães se proliferarem como praga nas igrejas e isso ser normal? Como pode programas de tv absurdamente mercenários serem vistos por uma miríade de pessoas que ainda ajudam finaceiramente essa fábricas de ilusões? Como pode um pregador à lá Silvio Santos empobrecido levar plateias ao delírio? Como?

Pensar ameaça. Quem pensa é condenado à solidão. Ao ostracismo (que, convenhamos, dependendo da igreja, é uma bênção). Quem pensa incomoda, “puxa o tapete” dos “Ali Babás e seus milhares de ladrões”. Quem pensa desespera os “irmãos metralhas” da celestialidade bandida. Pensar é uma arma de grosso calibre deflagrando cápsulas de realidade na cara feia dos magos do poder.

Pense!

Até mais…

Por Alan Brizotti
Fonte: O Galileo

Mural de Recados

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